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Desmistificando o gigante asiático na prática

Após três meses de conteúdos com informações e dicas para se fazer bons negócios com a China, chegou a hora de conhecer um pouco dos resultados de quem, na prática, está desmistificando o gigante asiático. Como empreendedor, quais são os principais desafios e ganhos neste mercado?

Se você acompanhou todo o conteúdo e ainda se faz essa pergunta, continue a leitura e conheça a história do Grupo Sky que há mais de dez anos está neste mercado.

Quando falamos em negócios com a China o mercado é abrangente e muito, muito mesmo, diversificado. O case de hoje vem de equipamentos de diagnóstico por imagem na área odontológica, com a experiência do Grupo Sky. Há mais de 20 anos fabricando este tipo de equipamento, em 2008 resolveram comprar monitores com placa de computador embarcada e, como no mercado nacional não havia opção disponível, ingressaram no comércio exterior.

Conforme Fabricio Torres, proprietário do grupo, desenvolver o dispositivo no Brasil seria muito caro, tanto no custo do projeto, como na fabricação. “Na China encontramos a solução pronta para se aplicar à necessidade que buscávamos, seria necessário apenas uma pequena customização no software e a certificação dos órgãos reguladores aqui no Brasil”, lembra. A decisão foi tomada e foi boa: em apenas seis meses o produto foi desenvolvido.

No início o trabalho era feito pela própria equipe da empresa, mas apesar da compra ocorrer de forma fácil, sofreram vários problemas com a chegada da carga na aduana brasileira e constantemente tinham problemas com o canal vermelho. Assim, buscaram o apoio de uma assessoria especializada no assunto e nunca mais tiveram impedimentos com as mercadorias em território nacional.

Além de evitar problemas, com a assessoria também vieram os benefícios: lembra que falamos em consolidação de cargas? O Grupo Sky aprova e utiliza essa metodologia: cargas de diferentes fornecedores chineses são consolidadas em Hong Kong e, por aqui, recebem de uma só vez uma série de encomendas.

Outro ponto que também já falamos e que pode contar com o apoio da assessoria é a identificação do perfil do fornecedor/fabricante chinês e a avaliação se ele tem condições para atender todos os requisitos esperados para uma relação duradoura. Conforme o Grupo Sky esse é um desafio e é imprescindível conhecer ao vivo. Eber Pinho, da Real Trading, que faz todo esse trabalho de assessoria, acrescenta que visitar as fábricas, além de evitar riscos e iniciar um bom negócio, é uma boa forma de se criar um bom relacionamento.

E neste relacionamento, o destaque do Grupo Sky é para os ganhos. “Os benefícios são reais e nos deixam mal acostumados, pois a rapidez e o bom atendimento com que alguns fornecedores na China oferecem é de fato incrível”, afirma o representante do grupo. De acordo com ele, além do tempo reduzir bastante, existe a possibilidade de não apenas comprar o que eles têm em portfólio, mas também em desenvolver novos projetos e expandir os negócios.

Muito bacana, não é mesmo? Você também pensa em negociar com a China e expandir seus negócios? Além de todas as dicas já dadas pelo nosso parceiro Eber, confira as cinco dicas do Grupo Sky, de empreendedor para empreendedor:

1 – Primeira coisa: tire o visto chinês no consulado em São Paulo.
2 – Instale o aplicativo WECHAT para conseguir conversar com os chineses, pois eles não utilizam o whatsapp.
3 – Defina uma feira voltada ao seu setor, visite os stands e, após a feira, agende uma visita às fábricas. Importante se planejar, pois grande parte das feiras são na ilha de Hong Kong e os fabricantes geralmente ficam em Shenzhen, uma cidade na parte continental do território Chinês.
4 – Contrate uma assessoria para as suas importações.
5 – Contrate um bom escritório de design de produtos aqui no Brasil, pois a interação do design brasileiro e a engenharia chinesa lhe trará o diferencial que o mercado espera e, principalmente, a viabilidade para implementar os novos projetos. Os chineses são muito bons em fabricação e engenharia, mas nem tanto em design.

Gostou das dicas? Assim, com chave de ouro, encerramos a nossa série de conteúdos e esperamos ter desmistificado um pouco do gigante asiático. A série acabou, mas o conhecimento e a expertise da equipe só aumentam! Se você tem dúvidas e quer conhecer ainda mais sobre esse mercado, vem bater um papo com a gente!

Abraços,
Equipe Freitas

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Brasil assina pacote comercial com os Estados Unidos

No dia 19 de outubro de 2020, Brasil e Estados Unidos assinaram o Protocolo ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica bilateral, cuja sigla é ATEC: “Agreement on Trade and Economic Cooperation”. O acordo foi criado em 2011, ativado em 2019 e, agora, assinado.

Conforme os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores, a assinatura do pacote comercial “insere-se em contexto mais amplo da política de comércio exterior brasileira, cujo principal objetivo tem sido o de criar ambiente econômico favorável aos negócios e à reinserção competitiva do Brasil na economia internacional”. Além das disposições gerais, o protocolo conta com três anexos que tratam sobre: I. Facilitação de Comércio e Cooperação Aduaneira; II. Boas Práticas Regulatórias e III. Anticorrupção.

O primeiro anexo traz que os compromissos assumidos buscam reduzir a burocracia do comércio exterior, diminuindo prazo e custo das operações realizadas por agendes privados, principalmente por meio do uso da tecnologia e documentos eletrônicos. O documento conta com uma seção destinada ao tratamento para produtos agrícolas e também prevê o trabalho em conjunto para a celebração de um Acordo de Reconhecimento Mútuo dos seus Programas de Operadores Econômicos Autorizados (OEA).

Quanto ao anexo II, os Ministérios afirmam em nota que vai ao encontro das medidas internas adotadas de boas práticas regulatórias: processos, sistemas, ferramentas e métodos reconhecidos internacionalmente para a melhoria da qualidade da regulação. Já o anexo III reforça o compromisso conjunto para o combate à corrupção.

Quer ficar por dentro do que acontece no comércio exterior? Continue nos acompanhando. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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China: percepções sobre a exportação

Há mais de dois meses que a China marca presença por aqui: com curiosidades sobre a cultura e como fazer bons negócios, estamos desmistificando o gigante asiático para te deixar mais seguro e preparado nos negócios com esse grande parceiro comercial do Brasil.

Mas quando falamos em parceria, não é somente importação não. Apesar de a compra de produtos chineses ser muito atrativa, você já pensou em expandir seus negócios e entrar para o mercado chinês? O material de hoje traz algumas percepções sobre essa relação com a China a partir da experiência do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

Você já imaginou chegar à China e almoçar em uma churrascaria e depois marcar uma reunião de trabalho em uma cafeteria? A possibilidade até parece um pouco estranha, mas é real. Conforme Eber, que frequenta e faz negócios com a China há mais de duas décadas, o país mudou bastante nos últimos anos e está cada vez mais aberto ao mercado mundial. Ele conta que há cerca de cinco anos as cafeterias se tornaram uma tendência na China e trocar uma xícara de chá por uma de café é algo “chique”.

O exemplo, além de deixar os brasileiros mais confortáveis para uma viagem até lá, mostram como produtos brasileiros estão cada vez mais presentes no mercado chinês.

O guia Como Exportar – China, lançado em 2018 pelo Ministério das Relações Exteriores, indica a crescente venda dos produtos brasileiros: após os minérios e metais, o setor alimentício e de agronegócios tem a maior participação entre as exportações brasileiras para a China. Em 2016, o valor das exportações das carnes bovinas congeladas e desossadas cresceu 48%, o Brasil forneceu quase 72% do suco de laranja congelado importado pela China, além de ser o maior fornecedor de carne bovina, frango, açúcar e soja no país. Quanto ao café brasileiro, ocupou um mercado de 2% em 2016, mas de acordo com Eber, o número de cafeterias tem aumentado bastante. “A porcentagem pode até ser pequena, mas como é um país muito grande, já representa um mercado muito bom”, destaca.

Outro ponto para se levar em conta são os incentivos e políticas internas. Segundo Eber, o líder do governo chinês anterior investiu muito em infraestrutura no país, tornando algumas cidades referência no quesito. Já o atual, que está à frente do país cerca de sete anos, tem como principal foco a educação. Ao investir em educação e proporcionar novas oportunidades, está aumentando a migração do interior para as grandes metrópoles e, consequentemente aumentando o consumo dos chineses.

Assim, cada vez mais, não só a importação com a China está mais atrativa, mas a exportação também. E como começar esse negócio? As dicas não são muito diferentes do que a importação: contar com bons parceiros, conhecer o mercado e entender a cultura. Com parceria e planejamento, os resultados são positivos.

Nos materiais anteriores você confere todas as dicas para iniciar qualquer negociação e, neste guia organizado pelo governo, você tem acesso a dados gerais sobre a China, a relação comercial com o Brasil e dicas específicas sobre a exportação, como o perfil do consumidor, canais de venda, exigências do governo, entre outros.

Também, se você está disposto a dar os primeiros passos no gigante asiático, lembre-se que pode contar com todo apoio e experiência por aqui. Com uma equipe preparada e parceiros certos, podemos te ajudar! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Planeje-se: a temporada de pico nos Estados Unidos já começou

Se você tem transações com os Estados Unidos, esse alerta é especialmente para você. A tradicional Peak Season ou temporada de pico comercial do país já começou e todas as partes envolvidas na cadeia logística acabam sendo afetadas.

Nossos agentes parceiros já alertaram que, independente da pandemia do novo Coronavírus afetar a economia, os consumidores americanos gastarão durante o período, principalmente impulsionados pelo Dia de Ação de Graças e a Black Friday, evento que tradicionalmente dão início à temporada de pico para os varejistas nos Estados Unidos. Entretanto, em função das restrições de segurança da COVID-19 e o aumento da demanda por entregas a domicílio, as vendas já iniciaram no mês de outubro.

Assim, os próximos meses serão uma oportunidade para aumentar as vendas e compensar a receita perdida este ano pelos varejistas, mas também um período com alta demanda para todas as áreas envolvidas no processo, principalmente as transportadoras. Responsáveis pelo transporte rodoviário interno dos Estados Unidos (incidentes em todas as operações de importação EXW e exportação DDP), as transportadoras vêm enfrentado diversos atrasos nas entregas desde o início do mês: podendo ser de até cinco dias. Esse atraso se deve, principalmente, à legislação americana de tráfego de caminhoneiros e transportadores (não podem trafegar aos finais de semana e tem um limite máximo de 5 horas de transporte por dia útil), e deve aumentar ainda mais com a sobrecarga da alta temporada.

Dessa forma, recomendamos que os processos logísticos sejam planejados com antecedência para evitar atrasos ou custos adicionais. Se você precisar de apoio neste planejamento, estamos à disposição! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Carga projeto: 4 dicas para importar seu maquinário com sucesso

Você está pensando em modernizar ou aumentar a produção da sua empresa com equipamentos do exterior? Mas como fazer quando eles não cabem em contêineres convencionais? 🤔

Hoje o assunto é a importação de cargas projeto, mais especificamente maquinários e equipamentos. Há 15 dias atrás trouxemos dicas sobre a exportação de carga projeto, agora é a vez da importação. Continue a leitura e fique por dentro! 👇

Para lembrar: carga projeto é aquela que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exige a criação de uma operação logística diferente. Afinal, você não vai deixar de comprar um maquinário importante só porque ele é grande, não é mesmo?

Mas para que essa compra seja um sucesso, separamos algumas dicas sobre o processo. Conforme Manoel Florêncio Jr., da área de inteligência de relacionamento da Freitas, neste caso a importação é mais complexa do que a exportação, pois é importante que você assuma a responsabilidade da carga do início ao fim, desde quando sai da fábrica lá fora, até chegar no destino final aqui no Brasil.

1 – Planejamento antecipado

Planejar é a primeira atividade de qualquer processo, mas neste caso pode trazer resultados financeiros significativos. Você já analisou se esse maquinário pode se enquadrar, por exemplo, em um ex-tarifário e quanto pode economizar em impostos?

Ex-tarifário é um regime oferecido pelo governo que reduz temporariamente a alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Sem a aplicação do regime, as importações de bens de capital, por exemplo, têm incidência de até 14%.

Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também. Uma boa diferença, não é mesmo?!

Esse é um regime disponível tanto para cargas projeto como convencionais, mas exige planejamento. De acordo com Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, é preciso planejar com antecedência: “Importante destacar que um Pleito de ex-tarifario deve ser protocolado cerca de cinco meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o Ex ainda não estar publicado, visto que só teremos o benefício se no momento do registro da Declaração de Importação o Ex estiver vigente”. Além disso, ele orienta que seja analisada a classificação fiscal para ver se o bem se enquadra no regime.

2 – Na cotação

Outra dica está na hora da cotação dos parceiros. Como nós falamos sobre a exportação da carga projeto, a escolha de bons parceiros é determinante para o sucesso da sua operação, principalmente neste caso, quando o custo é alto e os cuidados devem ser ainda maiores.

O cuidado já deve estar na escolha do incoterm utilizado. Diferente da exportação, aqui a orientação é um incoterm que deixe toda responsabilidade nas suas mãos: apesar de parecer dar mais trabalho, é o contrário. Ao ter a responsabilidade e o cuidado desde o início, você pode escolher a melhor rota, empresas que tenham experiência no transporte, avaliar o porto de embarque e desembarque e acompanhar tudo de perto.

“Às vezes o cliente se engana achando que a responsabilidade deve ficar a cargo do exportador, mas como é uma carga de valor, é importante estar atento a todos os detalhes para garantir segurança e menos custos”, destaca Manoel.

3 – Atenção às avarias

A questão dos custos, neste caso, está inteiramente relacionada às avarias. Como a carga projeto não é convencional, a escolha do transporte rodoviário na saída da fábrica, o embarque da carga no navio, a forma como será transportada em mar, o desembarque, a forma como é carregada, o armazenamento no porto e a forma como será transportada até o destino final merecem muito mais atenção. “É como comprar um carro novo, mas com ainda mais ansiedade e responsabilidade, afinal, esse maquinário é que vai fazer a sua empresa crescer e ajudar a gerar dinheiro. Por isso é muito importante ficar atento a qualquer risco de avaria”, alerta Leopoldo.

Contar com bons seguros é essencial, mas não exclui a atenção. Afinal, como na compra de um carro, a expectativa é que a máquina chegue novinha e intacta. “O seguro até cobre as avarias, mas não o incômodo e decepção de a carga não chegar como previsto”, acrescenta Leopoldo.

4 – No desembaraço

Outro cuidado importante é a descrição correta da Declaração de Importação (DI) para que o desembaraço seja o mais correto e ágil possível. Se a carga é encaminhada para a central de conferência e, mais ainda, se é exigido um laudo técnico sobre ela, o tempo e os custos aumentam. Além da armazenagem, um custo baixo para um laudo neste tipo de carga é de 10 mil reais.

Outra atenção é quanto à NCM da carga. Se estiver errada no conhecimento de embarque, você nem consegue registrar a DI e o tempo de liberação pode aumentar. “Por isso é importante que o importador assuma toda a responsabilidade, desde o início do processo, e que faça a DI com máximo de informações e detalhes”, destaca Manoel.

Sobre a declaração, também é importante salientar que mesmo que a sua máquina venha desmontada em vários contêineres, o desembaraço sempre será da máquina inteira e não das peças. “Na DI você pode colocar a observação de que o equipamento está parcialmente desmontado para efeito de transporte”, acrescenta.

Assim, com pequenos cuidados ao longo do processo, a sua importação se torna mais segura, mais ágil e mais barata. E como fazer tudo isso? Tenha bons parceiros ao seu lado: escolha quem tem experiência e inteligência! 💡

Pensando em importar máquinas? Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre essas e muitas outras dicas! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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China: polos e produtos

Quando falamos em negócios com a China, não falamos apenas de uma das maiores economias e populações, mas também de um dos maiores territórios do mundo: são mais de 9 milhões e 500 mil km². Assim, como saber qual é a melhor área para se fazer negócio? Para qual região viajar para conhecer o mercado? E como escolher bons produtos em meio a tantas opções?

Hoje, as dicas do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading, são sobre as regiões da China e como encontrar os melhores produtos por lá. Continue a leitura e fique por dentro! 👇

China e seus polos

Se você está querendo conhecer o mercado chinês e não sabe qual rota traçar para otimizar o tempo e os custos da sua viagem, não se preocupe que você não está sozinho. Esta é uma dificuldade real e que faz parte dos desafios de todo mundo que sabe o quanto viajar para China exige planejamento.

Assim, a dica de ouro é a mesma de conteúdos anteriores: busque uma boa consultoria para te ajudar! Especialistas no comércio chinês e que entendem a sua necessidade, já conhecem os diferentes polos do grande país e poderão traçar o melhor roteiro, com o menor investimento.

Entretanto, se você quer escolher uma região, a dica é o sul da China. Segundo Eber, o Brasil normalmente compra da região de Shangai, nordeste chinês, e muito da região sul. A maior província da China, Guangdong, fica na região sul e é onde tem boa parte dos fornecedores eletrônicos. Nesta província também está Shenzhen, considerada o polo digital e que faz divisa com Hong Kong.

Quando falamos em Hong Kong, Eber traz atenção a um detalhe: “Como Hong Kong pertenceu à Inglaterra até 1997, ela permanece com sua moeda própria, tem alfandega e brasileiro não precisa de visto, entretanto, se quiser cruzar para Schenzhen o visto é necessário”. Assim, melhor ir preparado para visitar toda a região.

No sul da China está a maior parte das mercadorias: é o polo da iluminação a led, eletrônicos, cerâmica, alumínio, entre outros. Além disso, é nesta região que ocorre a maior feira do mundo, como mencionamos neste conteúdo.

Então escolhido o roteiro, como encontrar os melhores produtos?

China e os seus produtos

“Made in China”. Essa frase comum em muitos rótulos, etiquetas e manuais, mais do que informar que o produto foi produzido na China, traz algumas informações e até pré-conceitos nem sempre verdadeiros. Com a frase, por exemplo, sabemos que o produto viajou bastante, que possivelmente foi feito em uma grande linha de produção, agora podemos ter ideia de qual polo veio e, muitas vezes, traz aquela sensação de “não ser tão bom assim”.

Pela grande quantidade e muitas vezes o baixo custo, produtos da China podem ser associados a uma menor qualidade, entretanto, não é bem assim. Conforme Eber, o país é como o Brasil: há produtos muito bons, produtos medianos e também os de qualidade duvidosa. Então como encontrar as melhores opções?

Aí vem novamente a dica de ouro: contar com o apoio de bons especialistas. Eber explica que trabalha com uma metodologia que funciona muito bem: depois que o cliente visita feiras e fábricas do setor, leva para conhecer diretamente a linha de produção e trabalha na construção de uma identidade. Se o produto atender às expectativas, aí parte do negócio está feito e se avança para as negociações financeiras. “Ter uma assessoria para isso é de extrema importância, porque nos miolos de fábrica às vezes nem se fala inglês”, ressalta Eber. Além disso, segundo ele, é muito importante controlar a ansiedade e contar com uma metodologia de desenvolvimento de fornecedores para que se tenha sucesso.

E aí, ficou mais claro? Se você está querendo ingressar no mercado chinês, venha bater um papo com a gente! Temos muitas dicas e o parceiro certo para te ajudar! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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6 dicas para garantir sucesso na exportação de embarcações

A gente fala muito por aqui de diversas formas de importar e exportar suas cargas, mas você sabe os cuidados necessários quando a carga é um iate por exemplo? A exportação de lanchas e embarcações de recreação está muito em alta, mas é imprescindível a atenção em alguns pontos para que a operação seja um sucesso. Continue a leitura e aproveite algumas dicas da nossa equipe! 👇

Na logística internacional, iates ou grandes embarcações são consideradas cargas projeto, ou seja, são cargas que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exigem a criação de um projeto logístico diferente e único.

Nesta categoria de carga também podem estar bobinas, geradores, guindastes ou qualquer outro equipamento de grande porte e, assim, o nome vem pela necessidade de um projeto logístico pensado e desenhado especificamente para a operação.

Hoje a carga da vez são os iates e a nossa equipe separou algumas dicas importantíssimas para o sucesso da operação. Entretanto, conforme Manoel Florêncio Jr., especialista de inteligência de relacionamento da Freitas, independente de qual é a carga, vários são os cuidados para este tipo de operação, que vão desde a cotação dos parceiros até a entrega final ao comprador.

1 – Na cotação

A primeira dica de ouro está bem no início do projeto: na cotação dos parceiros. A escolha dos parceiros certos pode ser determinante para o sucesso da sua operação, então, antes de começar, verifique a experiência de todos os parceiros com cargas projeto.

Sobre o frete internacional, por exemplo, é importante estar atento se é uma rota direta ou há transbordo. Imagina se a sua carga precisa trocar de navio? Apesar do preço ser mais competitivo em rotas com transbordo e esse ser um processo comum com cargas convencionais, não é indicado para cargas projeto. “Neste tipo de carga os riscos de avarias são muito maiores, então é preciso estar atento”, alerta Manoel.

Outro ponto importante é verificar a frequência de embarque do navio. Ao perder um embarque, a carga fica armazenada no porto e, diferente das cargas em contêineres convencionais, o custo é muito mais alto.

Também, segundo Jhonathan Vieira, líder de exportação da Freitas, é importante analisar se o armador prioriza ou não a carga projeto e as condições que ela será transportada.

Além do armador, a escolha de todos os parceiros é importante. A transportadora, por exemplo, além da experiência, precisa estar apta para conseguir transitar com a carga, afinal, existem uma série de exigências para este tipo de transporte. Se houver excesso de peso, por exemplo, há necessidade de acompanhamento na amarração, caso contrário o embarque pode não ser aprovado.

Com a experiência comprovada e cotação fechada, segue-se o processo.

2 – Atenção ao destino

Outra dica para quando se está iniciando o processo é verificar e aprovar toda a documentação com o exterior sobre o desembaraço e registro da carga, neste caso a embarcação. Cada país tem exigências diferentes e às vezes são necessários até laudos. “Assim é muito importante verificar tudo com antecedência, muito antes do embarque, caso contrário os custos com armazenagem aumentam bastante”, explica Jhonathan.

3 – Incoterm

Os especialistas também apontam sobre a importância da escolha do incoterm, que às vezes é prejudicada pela falta de experiência dos parceiros. A dica é contratar um incoterm onde o controle da principal parte logística na origem esteja a cargo do exportador, como o CIF e CFR, por exemplo.

4 – Seguro

Outro ponto para evitar dor de cabeça ou custos não previstos é atenção à contratação do seguro. Com carga projeto é necessário ter o seguro internacional, que é o mais conhecido, mas também o seguro nacional. “Em uma carga convencional esse seguro está incluso no frete rodoviário, mas na carga projeto, como os valores são mais altos, não está incluso e é importante a contratação”, ressalta Manoel.

5 – Margem de negociação

Quando falamos em custos, outra dica é ter uma margem de negociação maior e estar atento ao mercado, como por exemplo a variação cambial. Mudanças simples podem acontecer em qualquer operação, entretanto, na carga projeto qualquer mudança é significativa. Como esse tipo de carga tem um alto valor, todo centavo de uma taxa de câmbio pode acarretar em mais cifras.

6 – Embalagens e detalhes das cargas

Para finalizar, o que você às vezes nem imagina pode trazer problemas. Uma lancha, por exemplo, geralmente é alocada em um berço de madeira para o transporte, e essa madeira precisa ser certificada. “É difícil a carga projeto utilizar material sintético, a madeira bruta é mais comum; porém, ela precisa ser toda certificada”, orienta Jhonathan. Segundo ele, já houve casos de toda a carga ser condenada pela falta de certificação em um pedaço da madeira.

Outra atenção quanto à carga está nos detalhes. Se a lancha está com meio tanque de gasolina, por exemplo, mais do que uma carga projeto ela será considerada uma carga perigosa, o que acarreta ainda mais cuidados e custos.

Ufa, mas com tantos cuidados assim, como ficar tranquilo na exportação da sua lancha? A resposta vem lá na primeira dica: escolha os parceiros certos. Quem tem experiência na área vai te ajudar e orientar sobre todos os passos.

Aqui na Freitas nós já realizamos algumas exportações de lanchas, as mais recentes foram para os Estados Unidos, e todas as operações sempre foram um sucesso.

Por aqui, te ajudamos a escolher os melhores caminhos e melhores práticas, prezando por mais segurança e menos custos. Inclusive temos parceiros com propostas bem atrativas. 🤑

Pensando em importar ou exportar uma carga projeto? Vem bater um papo com a gente! 😊

Abraços,
Equipe Freitas

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China: a cultura e os negócios

Quanto conhecer a cultura impacta nos negócios, você já se perguntou isso? Quando falamos na China, o impacto é grande e a forma como você se comporta em relação a isso pode ser um grande termômetro para o resultado das suas negociações. Assim, na série Desmistificando o gigante asiático o assunto de hoje não poderia ser outro: cultura.

Na última matéria trouxemos uma série de dicas sobre como conhecer o mercado e iniciar as negociações nas feiras chinesas. Agora que você já deu os primeiros passos no maior país do mundo, o nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading, compartilha algumas dicas para te ajudar nas negociações. Boa leitura! 😊

Sem dúvidas essa é uma das culturas mais marcantes e também diferentes no mundo inteiro: a cultura chinesa é levada a sério em todos os cantos do país e tem muitas diferenças com a nossa.

1 – Do português ao mandarim

Sem pensarmos muito o que logo vem à mente é a língua: contar com um fluente no idioma mandarim, além de mostrar interesse e comprometimento por parte do empresário brasileiro, também facilita muito toda a negociação. Se você não domina a língua, pode optar pelo inglês, mas como esse é um ponto-chave, o melhor mesmo é contar com um parceiro para te ajudar nesta parte.

2 – De olho no relógio

A pontualidade é muito importante na cultura chinesa e atrasos mostram falta de respeito. Além disso, é legal organizar a agenda com folga: os chineses são muito hospitaleiros e às vezes a reunião pode levar mais tempo do que o programado.

3 – Hierarquia

Conforme Eber, outro ponto marcante na cultura chinesa é a hierarquia. “Fruto do regime comunista, a hierarquia é levada muito a sério”, afirma. Assim, é importante ter clareza dos cargos dentro de uma empresa para fazer pedidos, por exemplo.

4 – A entrega do cartão

Você já parou para analisar a forma que você entrega o seu cartão de visita? Pois é, isso faz diferença na China: a informalidade ao entregar ou receber o cartão pode parecer para os chineses que não foi dada a devida importância. Assim, os cartões devem ser entregues pessoalmente, com as duas mãos, olhando nos olhos e cumprimentando. Antes de guardar o cartão recebido é importante olhá-lo e, claro, faz diferença também o local onde você vai guarda-lo.

5 – Negociações junto à comida

Na China é muito comum discutir negócios em almoços ou jantares. Conforme Eber, foi junto à refeição que conseguiu fechar muitos negócios com clientes brasileiros. “Eles valorizam muito o fato de se sentar e comer a comida deles, gostam de fartura na mesa”, conta.

Em algumas experiências, Eber recorda que alguns brasileiros fizeram caretas ou não quiseram experimentar seus pratos, o que não é legal: “Uma forma de agradar os chineses é receber o alimento de forma cordial. Causa uma empatia muito grande compartilhar a comida com eles”.

Segundo Eber, como no Brasil, cada região da China tem um tipo de comida diferente, mas é muito comum frutos do mar, muita verdura e até comidas exóticas. Entretanto, para seu paladar brasileiro ficar tranquilo, saiba que já é possível encontrar na China boas cafetarias, churrascarias e até o nosso famoso guaraná.

6 – Presentes

Outra coisa comum nas negociações chinesas são as trocas de presentes. Eber conta que eles são muito hospitaleiros e valorizam muito seus hóspedes: gostam de presentear, principalmente com chás típicos, e algumas fábricas até podem te receber com letreiros de boas-vindas personalizados.

Se você também quiser presentear, uma boa dica são objetos típicos do Brasil e da nossa cultura.

7 – Primeiro negociar, depois pechinchar

Conforme Eber, quando conduz os brasileiros à missão compradora, é comum o pressuposto de que tudo na China deve ser mais barato e respostas como “está caro” e “precisamos de desconto” logo vem à tona. Entretanto, não é recomendado pechinchar ou barganhar de cara com a fábrica: “primeiro você escuta a negociação, causa a empatia e depois pensa na precificação junto com valores de frete e logística”.

De acordo com a experiência com os negócios chineses, Eber trabalha com uma metodologia de negociação que se inicia com a conexão e identidade, para depois partir para a engrenagem dos valores.

8 – Parceiros certos

A nossa última dica vem reforçar o que já falamos sobre as feiras e também facilitar tudo o que você leu até então: conte com parceiros certos. Para que a viagem e as negociações sejam bem sucedidas, você pode e deve contar com o conhecimento e experiência de quem conhece os dois lados, ou seja, sabe as suas necessidades e conhece os desejos dos chineses.

Aqui na Freitas temos o parceiro certo para te ajudar. Vem bater um papo com a gente e leve o seu negócio para o mercado chinês. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Golden Week: saiba como se programar para evitar atrasos e mais custos com a logística

Desde o início do mês de agosto está mais caro fazer transações marítimas com a China: está ocorrendo uma restrição muito grande, onde quase todos os armadores estão com overbooking, ou seja, com excesso de cargas e sem espaço nos navios. Isso se dá por uma junção de fatores: alta demanda de cargas, black sailing e chegada da Golden Week, que neste ano será entre os dias 1 e 8 de outubro, mais um motivo para postergação de embarques e aumento de tarifas.

Você já ouviu falar na Golden Week? É como o nosso dia 7 de setembro: Dia Nacional da China. Entretanto, lá o feriado ocorre por uma semana e, em decorrência das festividades, todos os setores paralisam os seus serviços. Assim, além de uma redução no fluxo de importação e exportação durante sete dias, ocorre o aumento nas demandas de espaço nas semanas que antecedem e sucedem o feriado.

Com tudo isso, os serviços com rotas diretas ou via Ásia devem ter espaços comprometidos e o escoamento das cargas pode ocorrer pela América Central, África ou Europa. Os armadores já ressaltaram que todos os embarques estão sujeitos a disponibilidade de espaço no serviço escolhido, podendo ocorrer modificação de rota e, consequentemente, transit time a qualquer momento e sem aviso prévio.

Ixe, e agora? Infelizmente a previsão para normalização e redução dos custos é para a segunda quinzena de novembro, próximo ao mês de dezembro, e não é possível mudar o cenário. Mas separamos cinco dicas para evitar um aumento ainda maior de tarifas:

1 – Adiante ao máximo a importação/negociação com o exportador, para antecipar também a logística;

2 – Tenha claro a data de prontidão das mercadorias e informações da carga (como peso bruto, volumes, dimensão, cubagem) para que o agente consiga antecipar as informações para o armador, a fim de garantir booking;

3 – Se a sua carga é urgente, programe-se bem para providenciar o embarque antes do feriado;

4 – Considere rotas e portos alternativos, isso pode lhe dar mais opções de embarque;

5 – Conte com parceiros certos para te ajudar na identificação das melhores rotas e preços adequados à sua necessidade.

E aí, precisa de algum apoio neste momento? Aqui na Freitas temos uma equipe especializada e pronta para te ajudar! 😉 Vem bater um papo com a gente!

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Avarias: o que são e como se precaver?

Quando falamos em avaria estamos falando de um estrago ou dano causado ao navio ou à carga, bem como as despesas para preservação de ambos. A conceituação e tipos de avarias estão dispostas no Código Comercial a partir do artigo 761 e há dois tipos diferentes delas: avarias grossas ou comuns, e avarias simples ou particulares. Conheça um pouco mais sobre cada uma:

Avarias grossas

As avarias grossas, também chamadas de avarias comuns, podem ocorrer por acidentes ou situações que coloquem em risco o navio e a tripulação e que são tomadas decisões humanas para minimizar esses riscos ou danos. Mas como assim?

Por exemplo, quando em uma tempestade a tripulação lança uma carga ao mar para aliviar o navio; ou quando em um incêndio em equipamentos do navio cargas acabam sendo molhadas com água salgada, são consideradas avarias grossas ou comuns pois são avarias definidas pela ação humana para a sobrevivência ou preservação física dos tripulantes, das outras cargas e também do próprio navio.

Como nesses casos a tripulação tem pouco tempo para determinar com precisão de quem são as cargas que estão descartando ou que estão causando danos, e como as cargas estão sofrendo os danos em benefício do bem comum, nesse tipo de avaria as despesas e prejuízos são divididos proporcionalmente por todos os envolvidos. Ou seja, se a sua carga desembarcou de um navio com problemas, que teve avarias grossas, mesmo que ela não sofreu danos, você é corresponsável por arcar com um percentual dos prejuízos.

Entretanto, é importante ressaltar que a declaração de avaria grossa ou comum só é efetivamente reconhecida e válida após a avaliação de um comitê internacional para a apuração de responsabilidades e verificação se todas as condições particulares foram cumpridas. As regras de York-Antuérpia é que determinam o que é um ato de avaria grossa e definem seus fundamentos e suas despesas.

Avarias simples ou particulares

Já as avarias simples ou particulares são danos materiais ou despesas causadas involuntariamente à carga ou ao navio e independem da ação humana, ou seja, quando o capitão e a tripulação não decidiram por aquele dano. Elas podem acontecer por tempestades e vendavais que levariam a carga ao mar ou que poderiam molhar a carga, ou até mesmo imprudência, imperícia ou negligência do comandante, funcionários do navio ou terceiros.

Esse tipo de avaria não ocorre somente em alto mar, também pode ocorrer quando o navio está em um porto, durante o embarque ou desembarque.

Nesta modalidade o princípio básico é que os prejuízos do dano sofrido ficam ao encargo do proprietário do que foi lesionado, ou seja, caso haja problemas no navio, as despesas são do armador, caso a carga tenha sofrido dano, o prejuízo é do dono da mercadoria, ou do seguro, se ele tiver.

Como se precaver?

E falando em seguro, essa é a melhor forma de se precaver de grandes prejuízos. Como falamos, os riscos de avarias não podem ser previstos, mas você não precisa assumir todo esse risco sozinho.

Se a sua carga estiver assegurada, além da questão dos custos, você conta com a assessoria para resolver todo o processo, visto que envolve formulários e trâmites legais para a resolução, liberação e nacionalização da carga. Sem seguro, o risco fica bem maior: além do valor, você precisa cuidar com despesas de demurrage e armazenagem até a resolução do problema.

Aqui na Freitas contamos com processos excepcionais e parceiros certos para te deixar tranquilo caso aconteça qualquer tipo de avaria. Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre as opções! 😉