Category Archives: Logística

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#News360 | Semana nº11/2022 | Cenário logístico mundial preocupa e, no Brasil, há novidades sobre BR do Mar, IOF e Ex-tarifários

👉 Confira o cenário logístico mundial em meio à Guerra e novas preocupações com a Covid

Quando se acha que as coisas vão melhorar para o cenário logístico mundial… vem uma Guerra! E as dificuldades não param por aí: avanços da Ômicron na Ásia, aumento no preço dos combustíveis e a falta de caminhoneiros também fazem parte da lista de desafios do momento. Continue a leitura e entenda! 😉

Invasão da Ucrânia pela Rússia

São inúmeros os impactos. No cenário logístico, há muitos transtornos por terra, mar e ar.

No transporte aéreo, são tempos de alta nos preços dos fretes devido a: repasse do aumento no valor do combustível; companhias aéreas não estão voando no espaço aéreo russo, o que significa mudança de rota, aumento de tempo e custos; companhias russas deixaram de operar e há sobrecarga para outras empresas; alteração nas relações comerciais entre países e empresas por causa do conflito.

No transporte marítimo, as notícias ruins continuam: o aumento dos preços do barril de petróleo irá pressionar a alta nos valores de bunker dos armadores; a maioria dos armadores suspendeu os serviços aos portos da Rússia e Ucrânia e os portos do Norte Europeu, como Hamburgo, Antuérpia e Rotterdam, estão congestionados por causa da alta demanda.

Covid na China

Os casos da Ômicron na China têm aumentado consideravelmente nos últimos dias e preocupado a todos. Foram pelo menos 1.800 novos casos confirmados na última semana e a volta de registro de mortes. Algumas grandes cidades como Shenzhen, Shanghai e Hangzhou e as regiões ao redor têm sido mais afetadas.

Shenzhen e Dongguan anunciaram lockdown até o dia 20 de março. O transporte público está fechado e o governo solicita que a população fique em casa. Dependendo da cidade, para entrar é preciso que os caminhoneiros façam testes de Covid-19.

Até o momento, não há registro de fechamento de portos ou aeroportos. Segundo a revista “Loadstar”, espera-se um impacto maior na cadeira de suprimentos do que o que ocorreu no bloqueio do Canal de Suez.

Essa situação deve causar grande acúmulo de cargas, uma vez que muitos caminhoneiros não conseguem chegar ao porto devido às restrições, assim como omissões de navios em alguns portos base.

Situação dos Estados Unidos

Em relação aos Estados Unidos, há gargalos operacionais nas coletas e nos embarques. Além da Covid-19, mais dois pontos principais mudaram completamente os custos do transporte terrestre no país:

1) Alta nos combustíveis: no prazo de duas semanas, o preço do barril de petróleo subiu USD 4,849/barril, chegando a custar USD 115,38, o maior recorde já registrado desde 1994.

2) Falta de caminhoneiros: a profissão não atrai a nova geração e muitos motoristas também estão se aposentando ou mudando de profissão.

Os terminais mais afetados têm sido: Nova Iorque, Charleston, Savannah, Port Everglades, Houston, Seattle, Los Angeles/Long Beach e Norfolk. Ainda há instabilidade na oferta e demanda de caminhões em todo o país, principalmente na demanda para 40 pés.

Problemas no Paraguai

Além de tudo isso, há ainda mais um complicador bem ao lado: o aumento dos combustíveis tem provocado uma série de protestos no Paraguai e todas as cargas entre Brasil e o país vizinho estão atrasadas. Há atos espalhados por todos os lugares, inclusive com fechamento das rodovias, principalmente da Ponte Internacional da Amizade.

O terminal de cargas de Foz do Iguaçu, que é o maior porto seco rodoviário da América Latina, está lotado. As cargas de exportação liberadas não podem sair com destino ao Paraguai, e as cargas de importação não ingressam no Brasil. Até o momento, não há previsão de normalização!

👉 BR do Mar: parlamentares retomam projeto vetado pelo governo

O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Jair Bolsonaro à redução nas cobranças do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e ao benefício fiscal para o setor de portos e ferrovias, conhecido como Reporto. Essas medidas tinham sido aprovadas a partir do BR do Mar, projeto de incentivo à cabotagem.

O Reporto foi criado em 2004 e descontinuado em 2021. Ele suspende a cobrança de IPI, de PIS/Cofins e de Imposto de Importação na compra de máquinas, equipamentos e outros bens para o segmento de portos e ferrovias.

👉 Presidente assina decreto que reduz IOF sobre câmbio, de maneira gradativa, até zerar o imposto

Agora é oficial: o decreto que estabelece a redução gradual do Imposto sobre Operações Financeiras foi assinado pelo presidente! Como anunciado, o IOF será diminuído em etapas até ser zerado em 2028. Essa é uma das obrigações que o Brasil precisa cumprir para aderir aos Códigos de Liberalização de Movimentação de Capitais e de Operações Invisíveis, o que é exigido para os países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o Ministério da Economia, o país está em estágio avançado de convergência com a OCDE e, até agora, aderiu a 104 dos 251 instrumentos normativos.

Cronograma

  • IOF sobre empréstimos realizados no exterior: atualmente em 6%, será zerado imediatamente.
  • Sobre o uso de cartões de crédito internacionais: hoje em 6,38%, cairá um ponto percentual ao ano entre 2023 e 2027. Em 2028, serão reduzidas de 1,38% para 0%.
  • O imposto de 1,1% para a compra de moeda estrangeira em espécie será zerado apenas em 2028.
  • As demais operações cambiais, que pagam 0,38%, passarão a ser isentas a partir de 2029.

👉 Confira o resultado da consulta pública que analisou os Ex-tarifários que devem ser prorrogados

Como a gente sempre comenta, o regime de Ex-tarifário pode ser muito interessante e um divisor de águas para empresas brasileiras que conseguem o benefício, como você pode ver aqui. Após um período de consulta pública aberta, acaba de ser divulgada a Tabela de Consolidação e Prorrogação dos Ex-tarifários de Bens de Capital (BK) e de Bens de Informática (BIT), que será encaminhada à pauta da reunião do Gecex (que ocorrerá em março) solicitando a nova prorrogação de suas vigências para 31 de dezembro de 2025.

Alguns Ex-tarifários ainda não puderam ser encaminhados ao Gecex por haver análises pendentes, principalmente relacionadas às manifestações de produção nacional contrárias às prorrogações. É importante conferir a lista, hein? Ela está disponível neste link.
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Saiba como está o cenário logístico mundial neste fim de ano

O fim de 2021 já nem é mais algo para daqui a pouco: ele já chegou! No comex, as novidades não param, mas nem tudo anda no ritmo ideal. Quer saber como está o transporte marítimo de containers? E a importação por via aérea?

Então vem com a gente! A nossa equipe preparou um resumo sobre o cenário logístico mundial neste fim de ano. 😉

Como estávamos e qual a realidade atual

Em agosto, como a gente contou aqui, a soma de impactos da pandemia e condições climáticas desfavoráveis na China resultava em um cenário de fábricas cheias e muita demanda por espaço e containers no transporte marítimo. Já no aéreo, o único desafio considerável era a oscilação de tarifas sem aviso prévio por parte das companhias aéreas.

De modo geral, o cenário logístico mundial neste fim de ano permanece parecido, a preocupação no transporte marítimo continua, principalmente em relação aos prazos, o que é resultado do aumento da demanda. Todos os serviços estão operando com grandes atrasos.

Em relação ao modal aéreo, a dificuldade por espaço para a carga é grande a partir de quase todas as origens. As companhias aéreas seguem com grande acúmulo de cargas e baixo volume de aeronaves em operação. Enquanto isso, a demanda por esse tipo de transporte cresceu 9,1% em relação a setembro de 2019, mas a capacidade disponível nos aviões permanece restrita a 8,9%, de acordo com dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Veja como está o cenário logístico mundial neste fim de ano a partir da China, Estados Unidos e Europa

CHINA

O tráfego entre a China e o Brasil continua muito aquecido e, nas últimas semanas, houve a aceleração das importações, já que os navios das saídas recentes são os últimos capazes de descarregar cargas em território brasileiro ainda em 2021, devido ao lead time da rota, que é o período entre a saída da mercadoria na China e a chegada por aqui.

Armadores estão com os navios cheios ou com ocupação acima de 80%. Porém, até o momento a maioria dos armadores não anunciou o nível de frete para o próximo ano. A previsão para o início de 2022 é de aumento devido ao feriado do Ano Novo Chinês, que será de 30 de janeiro a 6 de fevereiro. Para se programar e conseguir antecipar os pedidos, a intenção do mercado é de aumento da demanda.

Em relação à disponibilidade de equipamentos, dados divulgados pela Container-XChange mostram que os portos chineses de Shangai, Ningbo, Yantian e Shekou exportaram muito mais containers do que importaram nas últimas semanas. Os vazios estão se tornando mais difíceis de encontrar, além de mais caros, por isso a colocação de pedidos com a maior antecedência possível é um fator importante para minimizar os problemas que envolvem imbalance (desequilíbrio entre containers cheios e vazios nas operações portuárias) de equipamentos.

Mas nem tudo é previsão negativa! Uma possível boa notícia é a chagada de um novo player no mercado. A especulação é a entrada da Hyundai com um navio próprio semanal para a rota Ásia x Brasil. Apesar de os navios serem menores do que os navios dos armadores convencionais, a novidade tem capacidade de provocar impacto no mercado e redução dos fretes.

Pelo ar, a demanda está muito alta, pois muitas cargas estão migrando do marítimo para o aéreo devido ao custo do frete e as urgências para as últimas semanas do ano. E há uma boa notícia nesse contexto: a Ethiopian Airlines voltou a operar e o serviço tem fluido bem. Uma dica é que a tarifa para carga solta (caixas soltas/batidas) é mais barata que carga paletizada, pois permite melhor aproveitamento dos espaços.

ESTADOS UNIDOS

Devido ao feriado de Ação de Graças (o Thanksgiving Day) ocorrido no último dia 25, agentes, armazéns e transportadoras fecharam e, como consequência, podemos ter atraso de entregas, voos e navios previstos. Os principais portos congestionados foram Los Angeles/Long Beach, Savannah, Seattle, Jacksonville e Charleston.

A informação é de que todo mês há recordes de cargas chegando nos portos americanos, congestionando toda a parte de transporte interno e há falta de containers nos principais. A indisponibilidade de caminhões há meses prejudica o fluxo logístico da região e faz com que os valores de tráfego rodoviário praticamente tripliquem. Nesse contexto, é imprescindível o alinhamento das coletas com a maior antecedência possível. O ideal é que as novas solicitações de pick up ocorram no mínimo três semanas antes da data de coleta almejada. Veja a previsão de calendário no país:

👉 Portos da Costa Leste com média de 4 a 7 dias de atraso para embarque.
👉 Portos da Costa Oeste com média de 20 dias de atraso para embarque.

Quando se fala no transporte aéreo, apesar de ter reaberto as fronteiras para turistas neste mês de novembro, os efeitos dessa liberação não foram muito sentidos. A tendência é que para os próximos meses o fluxo de aeronaves se intensifique e, com isso, o espaço destinado para as cargas também cresça.

A logística interna continua sendo o problema mais grave, com as coletas ainda com atrasos. Infelizmente, a tendência é piorar, pois com a chegada do inverno aumenta a possibilidade de nevascas. No momento, a demanda está muito alta, principalmente para atender urgências para final de ano, e o Aeroporto de Nova York está com excesso de cargas.

EUROPA

No Norte da Europa e países banhados pelo Mediterrâneo, a espera para a liberação de container é de 7 a 10 dias e a reserva do espaço para a carga (booking) é de 14 a 20 dias à frente a partir da solicitação de agendamento.

O Porto de Hamburgo, na Alemanha, está um pouco congestionado e temos como alternativas as saídas pelos portos de Antuérpia, na Bélgica, e de Rotterdam, na Holanda.

A indisponibilidade de caminhões também preocupa, especialmente na Itália, cuja demora para programar a coleta é de sete dias. Barcaças estão sendo uma opção devido ao preço mais competitivo se comparado ao rodoviário.

Sobre a situação dos containers, os modelos reefer, próprios para geração de frio e ideal para cargas que precisam de temperaturas constantes abaixo de zero ou controle, estão com free time — período durante o qual o importador pode utilizar o container sem ter de pagar taxas extras — ainda reduzido, de 10 a 15 dias, em média.

Já o transporte aéreo, na Alemanha tem fluido normalmente. Portugal vem apresentando backlog (pedidos pendentes), o que afeta embarques com origem na Europa e na Ásia (que se conectam na Europa). Os outros países estão com alta demanda, mas fluindo bem, com leves atrasos para se conseguir a reserva de espaço.

Com todas essas informações sobre o cenário logístico mundial neste fim de ano, precisamos relembrar a importância de programar suas operações com antecedência e contar com um bom parceiro que possa ajudar a driblar imprevistos, reduzir custos e encontrar os melhores caminhos mesmo quando o cenário não é dos mais favoráveis.

Se precisar de ajuda, conte com a gente! 🤗

Abraços,
Equipe Freitas

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Prepare-se para o Ano Novo Chinês 2022 e outros feriados chineses que impactam suas operações comerciais

O tempo correu rápido e já estamos quase em 2022. Como você já sabe, ficar atento aos feriados e datas especiais é muito importante para as negociações do comércio exterior. Uma delas significa não apenas alguns dias, mas o ano inteiro: vamos entender o Ano Novo Chinês e outros feriados chineses.

Afinal, estamos falando do maior parceiro comercial do Brasil, tanto em relação às exportações quanto para as importações. É preciso ter bastante atenção aos períodos de paradas do país para planejamento de compras e logística dos pedidos.

O Ano Novo Chinês é o feriado que mais afeta a logística internacional, mas você sabe o que é? Como temos o Ano Novo nos países ocidentais, o Ano Novo Chinês é uma referência à data adotada por diversos países orientais e segue o calendário lunissolar, que leva em conta as fases da lua e a posição do Sol. Desse modo, começa no primeiro dia em que a lua está na fase nova.

Em 2022, a festividade será de 31 de janeiro a 6 de fevereiro. Nesse período, o país paralisa a produção, venda e logística. O retorno programado às atividades acontecerá no dia 7 de fevereiro, de acordo com o calendário chinês.

Essa mudança de rotina no país afeta diretamente o mercado global devido ao imenso volume de produtos que circulam entre o país asiático e o resto do mundo. No Brasil, a maior parte da produção das empresas depende de insumos, maquinários e outros produtos vindos da China. Por isso, para evitar atrasos, transtornos e despesas altas, é importante marcar esse período no calendário e se organizar. 😉

Para se ter uma ideia, apenas o tempo de transição de uma operação marítima que vem da China leva em torno de 40 dias. Se considerarmos ainda o tempo de produção da mercadoria e os trâmites de despacho aduaneiro, estamos falando de um tempinho considerável. Então já viu que precisa se preparar logo, né?

E para você já saber todos os feriados chineses que exigem mais programação para as suas atividades do Comex, a gente preparou uma lista! 👇

Feriados chineses previstos para 2022

Diferente da maioria dos países ocidentais, os principais feriados na China não são de apenas um dia: podem durar de três a sete dias seguidos. As datas variam a cada ano, pois são medidas de acordo com o calendário lunar.

→ 1º de janeiro de 2022: Celebração do Ano Novo Gregoriano ou Yuandan.

→ 31 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022: Ano Novo Chinês.

→ 4 de abril de 2022: Festival Qingming. A data é dia 4, mas inclui um feriado nacional importante que vai de 3 a 5 de abril.

→ 1º de maio: Dia do Trabalhador. Em 2022, são esperadas “férias coletivas” de três dias nesse período.

→ 3 de junho de 2022: Festival do Barco-Dragão.

→ 10 de setembro: Festival do Meio Outono ou Festival da Lua, que terá feriado nacional de 9 a 11 desse mês.

→ 1º de outubro: Dia Nacional da China. É a festa mais importante após o Ano Novo Chinês e costuma durar pelo menos uma semana: é a “Semana de Ouro”.

Agora que você já está por dentro das principais datas, aqui vai uma curiosidade: 2022 será o Ano do Tigre de Água. Os 12 signos do horóscopo chinês são utilizados para representar os anos e, em 2022, ele irá suceder o Ano do Boi de Metal, que é 2021.

Evite custos mais altos e problemas com prazos

Custos e tempo são itens muitos preciosos para serem desperdiçados, não é mesmo? Para esses dois pontos, o objetivo é sempre a redução. Então atenção a essas datas que passamos, pois muitas empresas aumentam o embarque de produtos antes delas, gerando um colapso nos sistemas de transporte aéreo, terrestre e marítimo. 🤯

Além disso, os preços de frete tendem a aumentar substancialmente impulsionados pela alta demanda. Então, converse com a sua equipe e/ou parceiro para providenciar tudo que é necessário, sem precisar enfrentar riscos ou sufocos. E se precisar de algum apoio, já sabe: conte sempre com a gente! 😊

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Entenda como está o cenário logístico mundial neste mês de agosto

Você quer iniciar o mês bem informado? A nossa equipe organizou o panorama do cenário logístico mundial para este mês de agosto, que ainda sofre impactos da pandemia e com condições climáticas. Mas com planejamento é possível organizar seus embarques sem prejuízos e se preparar para os próximos meses. Continue a leitura e confira. 😉

As notícias não são as melhores no cenário logístico mundial neste mês de agosto, principalmente na China. Com o avanço da variante delta da covid-19, o país voltou a adotar lockdown na última semana em vários locais e setores. Além disso, no final de julho um tufão atingiu o leste do país, com inundações e rajadas de vento devastadoras, que atingiram diferentes modais de transporte.

Assim, o cenário chinês é de fábricas cheias e muita demanda por espaço e contêiner, principalmente com a chegada de datas comerciais importantes, como Dia das Crianças, Black Friday, Natal e final do ano.

No transporte marítimo, os armadores estão atualizando suas tarifas e os valores para agosto devem variar de acordo com as regiões: entre USD 10.800 e USD 11.000 para 40 HC e entre USD 7.800 e USD8.000 o 40NOR para a região sul; de USD 11.500 a 12.000 o 40HC para Nordeste; e de USD 15.000 e 15.500 o 40HC para Manaus. Lembrando que os contêineres ainda são priorizados para as rotas mais rentáveis.

Já no transporte aéreo, não há grandes problemas de embarque: o único desafio é a oscilação de tarifas sem aviso prévio por parte das companhias aéreas.

Com a Europa o cenário também é complicado, há vários pontos que merecem atenção na hora de se planejar. Para começar, as férias estão se aproximando e muitas empresas, principalmente na Espanha e Itália, fecharão para férias coletivas.

Quando falamos no modal marítimo, os estoques de contêineres ainda estão bastante prejudicados, há vários atrasos e as cargas estão ficando mais tempo nos portos, gerando congestionamento nos terminais e armazenagem extra.

Para amenizar a situação, barcaças internas entre os portos estão sendo bastante utilizadas, além de rolagens para tentar agilizar as operações. No momento, as rotas alternativas, com transbordo, têm ajudado no escoamento das cargas.

Nos Estados Unidos, os fretes estão estáveis (entre USD 1.000 e 1.500 na costa leste), e a confirmação de bookings tem demorado de três a quatro dias, com saída para 20 dias depois. Já no modal aéreo, aí está o maior problema: além de um problema crônico de coletas, há dificuldade de espaço para alocar as mercadorias.

Para finalizar, na Índia o cenário não muda muito: os valores também estão incertos, entre USD 7.000 e USD 8.000, há dificuldade de confirmação de bookings e a preferência para cargas pequenas, com poucos contêineres e mais leves.

Com todas essas informações, ressaltamos a importância de programar suas operações com antecedência, pois embarques urgentes estão com dificuldade de ocorrerem imediatamente. Também é importante contar com um bom parceiro que possa te ajudar a driblar imprevistos.

Precisa de ajuda? Manda um olá pra gente! 😉

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – agosto/2021

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Situação logística mundial: como driblar as dificuldades?

Há mais de um ano que a situação logística mundial apresenta desafios: desde o início da pandemia provocada pela Covid-19, os valores de frete aumentaram, é recorrente a falta de contêineres, além da sobrecarga e atrasos na programação. E até quando isso deve durar? 🤔

Mais uma vez, buscamos informações com nossos parceiros e trazemos aqui como está a situação logística mundial e a expectativa para as próximas semanas. Confira! 👇

China

Quando falamos em China, precisamos lembrar que esse é o principal parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o país representou 33,6% de todas as exportações brasileiras e 21,8% das importações. E olha que esse frete não é barato!

Desde 2017, fretes da Ásia com destino ao Brasil já eram considerados um dos mais caros do mundo e, o que ninguém imaginou, aconteceu: em 2021 os valores aumentaram em cinco vezes.

Infelizmente, a notícia é que os valores ainda estão em tendência de alta: para o Sul devem ficar na casa de 9.600 a 9.900 dólares os 40HC e entre 6.500 a 7.000 os NOR.

Além dos impactos gerais da pandemia, alguns agravantes colaboram para os altos preços: o terminal de Yantian, em Shenzhen, está abarrotado e parou de receber cargas, pois houve um surto de covid nos trabalhadores. Com isso, Hong Kong pode ser muito afetado também, pois será onde exportadores tentarão entregar suas cargas.

Outro agravante é que vários portos de transbordo estão com lotação máxima, como Singapura, Colombo, em Sri Lanka, e Cartagena, esse último prejudicado também pelos protestos locais. Além disso, em alguns navios os tripulantes estão testando positivo para covid, exigindo uma quarentena de 7 a 14 dias.

O aproveitamento dos espaços continua alto e a disponibilidade de contêiner se agravou: contêineres de 40” DRY permanecem escassos, assim como os contêineres NOR, visto a alta procura para reduzir tarifas. A disponibilidade maior é de contêineres de 1×20” DRY e 1×40” HC.

Ainda não há uma expectativa de melhora, visto que em julho, agosto e setembro ocorre, historicamente, o Peak Season da Ásia, quando entra em alta a demanda de produtos de Natal e férias coletivas.

Europa

Quando partimos para a Europa, os desafios continuam. A escassez de contêineres no mercado mundial também afeta o transporte de mercadorias da Europa para o Brasil, e a tendência de aumento nos valores continua: os fretes flutuam na casa dos 2.000 euros por contêiner.

Os contêineres reefers também estão em falta e, quando estão disponíveis, deve-se considerar no mínimo um mês a frente para a reserva.

Para driblar um pouco os desafios, as logísticas alternativas têm sido uma boa opção. Por exemplo: embarcar em Bremerhaven, fazendo transbordo em Algeciras; a carga da Alemanha, embarcar por Rotterdam; e a carga de Rotterdam, embarcando por Antuérpia.

Índia

O país indiano está com a situação da covid gravíssima, mas, mesmo assim, há um bom escoamento de cargas. Os lotes pequenos estão com mais facilidade de escoamento, os grandes precisam ser divididos para conseguir espaço. Geralmente os armadores liberam espaço às segundas-feiras e o booking é liberado para duas semanas seguintes.

O valor dos fretes está variando de 4.500 a 7.500 dólares, dependendo do armador.

Estados Unidos

Já nos Estados Unidos os desafios voltam a ser críticos, principalmente quanto às coletas: armadores estão se negando a cotar coletas quando a distância do porto de embarque passa de cerca de 100 quilômetros. A solução é contratação de truckers, mesmo que mais caros.

Após a solicitação de bookings, os armadores estão demorando em média 72 horas para processar os pedidos. E a partir dessa reserva, os principais portos estão conseguindo espaço para navios com saídas de 15 a 20 dias para frente.

O ponto mais crítico são os portos da Califórnia: estão colapsados e só há espaço e equipamento para o final do mês de junho, início de julho. Quando há opções, elas são com o frete mais caro.

E como driblar tudo isso?

A gente sabe que a situação logística mundial não é o das melhores, mas tudo pode ficar mais fácil quando você tem informação para se planejar e experiência para entender as melhores possibilidades. Aqui na Freitas você encontra isso e muito mais, venha bater um papo com a gente! 😉

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Entenda como está o cenário logístico mundial

Você quer iniciar o mês de maio bem informado? A nossa equipe organizou um panorama do cenário logístico mundial para as próximas semanas, que ainda sofre impactos da pandemia e do encalhe no canal de Suez. Além disso, o mês iniciou com o feriado chinês de cinco dias, o que pode gerar grandes demandas para essa e para as próximas semanas.

Continue a leitura e entenda a situação de alguns polos mundiais. 😉


CHINA

Como nós o gigante asiático também iniciou o mês de maio com o feriado, mas por lá é prolongado: são cinco dias de descanso e essa parada pode gerar uma grande demanda para essa e para as próximas semanas.

Outro ponto de atenção que também pode afetar a programação por aqui, é a grande possibilidade de deslocarem navios da rota da América Latina para Europa, com o objetivo de colocar em dia os atrasos sofridos pelo encalhe no canal de Suez. A rota entre a Europa e a China está muito aquecida e é mais rentável aos armadores.

O cenário fica ainda mais complicado se o destino é a região norte, nordeste ou Vitória, visto o transbordo adicional no Caribe ou Mediterrâneo. Esses locais apresentam fretes mais rentáveis aos armadores, pois outros portos de transbordo, como Cartagena, por exemplo, estão bem congestionados.

Quando falamos em contêiner, a disponibilidade também está bem apertada. Assim, com tudo isso, infelizmente os fretes tendem a aumentar: já se fala em ultrapassar o valor de 8.500 dólares novamente.

Uma forma de reduzir custos continua sendo o contêiner NOR – Non-Operating Reefer, aquele contêiner reefer que permanece desligado durante todo o trajeto, sendo muito utilizado para importação de carga geral seca e não restrita. É importante lembrar que esta opção tem uma capacidade menor de carga, mas o custo pode ficar mais baixo mesmo aumentando a quantidade de contêineres.


ÍNDIA

As negociações com o país indiano merecem atenção! A Índia retomou o lockdown, assim, a demora nas repostas e confirmações devem se agravar. O ponto mais crítico é para as negociações com a costa leste da Índia (Chennai / Kattupalli / Vishakhapatnam), pois as transações fazem transbordo na Ásia e a disponibilidade e fretes estão no mesmo nível que a China.

A situação está um pouco melhor com a costa oeste (Mundra / Hazira / Nhava Sheva), pois o transbordo ocorre via Mediterrâneo, entretanto, há muita demora na confirmação dos bookings.

O valor dos fretes está por volta de 5.000 a 5.500 dólares, com exceção da Evergreen, que colocou o serviço na rota, porém com fretes bem acima: entre 7 e 8 mil dólares.


EUROPA

Na Europa os navios continuam lotados. O norte do continente (Hamburgo, Rotterdam, Antuérpia, Le Havre, Londres) permanece com bastante dificuldade. A situação melhorou um pouco na Itália, onde são possíveis bookings para daqui duas a três semanas.

Os países mais críticos são a Turquia e Portugal. O primeiro está sem espaço e sem equipamentos, já o segundo tem serviços que já omitiu quatro vezes. Assim, infelizmente são frequentes omissões e rolagens.


EUA

Os Estados Unidos também seguem da mesma forma. Na costa oeste há muitos navios aguardando atracação, o que gera atrasos nos horários. Já na costa leste o cenário é um pouco melhor, com possibilidade de bookings para daqui duas ou três semanas.

O atraso também acontece no interior do país, que sofre pela falta de caminhoneiros e pelo consumo elevado.

Assim, as rotas do Brasil estão sofrendo atrasos e transbordos não previstos, aumentando o transit time.


Com todas essas informações sobre o cenário logístico mundial, ressaltamos a importância de programar suas operações com antecedência e contar com um bom parceiro que possa te ajudar a driblar imprevistos. 😊

Precisando de ajuda, estamos por aqui!

Abraços,
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O encalhe no Canal de Suez e a atenção para os imprevistos no comércio exterior

Há uma semana, o encalhe do meganavio Ever Given no Canal de Suez, no Egito, chama a atenção para um desafio muito grande, mas recorrente no comércio exterior: lidar com os imprevistos.

Com 220 mil toneladas e 400 metros de comprimento, o navio foi atingido por uma rajada de vento e encalhou em uma das principais passagens náuticas do mundo: e isso mexeu com todo o mundo.

No início desta segunda-feira (29), a administradora do canal informou que o navio voltou a flutuar e a expectativa é que o problema seja solucionado em breve. Entretanto, os impactos já são muito expressivos. Segundo a BBC, empresas especializadas em comércio marítimo estimam que as perdas econômicas direta ou indiretamente ligadas ao encalhe já passam de R$ 300 bilhões. Até ontem, mais de 400 embarcações estavam na fila à espera da liberação do canal.

Um fato que mexeu com toda a programação do cenário mundial e reforçou o cuidado e atenção aos imprevistos, continue a leitura e confira. 😉


Pra começar, por que o Canal de Suez é tão importante?

Com 193 quilômetros, o Canal de Suez, no Egito, conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Inaugurado em 1869, o Canal oferece aos navios de carga um atalho entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa. São quase 9 mil quilômetros a menos, reduzindo a distância em 43%, pois os navios deixam de ter que contornar o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África.

Dessa forma, pelo canal passam mais de 12% do comércio mundial: cerca de 50 navios passaram por dia, são quase 19 mil navios por ano.

E aí, de repente, ele para. E como lidar com isso? 🤔


Como lidar com os imprevistos no comex?

Imprevisto, como o próprio significado da palavra traz, é algo que não foi previsto, algo inesperado. Eles acontecem em toda a nossa vida, mas convenhamos, no comex eles parecem ter ainda mais frequência, não é mesmo?

Como esse fato do Canal de Suez, há imprevistos que realmente não podemos controlar, mas você já parou pra pensar que pode minimizar ou até evitar alguns deles? Olha só!

Quanto mais atores envolvidos, mais riscos de ocorrer problemas: principalmente na importação, que são operações que contam com diferentes intervenientes no processo.

Assim, para evitar imprevistos, o primeiro ponto é fazer um bom planejamento de risco antes de a carga embarcar. Elencamos alguns cuidados: 👇

1 – Conte com bons parceiros: escolha aqueles que te possibilitem acompanhar a carga em tempo real;

2 – Verifique se o recinto que vai receber a carga está apto para recebê-la;

3 – Fique atento ao free time do contêiner para evitar custos extras com demurrage;

4 – Conte com um estudo administrativo: qual é a documentação e liberações necessárias;

5 – Conte com um estudo tributário: definição correta da NCM;

6 – Atenção para o saldo no radar, verifique se você ainda tem limite caso sua habilitação seja nas modalidades expressa e limitada;

7 – Cuidado também no transporte doméstico terrestre: verifique se a transportadora está registrada na ANTT e é apta para transportar a sua carga;

8 – Não esqueça que o seguro é uma forma de economia.

Esses são alguns exemplos de como você pode minimizar riscos. Além disso, é muito importante estar atento ao cenário mundial e se programar com antecedência. Pra te ajudar, já trazemos a situação logística mundial, confira abaixo.


E como está o cenário mundial?

Além do impacto direto nos navios já programados para esta rota, o encalhe do navio no Canal de Suez interfere na situação logística mundial. Nossos especialistas separaram algumas informações sobre o cenário atual e a programação para as próximas semanas, olha só:

EUROPA

Por lá a demanda está bem aquecida e os navios lotados: se você confirmar hoje, o espaço será para o final do mês de abril. Os armadores estão aumentando o valor dos fretes (aplicando GRI e sobretaxas). Do outro lado, o free time no destino vem sendo reduzido, principalmente porque o encalhe no Canal de Suez pode impactar na reposição de contêineres vazios. Também é importante destacar que os atrasos nas escalas estão mais frequentes e algumas omissões são necessárias para recuperar a programação.

ÍNDIA

Quando falamos em Índia, a situação está caótica: infelizmente é difícil passar uma posição concreta de espaço e disponibilidade de contêiner. Os armadores estão checando caso a caso e os agendamentos demorando de 7 a 10 dias para serem confirmados, ou seja, é importante se programar com antecedência.

O impacto do Canal de Suez pode congestionar as rotas via Singapura, visto que alguns armadores fazem transbordos na Europa, via Canal de Suez, e outros por Singapura.

ESTADOS UNIDOS

Por lá os fretes estão estáveis, porém, os portos bem congestionados. As coletas estão com bastante indisponibilidade e os atrasos são frequentes.

Muitos transbordos não previstos no Caribe estão sendo feitos, pois os armadores precisam tirar as cargas dos portos para aliviar o volume. Assim, a carga embarca mais rápido, mas é preciso lembrar que haverá o transbordo depois. Quanto à costa Oeste, os atrasos são ainda mais severos.

CHINA

A indisponibilidade de contêiner aumentou, alguns portos da China já começam a sentir os reflexos da situação em Suez com falta de contêineres de alguns armadores, e a tendência é que até o final desta semana este cenário tenha atingido todos os armadores.

A  Hamburg Sud, por exemplo, parou de aceitar novos embarques da China para o Brasil, exceto 40’NOR. A operação com contêiner NOR continua sendo uma boa opção, visto que o frete está entre 4.500 e 4.700 dólares.

Espera-se um aumento no valor dos fretes nas próximas semanas devido a falta de contêineres e solicitação de confirmação de disponibilidade de equipamento antecipadamente por parte dos clientes.

E aí, está mais preparado para planejar suas operações e driblar imprevistos? Com informação e parceiros certos tudo fica mais fácil! 😊

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – março/2021

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Vem aí o projeto Janela Única Aquaviária

O Governo Federal anunciou a implantação do projeto Janela Única Aquaviária, o qual unificará o Porto Sem Papel 2.0 e o Portal Único Siscomex. A medida vai harmonizar os procedimentos e os dados do modal aquaviário, facilitando e agilizando as operações que representam cerca de 80% do comércio exterior no país.

Atualmente, no modal marítimo o Brasil conta com duas “janelas”: o Portal Único Siscomex, voltado à liberação de mercadorias para exportação e importação, e o sistema Porto Sem Papel (PSP), relacionado a embarcações e atracações. Além disso, em alguns casos é necessário acessar ainda outros sistemas de órgãos do governo para autorizações de estadia de embarcações. Ou seja, com a Janela Única serão eliminadas redundâncias entre os dois sistemas e reduzida a burocracia para dar mais previsibilidade e segurança, além da diminuição do tempo dos processos e agilidade na logística.

Conforme o Governo, o projeto será implantado em etapas progressivas. O primeiro passo, ainda em 2021, será o mapeamento e o redesenho dos processos de carga e trânsito aquaviário, em parceria com o setor privado. A previsão é de que a Janela Única Aquaviária esteja totalmente implantada até 2023. A partir daí, estima-se uma economia de R$ 10 bilhões anuais para os operadores logísticos e de comércio exterior.

É importante destacar que esse projeto faz parte de uma iniciativa do governo para facilitação, não só da integração das informações por parte do operador, como também da fiscalização. A cada dia as operações prometem ficar mais ágeis e simplificadas, mas a conformidade torna-se ainda mais importante. 😉

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – março/2021

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Entenda como está o atual cenário logístico mundial

Já chegamos ao terceiro mês do ano que promete ser o de retomadas e você quer ficar por dentro de como está o cenário logístico mundial? Confira um resumo do cenário e algumas dicas que a nossa equipe preparou. 😉

No modal marítimo, começamos falando do gigante asiático, a China!

Desde o encerramento do feriado, o Ano Novo Chinês, as fábricas por lá estão lotadas e a produção segue a todo vapor. Os pedidos já estão começando a ficar prontos, o que aumentará ainda mais a demanda por espaço e equipamento. Assim, as tarifas ainda estão em torno de USD 8 mil por contêiner e a expectativa de queda é para a próxima semana, a partir do dia 14 de março.

A situação dos contêineres ainda não está resolvida: o esforço ainda é grande para encontrar equipamentos disponíveis para embarque. Dessa forma, as cargas leves e em grandes lotes (acima de cinco contêineres) estão sendo priorizadas e conseguindo as melhores negociações.

Além dos grandes lotes, uma opção para reduzir custos pode ser o contêiner NOR – Non-Operating Reefer, aquele contêiner reefer que permanece desligado durante todo o trajeto, sendo muito utilizado para importação de carga geral seca e não restrita. É importante lembrar que esta opção tem uma capacidade menor de carga, mas o custo pode ficar mais baixo mesmo aumentando a quantidade de contêineres.

Quanto à Europa, a demanda continua aquecida e os navios cheios. Dessa forma, segue sendo difícil conseguir disponibilidade de espaço. Os bookings só estão sendo liberados para a última semana de março em diante. Em alguns países a situação é ainda mais crítica pela baixa disponibilidade de contêiner.

O cenário se agrava um pouco mais no momento pelo mau tempo. As nevascas estão atrasando as escalas dos navios e prejudicando o escoamento do transporte rodoviário interno. Para você ter uma ideia, alguns bookings já confirmados estão demorando até cinco dias para embarque a partir da primeira previsão. A dica então é analisar o seu planejamento de embarque para as próximas quatro semanas para conseguir receber a mercadoria no prazo.

Nos Estados Unidos, a situação não muda muito. Os fretes estão estáveis, porém, os portos bastante congestionados, principalmente na costa oeste. A indisponibilidade de coletas e os atrasos frequentes são resultado da frota reduzida de caminhões, aliado ao congestionamento nos portos e ao mau tempo: as nevascas também estão gerando atrasos nas escalas de embarques por lá. Alguns portos, rail services e transportes rodoviários estão completamente paralisados.

Everglades segue como o principal porto de escoamento de cargas.

Você deve estar se perguntando então, e o modal aéreo? Olha só como está o cenário! 👇

No aéreo muitas rotas ainda seguem suspensas para o Brasil, e as companhias que estão operando continuam com número reduzido de aeronaves, assim o espaço também está bem concorrido.

Da Itália, Alemanha e outros pontos da Europa, chegam apenas aeronaves cargueiras; o volume está bastante acumulado e saídas estão sendo programadas para algumas semanas a frente.

O clima instável dos Estados Unidos também está interferindo neste modal. As principais saídas seguem acontecendo de Miami para GRU e VCP.

Da China, as tarifas e a capacidade ainda seguem sob pressão. O que melhorou foram as saídas de Hong Kong, onde as companhias conseguiram escoar as cargas e o fluxo está voltando à normalidade.

E aí, assim fica mais fácil de você programar suas cargas? Com novidades do cenário, voltamos a te informar! 😊

Abraços,
Equipe Freitas

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Entenda a situação logística com a chegada do feriado chinês

Há dez dias do feriado chinês, a logística mundial já começa a sentir seus impactos, que neste ano já são maiores pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Continue a leitura e entenda a atual situação logística e as expectativas para os próximos meses. 👇


Falar de feriado chinês no Comex é falar em planejamento antecipado. Você já se organizou por aí? Ele impacta bastante as importações brasileiras, afinal, são sete dias que a China paralisa a produção, venda e logística. Do dia 11 a 17 de fevereiro, lá no gigante asiático é feriado nacional.

Para suprir um pouco da demanda do feriado, navios extras estão programados para os próximos dias, aumentando significativamente a capacidade pré-feriado; entretanto, caminhoneiros e transportadoras no país já começam a dar sinais de indisponibilidade. Além disso, mesmo com a previsão da entrada de navios extras, a escassez de contêineres ainda persiste na China.

Quando falamos em preço de frete marítimo, não são esperadas quedas bruscas pós-feriado, pois há previsão de novas omissões de saídas e importadoras estão segurando algumas cargas para embarcar no período, gerando uma alta demanda. Em fevereiro os valores ainda estão entre US$ 8.000 e US$ 8.300 para contêineres de 20’, e entre US$ 8.800 e US$ 9.000 para contêineres de 40’.  A previsão de melhora nos valores e disponibilidades permanece para o mês de março.

Quanto ao modal aéreo, as taxas elevadas devem permanecer por todo o ano, visto que as perspectivas da demanda ainda estão incertas e a capacidade de carga é lentamente reintroduzida no mercado. Para o segundo semestre, especialmente pelas vacinações, devem retomar os voos de passageiros, porém de forma gradativa e inicialmente os de curta distância. Assim, os voos de carga ficam desfavorecidos.

Na realidade norte-americana, as principais cias aéreas (American Airlines / Delta / United) ainda estão com seus hubs (conexões) bastante congestionados e desde meados de novembro, atrasos vem ocorrendo devido ao acúmulo de cargas, principalmente dos principais produtos importados da China. Assim, o feriado chinês será um dos principais fatores pela pressão nas tarifas bem na capacidade limitada de carga. Cabe lembrar que a grande parte das cias aéreas não retomou os voos diários, e com o aumento da demanda de cargas, há um efeito funil muito acentuado.

Na Europa, são mantidas as perspectivas de valores de frete e espaço como dezembro: valores ainda altos e capacidade comprometida, ainda em detrimento da demanda de commodities do segmento automotivo e lifescience; e somado ao feriado chinês, que aumenta a demanda de cargas com destino ou conexão nos principais aeroportos Europeus. Também, o fator de lockdown em Londres acaba afetando as rotas, pois como a demanda de passageiros diminui, serviços como da Latam e da British acabam tendo seus voos comprometidos, pressionando assim outras cias aéreas. Principais aeroportos como Frankfurt, Paris, Milan estão com espaço ainda bem concorrido. A expectativa é que com o início da vacinação na Europa e também no Brasil, haja a retomada gradativa das companhias aéreas e, desta forma, a diminuição no valor das tarifas.

Já na Ásia, com a proximidade do feriado chinês, as tarifas e a capacidade de espaço tendem a sofrer nova pressão, impulsionado também pelas demandas de itens para enfrentamento da Covid-19 e vacinas (que terão prioridade).

O cenário, para este mês, não é dos mais atrativos, mas a partir de março e início de uma possível normalização, a gente pode te ajudar a encontrar o melhor caminho e reduzir o valor das suas operações de comex. 😉

Ah, não esqueça de se programar também para os outros feriados asiáticos do ano, eles não são tão impactantes como o Ano Novo Chinês, mas valem ser lembrados:

* 11 a 17 de fevereiro – Ano Novo Chinês
* 3 a 5 de abril – Qingming Festival
* 1 a 5 de maio – Dia do trabalho
* 12 a 14 de junho – Dragon Boat Festival
* 19 a 21 de setembro – Festival do Meio do Outono
* 1 a 7 de outubro – Dia Nacional da China (Golden Week)

Abraços,
Equipe Freitas