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Saiba como reduzir impostos na importação de equipamentos com o regime de ex-tarifário

O novo ano começou e entre seus objetivos está o crescimento da empresa? Se a resposta é sim e os planos são modernizar e aumentar a produção de um lado, e diminuir custos do outro, vem com a gente! Organizamos um conteúdo especial sobre o regime ex-tarifário e vai ficar muito mais fácil e claro para você aproveitar essa oportunidade. 😉

Pra começar, você já ouviu falar sobre esse regime? Ele consiste na redução temporária da alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Ou seja, caso a máquina ou equipamento que você deseja importar não sejam produzidos no Brasil, a compra do exterior pode ser realizada com imposto reduzido ou até zerado.

Normalmente, as importações de BK têm incidência de 14% de Imposto de Importação e, as de BIT, 16%. Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também.

Assim, os principais benefícios são fiscais: além de reduzir diretamente no imposto de importação, também reduz de forma indireta no recolhimento de outros impostos, como ICMS e IPI, e tem efeito positivo no EBITDA. Nada mal, não é mesmo? Uma boa forma de aumentar a produtividade, competitividade e modernização em 2021.

E quais são os produtos que se encaixam no regime ex-tarifário?

Quando falamos de bens de capital (BK), falamos de equipamentos, instalações, bens ou serviços necessários para a produção de outros bens ou serviços. Por exemplo, um dos ex-tarifários vigentes até o final desse ano são “Controladores automáticos de velocidade de motores elétricos por variação de frequência para uso exclusivo em bicicletas elétricas, com tensão nominal até 48V e potência nominal de até 1.680W, grau de Proteção Impermeável IP65”.

Já sobre bens de informática e telecomunicações (BIT), são bens relacionados à área. Um exemplo também de ex vigente é “Módulos de controle eletrônico programável com 2 conectores para comunicação elétrica de 64 pinos cada um, utilizados para controlar sistema de injeção de combustível de motores diesel estacionários contendo 4 e 6 cilindros, na faixa de potência de 60 e 1,30kW”.

IMPORTAÇÃO DE MÁQUINAS: 3 OPÇÕES PARA IMPORTAR MÁQUINAS COM CUSTO REDUZIDO
Bom, com os dois exemplos não é nem preciso dizer os detalhes e especificidades necessárias para conseguir o regime, né? Atualmente são mais de 10 mil ex-tarifários vigentes que podem ser utilizados, desde que o equipamento atenda 100% das características descritas; também, novos ex-tarifários podem ser solicitados. Entretanto, o ponto mais importante de todo esse processo é o planejamento.

Para obter o ex é preciso entrar com pleito junto ao governo e passar por várias etapas, como análise documental, consulta pública para apuração e produção nacional, análise da consulta e decisão final até a publicação no Diário Oficial da União.

Assim, Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, explica que um pleito de ex-tarifario deve ser protocolado de dois a três meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o ex ainda não estar publicado, visto que o benefício só é concedido se no momento do registro da Declaração de Importação o ex estiver vigente.

E como organizar todo esse planejamento e começar o ano saindo na frente? A gente te explica todos os passos e prazos nas próximas semanas! Se você não quer perder essa série de conteúdos, se inscreva na nossa newsletter! 👇

Se tem pressa e já quer tirar dúvidas sobre o regime, vem bater um papo com a gente e a nossa equipe de especialistas te ajuda! 😊

Abraços,
Equipe Freitas

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A DUIMP está aí, só não vê quem não quer

No último dia de 2020 uma nova Instrução Normativa trouxe alterações para os processos de importação e mais um alerta indicando que a DUIMP está realmente chegando, olha só! 👇

A IN 2002/2020 alterou vários artigos da IN 680/2006, que rege o despacho aduaneiro de importação, entre eles sobre a descrição da mercadoria. A partir de agora, o item V do artigo 25 conta no texto sobre a correta descrição das mercadorias para a determinação do procedimento de controle administrativo e aduaneiros apropriados. Ou seja, há mais um reforço da responsabilidade do importador sobre a descrição completa e adequada da mercadoria.

Além disso, a IN destaca que se o despacho de importação for processado com base na DUIMP, a descrição da mercadoria deverá incluir os atributos definidos pela Receita Federal, correspondentes ao código tarifário da NCM adotada, e deverá “ser realizada pelo importador, de maneira a constarem todas as características necessárias à classificação fiscal e à determinação dos procedimentos de controle aduaneiro e administrativo adequados”.

Outra alteração da IN é para os importadores certificados como Operador Econômico Autorizado (OEA) – Conformidade Nível 2. A alteração é bem-vinda: as Declarações Únicas de Importação (DUIMPs) feitas através do modal aéreo poderão ser registradas antes da sua descarga na unidade da Receita Federal do Brasil, o que traz mais flexibilidade quanto aos prazos de liberação da carga e redução de custos. Até então, o registro antecipado das DUIMPs para esse grupo podia ser realizado apenas no modal marítimo.

A expectativa da chegada e implantação da DUIMP para todos os importadores agora é ainda maior, afinal de contas, já existe um movimento na legislação caminhando para isso. E você já está preparado?

A gente tem falado bastante sobre isso por aqui! Apesar da DUIMP trazer vários benefícios, ela exige atenção e preparo dos importadores, principalmente quanto ao catálogo de produtos. Você pode conferir como se preparar em um e-book especial sobre o assunto. É só clicar e baixar o material gratuitamente. 😉👇

DUIMP e a chegada do catálogo de produtos: entenda o que vai mudar e a importância de se preparar!

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Atualização do cenário logístico mundial

O ano está quase acabando e a gente não poderia deixar de te passar uma última atualização da situação logística na China e do cenário no modal aéreo mundial. Há algumas semanas a gente vem comentando que o cenário não é dos melhores, pela alta de valores e prazos de entrega, e que é preciso planejamento. Nesses últimos dias, as coisas não mudaram muito, entenda o motivo. 👇

Quando falamos em China, o maior parceiro comercial do Brasil, os valores estão aumentando diariamente: a falta de equipamentos tem provocado sobretaxas e os armadores definem os valores por semana, o que dificulta um planejamento a longo prazo. Somado a isso, a chegada do ano novo chinês e a alta demanda mundial, principalmente pelo dólar estar mais baixo, junto à escassez de caminhões para o transporte interno pelas restrições de prevenção à Covid, complicam ainda mais. No momento, as cargas leves, de até 10 toneladas, estão sendo preferidas pelos armadores.

Se ampliarmos o olhar para o cenário mundial, as coisas não mudam muito no modal aéreo. Pela falta de produtos e matéria-prima, o lead time do frete aéreo tem feito deste o modal mais procurado. A sobrecarga também é justificada pela chegada do ano novo chinês e o lançamento de muitos aparelhos eletrônicos que disputam espaço nas aeronaves. Resultado: aumentos tarifários e restrições de espaço.

Outro ponto que merece atenção é que muitas companhias já anunciaram medidas que devem impactar ainda mais na disponibilidade de voos, seja pelo término de aportes recebidos pelo governo ou por planos de reestruturação e encerramento de atividades das subsidiárias menos rentáveis.

Impactos também vêm das novas restrições devido a segunda onda da covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, o que diminui a frequência e regularidade de serviço de muitas companhias aéreas; e do início da vacinação em alguns países já no mês de dezembro, onde acredita-se que os esforços serão no transporte das mesmas.

Dessa forma, o modal aéreo está passando por um cenário de mudanças bruscas de tarifas, dificuldade de espaço para cargas mais urgentes, transit time superior ao previsto e validade de frete menores. A curto e médio prazo, esses problemas, infelizmente, podem ser ainda maiores.

A qualquer mudança ou novidade, informaremos você! Por enquanto, o que vale é o planejamento e contar com bons parceiros para te ajudarem a minimizar os custos e prazos. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Importação de máquinas: 3 opções para importar máquinas com custo reduzido

Já planejou os investimentos da sua empresa para 2021? Se você gostaria de aumentar a produção e modernizá-la, mas acha que esse pode ser um passo muito grande no momento, este material é especialmente para você! A gente sabe que importar máquinas e equipamentos é uma decisão importante, então separamos três dicas de como tornar esse um passo possível e reduzir custos nesta importação. 😉👇


Ex-tarifário

A primeira opção é aproveitar o regime de ex-tarifário, já ouviu falar sobre ele? Esse é um regime oferecido pelo governo que reduz temporariamente a alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Ou seja, caso a máquina que você deseja importar não seja produzida no Brasil, a compra do exterior pode ser realizada com imposto reduzido ou até zerado.

Normalmente, as importações de BK têm incidência de 14% de Imposto de Importação e, as de BIT, 16%. Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também. Uma boa diferença, não é mesmo?!

Porém, para utilizar o regime é preciso analisar a classificação fiscal para ver se a máquina se enquadra no regime. Além disso, é preciso se planejar com antecedência. Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, explica que um pleito de ex-tarifario deve ser protocolado de dois a três meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o ex ainda não estar publicado, visto que o benefício só é concedido se no momento do registro da Declaração de Importação o ex estiver vigente.


Importação de máquinas usadas

Outra forma de modernizar seu parque fabril com custo reduzido é importar máquinas usadas. Entretanto, este processo é proibido no Brasil e é fundamental ter conhecimento de todas as restrições legais que existem para que possa ser realizado.

Mas se é proibido, como pode ser realizado? Apesar da proibição de forma geral, a Portaria SECEX n.23, de 14/07/2011 e o Regulamento Aduaneiro (Decreto n. 6.759/2009), listam alguns itens com permissão para entrarem no país, como por exemplo, bens que não possuam similares produzidos no Brasil, incluindo os casos especiais de transferência de linhas de produção (ligadas a projetos de interesse da economia brasileira, ou seja, que proporcionem redução de custos, aumento da geração de emprego e do nível de produtividade ou qualidade).

Assim, apesar de ser um excelente custo-benefício para modernizar sua produção, para importar máquinas usadas é importante seguir à risca a legislação e ter uma logística bem planejada, visto que na maioria das vezes o importador é o responsável pelas despesas desde a coleta da máquina no local do vendedor, incluindo questões de embalagem.

Uma dica é aguardar o deferimento da licença de importação para efetuar o pagamento da compra da máquina. Por se tratar de uma máquina usada, alcançar esta autorização é o primeiro passo.

Importante destacar que neste tipo de importação não é possível contar com benefícios como o regime de ex-tarifário, por exemplo, pois é voltado apenas para a importação de máquinas e equipamentos novos.


Admissão temporária de máquinas usadas

A terceira opção é a importação de máquinas usadas por tempo determinado através do regime de Admissão Temporária para Utilização Econômica. Com este regime você traz a máquina para a sua empresa por tempo determinado e paga os tributos federais/estaduais incidentes da importação proporcionalmente ao tempo que o equipamento permanecerá no Brasil, muito bom, né?

Assim, além da possibilidade de pagar os impostos somente pelo tempo em que o equipamento ficar no país, com esse regime não há necessidade de comprovar a inexistência de produção nacional de bens com as mesmas características. Recentemente foi publicada a Instrução Normativa n. 1989/2020 que simplifica esse regime, principalmente quanto ao tempo médio de liberação da carga, que deve ser para menos de um dia.

Entretanto, para a importação se enquadrar neste regime o limite máximo de permanência do bem no Brasil é de 100 meses. Encerrando esse período é permitida a concessão de nova admissão temporária, com o pagamento dos tributos do novo período, ou é preciso extinguir o regime. Para esta segunda opção, existem várias alternativas e a escolha deve ser feita de acordo com as especificidades acordadas na importação: reexportação (retorno dos bens), entrega à Fazenda Nacional (desde que concorde em recebe-los), transferência para outro regime especial; destruição (aos custos do interessado) ou despacho para consumo, se os equipamentos forem nacionalizados. Outro ponto importante dentro desse regime é assumir a responsabilidade em qualquer tipo de mudança no regime aduaneiro, o que pode vir a ocasionar tributos; além de utilizar o bem apenas para os fins que foram justificados na concessão.


E aí, gostou das opções? Além dessas dicas, outros cuidados na importação de máquinas, principalmente as que não cabem em contêineres convencionais, também podem ajudar a reduzir ou evitar custos adicionais. A gente tem um material sobre isso e você pode acessar clicando aqui.

Mas o mais importante: independente da forma que você optar, é fundamental ter um parceiro experiente para te ajudar neste processo. Aqui na Freitas temos uma equipe especializada em todas essas alternativas. Venha bater um papo com a gente! 😊

Abraços,
Equipe Freitas

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4 dicas para evitar riscos e custos extras na importação de produtos químicos

Apesar das dificuldades desse ano, a importação de produtos químicos vem crescendo e é um setor de tendência no mercado, atraindo cada vez mais investidores. Em setembro de 2020, por exemplo, as importações do segmento foram recorde, com mais de 37 mil toneladas. Conforme o relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), houve um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado e um aumento de 10,2% em comparação com o mês de agosto.

Se você é do ramo ou está pensando em aproveitar os bons números e investir em uma área que ajuda a suprir as necessidades nacionais, esse material é especialmente para você! 🤩

Além de uma área que vem crescendo, o destaque aqui é para as suas particularidades e cuidados. Continue a leitura e conheça um pouco mais sobre os pontos de atenção e como evitar riscos e custos extras, e ainda poder diminuir os custos na importação de produtos químicos.


Planejamento é a palavra de ordem: o segmento químico é uma área muito técnica, está entre os com maior complexidade para a classificação fiscal e, sem planejamento, você pode ser surpreendido.

Para começar é importante destacar que existem nove classes de carga química e que cada classe pode influenciar nos custos logísticos, de transporte e de armazenagem. Além disso, dependendo do tipo de carga, pode haver restrições em armazenamento e transporte e, se isso não for averiguado e planejado antes, toda a programação logística pode ser afetada. “A conta nunca é para menos, sempre para mais”, alerta Tiago Duarte, líder de importação da Freitas, quanto aos custos.

Assim, para te ajudar a otimizar tempo e evitar custos extras, e quem sabe reduzir os valores na importação de produtos químicos, separamos quatro dicas. Confira! 👇

1 – Cheque a atuação de todos que fazem parte da cadeia logística

Verifique se o Terminal realmente pode receber o tipo de carga importado e se a transportadora tem autorização para esse tráfego. Imagine ter que reorganizar toda a logística depois que a carga já está em trânsito? Além de tempo, os custos aumentam bastante.

Lembre-se também que esse tipo de carga IMO, sigla em inglês para Organização Marítima Internacional (órgão intergovernamental da ONU que classificou as cargas perigosas), geralmente tem custos mais altos, principalmente de armazenagem, pois não pode ficar exposta e próxima a determinados produtos.

2 – Atenção para a documentação

Sem documentações específicas, a carga não pode ser carregada e transportada. Assim, verifique se todos os documentos estão feitos e se estão preenchidos corretamente.

Um deles é a Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ), que contém todos os dados relativos às propriedades e especificações da carga e possibilita que a transportadora defina os procedimentos ideais para a sua manipulação e movimentação. Além desse, tem a Ficha de emergência, que apesar de não ser obrigatória para o transporte da mercadoria, no caso de eventuais emergências, informações contidas neste documento poderão ser solicitadas pelo órgão regulador ANTT, MDSD (Material Safety Data Sheet – Folha de dados de segurança do material) e a Nota fiscal.

3 – Não se esqueça das cotas

E você já pensou em diminuir os custos dessa operação? Pois é, fique atento às cotas de importação antes do embarque. Como o Brasil não tem a fabricação de muitos produtos, eventualmente o governo tem políticas para fomentar o mercado interno e apresenta cotas tarifárias que podem reduzir o imposto de importação por tempo determinado. Elas podem ser concedidas de duas formas: pelos acordos no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração – ALADI e/ou por resoluções da Câmara de Comércio Exterior – CAMEX. O Ministério da Economia conta com uma página específica onde traz as listagens dos produtos com cotas, e é importante também acompanhar a legislação sobre o assunto.

4 – Redobre atenção na descrição e classificação fiscal

Conforme o nosso time de importação, o setor químico é bem visado pela Receita Federal, então é muito importante que a descrição e a classificação fiscal do seu produto estejam corretas. Caso haja alguma divergência nas informações, pode ser pedido um laudo e aí o tempo e os custos aumentam, principalmente pelo fato de ser um segmento tão técnico e complexo.

Mas não se assuste, viu? A complexidade e os riscos diminuem quando você conta com parceiros experientes e com “know how” no assunto. 😉

Além disso, a gente preparou um material especial para te ajudar. Nele, reunimos informações sobre os documentos necessários para esta modalidade, inclusive com modelos prontos para você só preencher. Também organizamos algumas diretrizes para te ajudar na descrição correta do seu produto. Ou seja, um material feito especialmente para descomplicar e colaborar na garantia de uma operação segura e sem custos extras.

Clique no banner e baixe o material gratuitamente! 👇

Checklist: Garanta mais segurança e evite custos extras na importação de produtos químicos

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Decreto n. 10550 traz novidades ao comex

Na semana passada foi publicado o Decreto n. 10550, alterando o Decreto n. 6.759/2019 que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. Entre as alterações da legislação, chamamos atenção para duas. 👇

A primeira delas é a elevação do status do Programa OEA. Com o novo decreto, o Programa OEA deixa de ser previsto apenas em Instrução Normativa e passa a ser tratado em Decreto, ganhando previsão em norma hierárquica superior. Ou seja, ganha mais relevância e força legislativa.

A outra alteração está no Art. 562, que trata da fatura comercial. A partir de agora, serão aceitas “formas de assinatura mecânica ou eletrônica, permitida a confirmação de autoria e autenticidade do documento, inclusive na hipótese de utilização de blockchain”.

Conforme o nosso diretor comercial, Márcio Freitas, há tempos que se fala, tanto na Receita Federal como no Programa OEA, sobre esse envio de faturas comerciais via blockchain. A ideia é evitar documentos falsos e abolir assinaturas que até hoje muitos países ainda faziam exclusivamente para as cargas enviadas aqui para o Brasil.

Mas você sabe o que é blockchain? É um sistema de autenticação para transações comerciais e documentos em alguns países que já não utilizam mais os cartórios, por exemplo. Ou seja, com o blockchain qualquer transação pode ser validada pelas partes e com um custo bem reduzido, podendo até utilizar criptomoedas para pagamento das taxas. Muito mais prático, não é mesmo?

Para conferir o Decreto n. 10550 na íntegra, clique aqui. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Entenda melhor o cenário da escassez de matéria-prima e aumento nos preços

Se você está sofrendo com a escassez de matéria-prima ou aumento no valor dos insumos, saiba que não está sozinho. Mesmo com a retomada das atividades, a primeira onda da pandemia do novo coronavírus ainda apresenta problemas na produção e no comércio brasileiro, que impactam toda a cadeia, até o consumidor final.

Mas por que isso está acontecendo e até onde vai? Para entender melhor o problema e responder essas perguntas, reunimos algumas informações publicadas pela BBC News. Na matéria “Pandemia gera escassez de matéria-prima e faz preços subirem no Brasil”, a jornalista Thais Carrança apresenta seis fatores que explicam essa situação.

De acordo com a matéria, o primeiro ponto vem lá do início da pandemia: a redução da produção que ocorreu entre março e abril. Seguindo a exigência de distanciamento social e pela incerteza e falta de perspectivas de quando o consumo iria se normalizar, as indústrias colocaram o pé no freio. Dados do IBGE apontam uma queda de 27% na produção nesses dois meses.

O segundo ponto, em decorrência da falta de perspectivas, foi o consumo dos estoques. Empresas e varejo consumiram seus estoques sem habitual reposição e quando a atividade começou a retomar, o estoque não deu conta da demanda.

Mas como as indústrias e comércios não se preparam para a retomada? Além de ser um período de incertezas, especialistas apontam que a recuperação da atividade econômica do país foi mais rápida do que se esperava, grande parte pelos efeitos do auxílio emergencial sobre o consumo. A notícia de retomada com certeza é boa, mas é o terceiro fator que explica a escassez e alta dos preços de matéria-prima.

Junto com as demandas nacionais, somam-se as do comércio exterior. Como já falamos por aqui nos últimos meses, foi um período de aumento de exportações de commodities e aumento do dólar, o que favoreceu a venda para fora e diminuiu as importações. O resultado: aumento dos preços no mercado interno.

Somado a isso, outro fator foram os gargalos logísticos. Por aqui estamos constantemente trazendo alertas de programação sobre a queda na oferta de espaço, tanto aéreo como marítimo, e o aumento no valor dos transportes. Além de mais tempo para as transações, os custos também cresceram.

Por fim, a matéria apresenta como sexto ponto a maior demanda das empresas, o que retroalimenta esse ciclo. Com medo da escassez, os pedidos são maiores, agravando esse processo que ainda está fragilizado.

Mas até quando esse problema vai?

Economistas apontam na matéria que tem data para acabar: no primeiro semestre de 2021 a oferta e demanda devem se alinhar. Já os preços altos devem seguir em alta ou estabilizarem no próximo ano, sem expectativas de baixa.

Assim, se você precisa importar e não quer alterar os custos para o seu consumidor final, a dica é bastante planejamento e atenção neste processo. Cuidados no processo logístico e aduaneiro são essenciais e a gente pode te ajudar! 😉

Planejando suas compras e vendas com o exterior para 2021? Vem bater um papo com a gente!

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Importação de produtos metalúrgicos: como evitar problemas e custos extras nesta operação

Chapas de aço, barras e outros metais são presença confirmada na lista das principais importações do Brasil e fazem parte de uma cadeia produtiva muito grande. No ano de 2019, a importação de produtos metalúrgicos representou 2,8% de todas as importações brasileiras e ficou na sétima colocação entre todos os segmentos. Neste ano, entre janeiro e junho, passou da sétima para a quinta colocação e, no período, representou 4% das importações.

Entretanto, a importação de produtos metalúrgicos tem vários desafios e são necessários alguns cuidados para a operação ser mais tranquila, rápida e, principalmente, lucrativa.

Assim, se você é um importador do segmento ou potencial importador, este material é especial para você. Destacamos os três principais desafios enfrentados neste mercado e algumas dicas para você ter mais sucesso neste tipo de operação. Confira! 👇


Lucros sim, prejuízos não

Quando você faz uma operação, não é de prejuízos que você está atrás, certo? Então neste tipo de importação todo cuidado é necessário: o segmento metalúrgico geralmente tem uma margem de lucro pequena, tem poucos benefícios fiscais e ainda corre o risco de ser taxado com o antidumping.

Antidumping é um conjunto de medidas, direitos e procedimentos para evitar que produtores nacionais sejam prejudicados por importações realizadas a preços de dumping, ou seja, quando uma empresa vende um produto para um novo mercado por um preço inferior do que costuma praticar.

Assim, antes de iniciar o processo de importação é importante verificar se o produto possui antidumping. Em caso positivo, mesmo se a importação for amparada com regimes especiais de isenção ou suspensão de tributos, o recolhimento do antidumping é obrigatório e deve ser feito na DI, caso contrário, além do recolhimento, há uma multa de 75% sobre o valor antidumping.

Na importação de produtos metalúrgicos, outro ponto muito importante quando o assunto é custos é a logística: o custo da movimentação e armazenagem é muito grande e o que pode parecer apenas um detalhe pode fazer grande diferença, a gente te explica melhor na terceira dica.


Descrição das mercadorias

O segmento metalúrgico é bastante controlado no Brasil, então é preciso muita atenção na hora de descrever a mercadoria importada. O assunto fica ainda mais sério com a necessidade de trazer a composição química da matéria-prima, como a medição dos elementos químicos do material importado.

A dica para evitar multas nesse caso é contar com equipamentos específicos que fazem a medição dos elementos químicos, um bom técnico ou a confiança e exigência das informações com o fornecedor. E é aí que chegamos no ponto mais importante.


Instruções ao fornecedor

É muito comum exportadores preferirem operações com incoterms onde podem controlar parte da logística também aqui no Brasil, e se você acha que isso pode gerar menos trabalho, fique atento! Existe uma série de regras e cuidados que devem ser tomados na importação e, se o exportador não atende-las, a conta final pode sobrar para você.

Assim, na hora de importar preste mais atenção com compras que utilizam o CIF ou CFR, pois parte da logística fica a cargo de quem está exportando e você precisa instruir o fornecedor sobre a emissão de documentos e também cuidados no transporte.

Sobre a documentação, há documentos que precisam ser emitidos antes do embarque, como a licença de importação, por exemplo. É só com o deferimento da LI que a DI pode ser registrada, se houver divergência nas datas, podem ocorrer multas.

Quando falamos em frete, o cuidado redobra. Se o seu estado possui algum tipo de benefício fiscal, é importante instruir o fornecedor a organizar a rota com entrega direta no seu estado, caso contrário você não consegue usufruir do benefício. Com o estado acertado, é importante verificar se o porto de destino recebe este tipo de carga: geralmente os metais são transportados como cargas break bulk e não é todo tipo de terminal que a opera e a armazena.

Mas como lembrar de tantos detalhes para fazer essa instrução ao fornecedor? A gente veio para te ajudar: no banner abaixo você pode baixar gratuitamente um checklist com várias dicas para esse tipo de operação, inclusive com as instruções ao fornecedor.

Baixe, salve e confira sempre que precisar para não esquecer nenhum detalhe. 😉

Checklist: saiba como evitar problemas e custos extras na importação de produtos metalúrgicos

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Situação logística com a China merece atenção, confira!

Falta de contêiner, pouco espaço no setor aéreo, aumento no tempo das transações e aumento nos preços. Há algumas semanas já divulgamos alertas sobre a situação logística na China, mas as atualizações recebidas dos agentes parceiros exigem ainda mais planejamento, confira! 😉

Quando falamos em falta de contêiner, difícil não pensarmos em problema e mais custos. O período que já está complicado devido ao contexto da pandemia pode ficar ainda mais crítico, principalmente se pensarmos que muitas indústrias não terão as famosas férias coletivas e a produção deve continuar crescendo no próximo mês.

Essa escassez de contêiner ocorre pois muitos deles estão ficando mais tempo em posse dos importadores mundo a fora, principalmente nos Estados Unidos e Europa, diminuindo o retorno dos contêineres para a China. Agora, com a nova onda da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos e Europa e possíveis lockdowns, o fluxo de contêineres e rotas com esses locais de trânsito deve piorar.

A situação fica ainda mais complicada com a chegada do final do ano: alguns armadores já estão anunciando novas sobretaxas da temporada de pico (pré e pós natal), junto com o Ano Novo Chinês, que será em fevereiro.

Assim, a expectativa é que os armadores liberem contêineres apenas para as cargas que gerarem os fretes mais altos, aqueles mais baixos devem ser reagendados ou cancelados. Os contratos e tarifas a longo prazo com os armadores também não estão sendo liberados, pois podem ocorrer reajustes nas tarifas semanalmente.

Ixe, você deve então estar se perguntando até quando vai isso: a expectativa é que essa situação logística com a China, de falta de espaço e preços mais altos, melhore no mês de março de 2021. Até lá, haja jogo de cintura para terminar 2020 e começar 2021 da melhor forma, né?

Uma opção para driblar esse problema são as opções com transbordo: apesar de rotas de 55 a 70 dias, os custos são mais baixos. Outra dica é não segurar esse fardo sozinho: você pode contar com um parceiro logístico para te ajudar a entender detalhadamente as opções e escolher a que melhor se encaixa com a sua necessidade, seja em relação ao tempo e/ou ao preço.

Aqui na Freitas temos uma equipe pronta para te ajudar, vem bater um papo com a gente!

Abraços,
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Boa notícia: Receita Federal simplifica os regimes aduaneiros especiais de admissão e de exportação temporária

No último dia 10 (10/11/2020), a Receita Federal divulgou uma nova Instrução Normativa (IN n. 1989/2020) que promove alterações e simplifica os dois regimes aduaneiros especiais, principalmente quanto ao tempo médio de liberação da carga.

Em 2019, por exemplo, as declarações de admissão temporária parametrizadas nos canais vermelho e amarelo foram liberadas em cerca de 10 dias. Com as alterações vigentes a partir de agora, estima-se que o tempo médio de liberação possa diminuir para menos de um dia. Muito bom, não é mesmo? 😉

Conforme a Receita Federal, as novidades dessa IN estão alinhadas a princípios estabelecidos por importantes acordos internacionais, como a Convenção de Istambul, o Acordo de Facilitação do Comércio – AFC e a Convenção de Quioto Revisada que tratam da implementação da facilitação de comércio. “Entre os pressupostos que motivaram as alterações está o reconhecimento de que os despachos de bens submetidos aos regimes aduaneiros especiais ou aplicados em áreas especiais não são maiores, como regra geral, do que os de qualquer outro tipo de despacho, não sendo necessário que se invista em mais recursos, sejam eles humanos ou de qualquer outro tipo, em seu controle ou acompanhamento”, afirma a nota divulgada.

E você lembra as particularidades desses regimes?

É a importação ou exportação de produtos com a suspensão dos tributos ou com o pagamento proporcional dos tributos de acordo com o tempo que permanecerem no local de destino.

Quanto à admissão temporária, o regime facilita bastante a importação de produtos, equipamentos e materiais, desde que tenham utilidade econômica, técnica, social, cultural, científica, entre outros; como produtos destinados a exposição em feiras, testes, consertos ou até aumento na produção. Existem algumas modalidades e regras, que você pode conferir clicando aqui.

Já a exportação temporária permite a saída do país, com suspensão do pagamento do imposto de exportação, caso exista, de mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionada à reimportação em prazo determinado, no mesmo estado em que foi exportada ou em alguns casos determinados. Também temos um conteúdo especial sobre o assunto e você pode acessar clicando aqui.

Se você estiver interessado em saber ainda mais ou contar com apoio técnico para obter esses benefícios, venha bater um papo com a gente! 😊

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