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Descubra o que compliance aduaneiro e empresas OEA têm em comum

Compliance tem a ver com conformidade que, por sua vez, é palavra de ordem na área de Comércio Exterior, como a gente explicou aqui. Por isso, quando se fala em trade compliance ou compliance aduaneiro e em processos bem definidos, transparentes e que têm o certo como padrão natural, a associação com as empresas certificadas como Operador Econômico Autorizado (OEA) é imediata.

Deu pra entender o porquê? É simples. Olha só!

As empresas com certificação OEA, concedida pela Receita Federal, são aquelas que expressam em todas as suas ações que são confiáveis, pois têm uma política bem definida e transparente para as suas atividades de importação e exportação.

Ser OEA é um grande passo para estabelecer e harmonizar as exigências de acordo com as melhores práticas do comércio internacional, as quais estão alinhadas com compliance a nível global e abrem muitas portas, devido a fatores como baixo risco de segurança da carga e o cumprimento de obrigações aduaneiras.

Elas passaram existir exatamente para promover a cultura e identificar parceiros confiáveis no mercado internacional e assim dinamizar o trabalho das aduanas. Por consequência, têm acesso a uma série de benefícios que impactam positivamente todas as suas atividades de importação e de exportação. Veja alguns deles:

  • Reconhecimento global;
  • Benefícios em aduanas estrangeiras;
  • Simplificação de procedimentos;
  • Maior fluidez nas operações;
  • Prioridade de análises e conferência aduaneira;
  • Parametrização imediata das declarações;
  • Diminuição do percentual de seleção para canais na importação;
  • Despacho sobre águas, nuvens e rodas;
  • Ponto de contato na Receita Federal do Brasil;
  • Participação no fórum consultivo;
  • Redução de custos logísticos;
  • No alfandegamento: local separado para cargas, que recebem tratamento prioritário.

São muitas vantagens, né? Além de todas essas, no dia 19 de maio, o Brasil e outros 10 países assinaram um acordo para que suas aduanas reconheçam mutuamente empresas que têm bom histórico de cumprimento de regras e, por isso, merecem tratamento diferenciado para suas cargas, o que significa redução de tempo considerável na liberação das mercadorias, já que por adotarem as melhores práticas são menos fiscalizadas.

É claro que as empresas certificadas como OEA são um ótimo exemplo de conformidade e segurança, portanto devem figurar nessa lista com tranquilidade. O reconhecimento que adquirem devido à reputação é consequência de uma série de medidas tomadas para viabilizar a certificação e tudo isso é exatamente o que o compliance aduaneiro exige.

Na prática, há vários exemplos de como é importante ter a certificação OEA, principalmente quando se pensa no ganho de tempo que, no Comércio Exterior, antecipa prazos e, de acordo com as negociações, está diretamente relacionado a ganhos financeiros.

O ganho de tempo na prática

Um exemplo recente envolve a Operação Padrão da Receita Federal, iniciada no fim do ano passado, que tem atrasado os processos de importação e exportação de muitas companhias, mas para empresas OEA, que têm direito a tratamento preferencial das cargas, a operação não tem sido um problema como para as demais.

Dados do Balanço Aduaneiro de 2021, divulgado pela Receita Federal, mostram que no ano passado apenas 0,32% das cargas de exportação das empresas OEA passaram por fiscalização. Já para as empresas que não são OEA, as cargas fiscalizadas chegaram a 1,12%, uma quantidade 3,5 vezes maior. Nas importações, 0,73% das cargas das empresas OEA foram selecionados para fiscalização, enquanto nas demais empresas foram 3,96%.

Ao observar tantas vantagens, muito mais empresas tem procurado conquistar a certificação. Até 30 de abril deste ano, o Programa OEA havia emitido 636 certificados e outros 155 requerimentos estavam em análise. Em abril de 2022, o tempo médio bruto em horas do despacho de importação marítimo para empresas OEA foi de 2 horas e 26 minutos. Já as empresas não OEA nas mesmas condições tiveram média de 49 horas e 4 minutos, uma redução de 95,03%.

A obtenção da certificação OEA é voluntária e não obrigatória, mas será sempre condicionada ao cumprimento de vários requisitos legais definidos que passam por manutenção, como a gente contou neste post.

As empresas que investem no compliance aduaneiro já estão “arrumando a casa” e o próximo passo poderia ser solicitar a certificação OEA e aproveitar os tantos benefícios. Para isso, alguns dos requisitos básicos são fazer parte da cadeia logística direta de comércio exterior, atuar na função há pelo menos 24 meses, estar em dia com o CNPJ e com os recolhimentos fiscais, aderir ao Domicílio Tributário Eletrônico (CTE) e a Escrituração Contábil Digital (ECD).

Esse caminho demanda comprometimento, mas como é possível perceber, vale muito a pena, né? Se a sua empresa pensa em dar esse passo, a gente pode te ajudar! Clique aqui e fale com um especialista! 😉

Abraços,
Equipe Freitas.

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Trade compliance: saiba o que é e os benefícios para as empresas que operam no comércio exterior

Para quem trabalha na área de Comércio Exterior, a palavra conformidade faz parte da rotina há muito tempo, não é mesmo? Quando ela falta a um processo, é sinal de problema. E se está presente, é indicativo de que as coisas estão conforme o esperado. Há uns anos, o termo está mais destacado no universo corporativo, só que com uma variação: fala-se em compliance, que tem origem no verbo inglês “to comply”.

E o que significa exatamente? De um modo geral, está relacionado a agir de acordo com as regras, instruções ou comandos. Estar em “compliance” é estar em conformidade com leis e regulamentos internos e externos.

Quando as empresas o desenvolvem internamente, seguem uma série de regras, que têm relação com diversos pontos, como características da própria companhia e da sua atividade-fim. Na prática, o estabelecimento do compliance torna o certo o padrão natural, os processos são bem estabelecidos e transparentes, assim como a resolução de qualquer falha ou desvio encontrado no caminho.

Compliance no Comércio Exterior

O compliance tem aplicações e modos de fazer próprios de acordo com a sua área de atuação. O trade compliance ou compliance aduaneiro é o que dialoga diretamente com a gente e tem sido fortalecido dia a dia devido à importância da sua aplicação.

O trade compliance descreve os procedimentos e processos pelos quais as mercadorias entram e saem de um país e cumpre todas as leis, regulamentos e requisitos do país do qual as mercadorias saem e no qual vão entrar. Para que exista, é preciso que as empresas façam a implementação de políticas e controles que garantam o cumprimento das regras de importação e exportação de mercadorias.

Esse trabalho de promover uma cultura de compliance traz diversos benefícios para o gerenciamento de risco, algo fundamental para que as companhias se mantenham saudáveis e com redução de danos e imprevistos. A lista de vantagens é vasta. Veja mais algumas delas:

  • Melhora a reputação perante o mercado: o que gera novas oportunidades de negociações, facilita e ainda permite o acesso a créditos e benefícios, além de possibilidades de investimentos.
  • Obriga a criação de processos claros, que podem impulsionar a produtividade e a assertividade no trabalho da equipe.
  • Ao estabelecer uma política de compliance, a empresa garante que as diretrizes impostas por leis e pelos órgãos reguladores estão sendo cumpridas.

No processo de implementação, alguns pontos precisam ser levados em conta obrigatoriamente: avaliação dos atores envolvidos no processo de compra e venda, prevenção a fraudes, classificação do produto, orientação tarifária, Incoterms, regimes aduaneiros especiais e barreiras regulatórias para importação e exportação.

Trade compliance e o Novo Processo de Importação (NPI)

Até aqui, você já deve ter percebido que trade compliance e o Novo Processo de Importação têm tudo a ver, né?

O NPI é uma mudança de cultura, o que vai muito além da mera transformação das etapas dos processos. Do momento de cadastrar um item no Catálogo de Produtos à emissão da Declaração Única de Importação (DUIMP): todo o caminho feito vai estar registrado e com sistemas integrados, inclusive com os dos órgãos fiscalizadores. Ou seja, a “casa precisa estar arrumada”, alinhada e integrada internamente também.

Com uma política de compliance bem definida e aplicada, os processos são otimizados, há redução de custos e riscos e, a partir disso, as tão indesejáveis multas geradas por incoerências ou falhas são evitadas.

Esse cenário de conformidade e transparência já é realidade por aí? É fundamental que sim ou que esteja em processo, pois o Novo Processo de Importação é sinônimo de praticidade também na fiscalização. A Receita Federal conta com inteligência artificial e sistemas programados para mapear inconformidades como você pode ler aqui. Com mais organização e etapas bem definidas, como manda o NPI, identificar o que está fora do padrão é uma consequência natural.

Por tudo isso, ter um parceiro aduaneiro de confiança e com uma equipe de especialistas para todas as necessidades dos processos do Comércio Exterior é fundamental. Profissionais experientes na área conhecem e seguem as normas para que a importação ou a exportação seja realizada com conformidade, com as obrigações dos processos aduaneiros em dia, segurança e dentro dos prazos acordados – sem atrasos nas entregas das cargas.

Na hora dessa escolha, avalie de acordo com esses critérios que a gente comentou aqui, pois será uma grande responsabilidade. Seu parceiro aduaneiro terá todas as informações dos seus processos para operá-los e também buscar e propor as soluções mais inteligentes, de acordo com a sua necessidade.

Uma relação de confiança nesse sentido vai além de operacionalizar os processos com conformidade, mas pode ajudar sua empresa a evoluir em capacidade de produção e conquista de benefícios, como foi o caso da Comset, que a gente conta neste post.

A gente pode te ajudar nesse caminho! Fale com um de nossos especialistas e solicite uma avaliação. 😉

Abraços,
Equipe Freitas.

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INova conta com confirmação de embarque automatizada para facilitar operação de exportadores

A inovação deve estar presente na rotina das empresas que atuam no Comércio Exterior. Afinal, é necessário estar sempre atento às oportunidades — e às soluções que precisam ser criadas para que possam ser aproveitadas —, assim como eliminar os obstáculos que surgem no caminho.

Com esse foco de converter um “problema” em uma nova “ideia”, o Portal INova, exclusividade da Freitas, é um exemplo do olhar alinhado às reais necessidades dos clientes para a promoção da solução efetiva. A mais nova implementação da ferramenta é uma amostra disso: a confirmação de embarque automatizada na exportação agora também por modal aéreo.

E como funciona o processo? A partir de uma integração criada pela nossa equipe, o INova passou a ter a confirmação do embarque em tempo real por meio do despacho aduaneiro, logo após a manifestação da companhia aérea. O sistema informa a data de embarque ao cliente pelo follow-up enviado via e-mail ou pelo histórico no Portal, logo que o agente de carga manifesta os dados para processamento do despacho.

A falta da atualização precisa de embarque pode ser considerada uma “dor” constante para muitas empresas que exportam e, por isso, a Freitas buscou maneiras de empregar uma solução totalmente automatizada e eficiente.

Essas automações ou integrações com outros sistemas, como o INova tem possibilitado, garantem agilidade e segurança na operação. Já existia essa possibilidade de atualização automática na exportação para todos os processos rodoviários e para processos marítimos operados pelos portos de Itajaí, Navegantes e, em breve, teremos também para Itapoá.

Como essa automação ajuda exportadores

Com design prático e intuitivo, o Portal disponibiliza aos clientes informações estratégicas e atualizadas, em tempo real, para contribuir com o acompanhamento dos processos e tomada de decisão de maneira mais assertiva. Com essa nova funcionalidade, os exportadores passam a contar com uma rotina facilitada além da própria evolução da sua negociação.

Isso porque a confirmação de embarque automatizada pode antecipar, para quem exporta, o envio de dados para o comprador. Dependendo do modal e da urgência, o importador pode se preparar para a chegada da carga com prioridade, assim que ela sair do Brasil.

O impacto chega até ao ganho no fluxo de caixa. Em algumas negociações, o exportador só recebe o pagamento da mercadoria após a confirmação do embarque. Com a informação antecipada, o valor acordado já tem condições de ser enviado à empresa exportadora.

Ou seja, a nova facilidade criada pelo INova resolve uma necessidade de informação, visto a dificuldade em receber essa confirmação por meio de outros players, que emitem a informação de forma manual ou, ainda, por meio de sistemas que não estão integrados e, consequentemente, impossibilitados de fornecer a informação com a agilidade esperada.

A gente sabe que os processos de importação e exportação, com todo padrão de segurança necessário, são muito mais ágeis e conformes quando contam com inteligência artificial e o bom uso da tecnologia. Com a automação das atividades mais burocráticas ou mecânicas, os profissionais que atuam na área podem se dedicar ao que envolve mais criatividade, relacionamento e expertise concentrada, como apenas a mente humana é capaz.

Com isso, todos ganham: o cliente, que tem à disposição serviços mais seguros e os profissionais, que podem ser melhor aproveitados e têm mais possibilidades de evolução, além da própria empresa, que evolui em diversos aspectos, inclusive no compliance.

O Portal INova e sua evolução contínua

O INova foi criado pela nossa equipe para suprir as necessidades dos clientes com foco no que se pode evoluir, facilitar o dia a dia e impulsionar as suas negociações comerciais. O sistema próprio conta com a Automação de Processos Robóticos (RPA).

Com a plataforma, todas as informações dos processos de importação e exportação estão dispostas de uma maneira bem fácil e visual em um único lugar e integradas aos sistemas governamentais, com ferramentas de controle, previsibilidade e rastreabilidade.

Além disso, os robôs do INova já são responsáveis por diversas atividades, como parametrização, desembaraço, Siscomex carga, Mantra (marítimo e aéreo), Licença de Importação, Atualizações DUE e Atualizações com Terminais Portuários (marítimo). Executam consultas em sites ou sistemas, preenchem informações nos processos, enviam follow-ups e, por meio de outro robô mensageiro, informam os responsáveis sobre todas as atualizações em tempo real, assim como já está acontecendo com a funcionalidade da confirmação de embarque automatizada.

Esses integrantes do time Freitas estão cada vez mais inteligentes, principalmente porque eles contam com professores muito capacitados e especialistas em soluções 360.

Quer saber como o INova e todo nosso time podem te ajudar a melhorar suas operações e negociações?

Fale com a gente! 🤗

Abraços,
Equipe Freitas.

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Como o BPO (Business Process Outsourcing) pode contribuir com o resultado de empresas de todos os setores

A busca das empresas por soluções que tragam melhor aproveitamento da equipe, reduções de custos, melhoria na produtividade e qualidade do trabalho deve ser constante, não é mesmo? Entre as opções mais completas para cumprir todos esses requisitos, está o BPO – Business Process Outsourcing, tendência que surgiu na década de 1990, teve seu boom nos anos 2000 e permite às companhias o foco na sua atividade-fim, enquanto deixa as secundárias sob a responsabilidade de especialistas naquelas áreas.

Mas como funciona na prática o BPO? É consultoria? É assessoria? A gente explica!

Imagine que a sua empresa precise ter um setor de Tecnologia da Informação, que ofereça um sistema ágil para teletrabalho, planejamento, orçamentos, simulação, comercial, entre outras funções, mas a tecnologia não é a especialidade do negócio, que foca, por exemplo, em móveis planejados.

Ao invés de ter um setor de T.I., contratar profissionais do segmento, gerir, treinar, fazer trocas eventuais da equipe, é muito mais prático e viável contratar uma empresa especializada para prestar o serviço.

É isso que é o BPO. O termo Business Process Outsourcing significa, na tradução, algo como “Terceirização de Processos de Negócios”. Na prática, é uma empresa que vai realizar trabalhos indispensáveis, porém secundários, para outras empresas.

Como funciona o serviço de uma empresa BPO – Business Process Outsourcing

Diferentemente de uma consultoria, as atividades são assumidas e realizadas de maneira integral pelo BPO e seus especialistas, que devem ter know-how, tecnologias necessárias, expertise, estratégia, capacidade de inovação e oferecer soluções que agreguem valor ao negócio do cliente.

Desde o diagnóstico à execução do planejamento e acompanhamento, todo trabalho é responsabilidade do BPO. A grande vantagem, ao terceirizar certos serviços para esse tipo de empresa, é a otimização de processos e um contexto de organização, praticidade e redução de riscos e custos.

O nível de contato, fluxo de trabalho e envolvimento da contratante com a contratada, claro, varia de acordo com o serviço prestado e suas necessidades. Se for comercial, por exemplo, é esperado um contato muito mais próximo e envolvimento do BPO com diversos setores da empresa a qual a contratou, já que para vender um produto ou um serviço precisa ter alinhamento constante, assim como compreensão apurada do que está oferecendo ao mercado.

Já quando pensamos em práticas como de contabilidade ou de tecnologia da informação, é possível pensar em entregas por blocos, projetos ou demandas mais específicas.

E quais setores mais podem ser BPO? Entre eles estão:

👉 Administrativo
👉 Gestão de Pessoas
👉 Contábil
👉 Jurídico
👉 Transporte
👉 Tecnologia da Informação
👉 Comércio Exterior

BPO de Comércio Exterior

Muitas empresas precisam fazer uma série de trâmites, seja para importar mercadoria, seja para exportar. Algumas delas têm seus próprios setores ou colaboradores para realizar todos os inúmeros processos necessários.

Porém, é muito comum, e pode ser mais interessante, que empresas especializadas, que vivem 24h por dia a rotina do Comex, façam essa função como BPO – Business Process Outsourcing.

Contratar um BPO de Comércio Exterior traz diversas vantagens, a partir do momento em que essas demandas serão realizadas por profissionais bastante especializados e que focam em questões indispensáveis como conformidade, segurança e prazo, a cada processo iniciado.

Afinal, são muitas etapas, como desembaraço aduaneiro, mapeamento dos tributos, resoluções com agentes de carga, transportadora, terminais e fiscalização. Essas são algumas das atividades mais básicas, mas o olhar do BPO de Comex deve ser muito mais abrangente e pensar no desenho das necessidades do cliente, além de “apenas” executar demandas.

Aqui na Freitas, por exemplo, a gente analisa as particularidades e desenha rotas para reduzir custos, otimizar tempo e minimizar riscos. A partir disso, encontra os parceiros certos para todas as etapas da transação. A equipe observa quais as possibilidades de redução de taxas e alíquotas, como o Ex-tarifário, por exemplo, ou mesmo a ampliação de negócios, com a viabilidade do Radar Ilimitado.

Além disso, ao contar com um parceiro da área, o cliente pode ficar tranquilo em relação à preparação para mudanças e atualizações, pois há quem cuide e se antecipe às exigências, como é o caso do Novo Processo de Importação e a Declaração Única de Importação (DUIMP), por exemplo, que já batem à porta.

Vale lembrar também que a Freitas acompanha e garante a conformidade nos processos e em como o parceiro lida com o compliance dentro de casa, além de realizar investimentos em tecnologia, como o INova, que é um sistema próprio que reúne todas as informações em um único lugar e administra todos os processos: tanto na área de comex quanto na financeira, de forma segura e integrada com os sistemas governamentais, além de poder se integrar com o sistema interno da sua empresa.

Esses são alguns motivos para você pensar em investir em um BPO – Business Process Outsourcing para atividades estratégicas para a sua empresa, como as de Comex.

Que tal conhecer melhor a Freitas? Você conta com uma equipe de especialistas para te ajudar nas operações de importação e exportação. Vem bater um papo com a gente! 🤗

Abraços,
Equipe Freitas

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Sistema Harmonizado 2022: confira as atualizações da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e da Tarifa Externa Comum (TEC)

Ano novo chegando e, com ele, mudanças na área do Comércio Exterior. Entre elas, está a atualização da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e da Tarifa Externa Comum (TEC), a partir de modificações efetuadas no Sistema Harmonizado 2022. A decisão foi primeiramente tomada no âmbito do Mercosul e depois incorporada às regras do Brasil.

Mas antes de explicar quais são as alterações, você sabe exatamente o que significa o Sistema Harmonizado e como ele interfere nos processos de importação e exportação em diversos países? Vem cá que a gente conta tudo.

O SH tem a missão de dar segurança e simplificar a identificação de mercadorias em todo o mundo, a partir da unificação: o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias é uma nomenclatura aduaneira criada em 1983 e utilizada internacionalmente como um sistema padronizado de codificação e classificação de produtos, que é desenvolvido e mantido pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) e está integrado a diversos sistemas de comércio e softwares.

O Brasil aderiu ao SH em 1986. Em 1988, entrou em vigor em nível internacional e, em 1999, passou a fazer parte de fato das práticas brasileiras. Hoje em dia, quase todos os países do globo a utilizam, o que torna o comércio exterior mais ágil devido à padronização.

A nomenclatura tem seis dígitos: os dois primeiros são o capítulo no qual a mercadoria está inserida, o 3º e o 4º a posição da mercadoria dentro do capítulo, o 5º representa a subposição simples e o 6º dígito indica a subposição composta de segundo nível.

Já os países que fazem parte do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — utilizam desde 1995 a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que é um código baseado no SH, mas que tem dois números a mais, específicos do Mercosul. O sétimo dígito classifica o item e o oitavo se refere ao subitem, onde há a descrição específica do que se trata a mercadoria. Toda mercadoria que circula no Brasil deve ter este código, pois ele permite a identificação padronizada das mercadorias comercializadas.
As classificações seguem um ordenamento lógico em relação à sofisticação da mercadoria e a intervenção humana ou não, sendo o primeiro capítulo destinado aos animais vivos e o último às obras de arte.

Atualização Sistema Harmonizado 2022

E se toda essa organização tem funcionado bem para os mais de 200 países que utilizam o SH e cerca de 98% do total das mercadorias que são classificadas de acordo com seus termos, por que a mudança?

Em média, a cada cinco anos, o SH recebe modificações. Esta nova versão, que já está aceita por todas as partes contratantes do Sistema Harmonizado, é a sétima e começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, mas produzirá efeitos apenas a partir de 1º de abril do mesmo ano.

Neste momento, as atualizações são motivadas pelas próprias necessidades dos países, por questões de segurança, saúde e também pautas ambientais. Justamente entre as principais características da nova versão está a introdução de questões ambientais e sociais de interesse global, como, por exemplo, resíduos elétricos e eletrônicos, como smartphones, drones e partes ou peças de aviões.

A classificação correta das mercadorias é essencial para a entrada e saída dos produtos do país e faz parte do processo de cadastro no Catálogo de Produtos do Novo Processo de Importação, como você confere aqui.

Então, é muito importante estar por dentro! Você encontra a Resolução Gecex nº 272, que atualiza a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e a Tarifa Externa Comum (TEC), com a lista completa de atualizações, neste link.

E se precisar de alguma ajuda para entender o Sistema Harmonizado, NCMs e outros detalhes, conte com a gente! 😉

Abraços,
Equipe Freitas.

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Saiba como a inteligência artificial pode garantir mais segurança aos processos de comércio exterior

Catalogar dados, analisar, verificar, deixar tudo em conformidade, acompanhar, regular, cumprir prazos, mudar a rota, tudo isso ao mesmo tempo e muito mais… Ufa! 🤯 São diversas as operações e prazos apertados para cumprir no comex, que fazem o dia parecer ter menos horas que o necessário, principalmente porque cada passo tem que ser feito com dois itens indispensáveis: segurança e inovação. 💡

Mas como manter cada etapa com os exigentes padrões de segurança e também trazer novos olhares, investindo o tempo de maneira mais estratégica? Essa resposta, sem dúvidas, passa pela inteligência artificial e o uso da tecnologia, pois com o seu avanço, automatizar alguns dos processos do comércio exterior se tornou essencial.

Assim, os profissionais da área podem contar com o apoio certo para que tenham tempo de elaborar e colocar em prática todas as maravilhas que apenas a mente humana é capaz de fazer. E isso, a gente sabe, passa longe de ser o trabalho mais repetitivo ou “mecânico” que, por sua vez, também têm sua importância e são fundamentais, mas podem ser executados com o auxílio da tecnologia e ainda ter melhor rendimento nesse formato.

Automatizar parte das tarefas e ter robôs como colaboradores aliados se tornou indispensável para quem trabalha com comércio exterior, especialmente para evitar erros que podem custar muito caro para a empresa. Outro ponto importante é que eles agregam mais valor às pessoas e ao desenvolvimento da equipe na gestão do trabalho, já que criatividade, sensibilidade e protagonismo não fazem parte da lista de habilidades esperadas das máquinas – essas ficam com a gente!

Aqui na Freitas, os robôs não são coisa do futuro! Eles já fazem parte da nossa rotina como colegas de trabalho, integrados com evolução acompanhada desde 2011. Com desenvolvimento constante na empresa, têm conquistado mais áreas e contribuem com atividades matemáticas e mecânicas, garantem agilidade, segurança e minimizam a incidência de erros para todos os nossos clientes.

Com o uso da automação de dados, o compliance também tem ganhos de destaque. Ao trazer mais segurança aos processos e produtividade na análise de informações, é possível que os departamentos fiquem encarregados da tomada de decisão estratégica de ação, com base nos dados e informações levantadas de forma automática pelas soluções tecnológicas.

E como a automação contribui na prática?

Para você entender exatamente a diferença que a automação faz no dia a dia do comex, e a tecnologia usada a nosso favor considerando as necessidades de mercado, temos o exemplo do Portal INova, que é o sistema próprio aqui da Freitas e conta com a Automação de Processos Robóticos (RPA).

O INova reúne todas as informações em um único lugar e administra todos os processos dos clientes: tanto na área de comex, como financeira, de forma segura e integrada com os sistemas governamentais, com ferramentas de controle, previsibilidade e rastreabilidade.

Algumas tarefas executadas pelos robôs no INova são:

→ Parametrização
→ Desembaraço
→ Siscomex carga
→ Mantra (marítimo e aéreo)
→ Licença de Importação
→ Atualizações DUE
→ Atualizações com Terminais Portuários (marítimo)

Todas elas executam consultas em sites ou sistemas, preenchem informações nos processos, enviam follow-ups e, por meio de outro robô mensageiro, informam os responsáveis sobre todas as atualizações em tempo real.

Com os robôs, os processos são aprimorados e as informações chegam mais rápido aos profissionais, tempos são otimizados e ainda temos previsões e prevenção de anomalias.

E o melhor: nenhum robô trabalha sozinho. As pessoas são essenciais e sempre serão, principalmente quando elas têm mais tempo para se desenvolver e formular novas ideias, já que a segurança e a conformidade estão garantidas pelos nossos colegas robôs, que nos dão de presente exatamente aquelas horinhas a mais no dia que a gente tanto precisava!

E você, ainda achava que robô era coisa do futuro ou já tem usado a inteligência artificial nos seus processos de comércio exterior? Se precisar de uma forcinha nesse processo, conte com a gente! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Entenda como está o cenário logístico mundial neste mês de agosto

Você quer iniciar o mês bem informado? A nossa equipe organizou o panorama do cenário logístico mundial para este mês de agosto, que ainda sofre impactos da pandemia e com condições climáticas. Mas com planejamento é possível organizar seus embarques sem prejuízos e se preparar para os próximos meses. Continue a leitura e confira. 😉

As notícias não são as melhores no cenário logístico mundial neste mês de agosto, principalmente na China. Com o avanço da variante delta da covid-19, o país voltou a adotar lockdown na última semana em vários locais e setores. Além disso, no final de julho um tufão atingiu o leste do país, com inundações e rajadas de vento devastadoras, que atingiram diferentes modais de transporte.

Assim, o cenário chinês é de fábricas cheias e muita demanda por espaço e contêiner, principalmente com a chegada de datas comerciais importantes, como Dia das Crianças, Black Friday, Natal e final do ano.

No transporte marítimo, os armadores estão atualizando suas tarifas e os valores para agosto devem variar de acordo com as regiões: entre USD 10.800 e USD 11.000 para 40 HC e entre USD 7.800 e USD8.000 o 40NOR para a região sul; de USD 11.500 a 12.000 o 40HC para Nordeste; e de USD 15.000 e 15.500 o 40HC para Manaus. Lembrando que os contêineres ainda são priorizados para as rotas mais rentáveis.

Já no transporte aéreo, não há grandes problemas de embarque: o único desafio é a oscilação de tarifas sem aviso prévio por parte das companhias aéreas.

Com a Europa o cenário também é complicado, há vários pontos que merecem atenção na hora de se planejar. Para começar, as férias estão se aproximando e muitas empresas, principalmente na Espanha e Itália, fecharão para férias coletivas.

Quando falamos no modal marítimo, os estoques de contêineres ainda estão bastante prejudicados, há vários atrasos e as cargas estão ficando mais tempo nos portos, gerando congestionamento nos terminais e armazenagem extra.

Para amenizar a situação, barcaças internas entre os portos estão sendo bastante utilizadas, além de rolagens para tentar agilizar as operações. No momento, as rotas alternativas, com transbordo, têm ajudado no escoamento das cargas.

Nos Estados Unidos, os fretes estão estáveis (entre USD 1.000 e 1.500 na costa leste), e a confirmação de bookings tem demorado de três a quatro dias, com saída para 20 dias depois. Já no modal aéreo, aí está o maior problema: além de um problema crônico de coletas, há dificuldade de espaço para alocar as mercadorias.

Para finalizar, na Índia o cenário não muda muito: os valores também estão incertos, entre USD 7.000 e USD 8.000, há dificuldade de confirmação de bookings e a preferência para cargas pequenas, com poucos contêineres e mais leves.

Com todas essas informações, ressaltamos a importância de programar suas operações com antecedência, pois embarques urgentes estão com dificuldade de ocorrerem imediatamente. Também é importante contar com um bom parceiro que possa te ajudar a driblar imprevistos.

Precisa de ajuda? Manda um olá pra gente! 😉

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – agosto/2021

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Apesar dos desafios, comex segue batendo recordes e superávit comercial ultrapassa US$ 43,6 bilhões no ano

Os desafios do comércio exterior não são poucos, mas os resultados do ano são positivos. De acordo com o Ministério da Economia, de janeiro a quarta semana de julho, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 43,67 bilhões, com uma alta de 52,3% em comparação com igual período de 2020:  se somadas as importações e exportações, a corrente de comércio totalizou US$ 269,05 bilhões.

Conforme a divulgação no dia 26 de julho, além de um salto no período, também houve um salto em relação ao mês de julho do ano passado: foi registrado um saldo de US$ 6,94 bilhões, com crescimento de 23,5%.

E onde foram esses principais saltos?

Na exportação, até a quarta semana de julho, o crescimento foi registrado principalmente em três setores. Um deles é a agropecuária, que cresceu 13,5% e somou US$ 3,97 bilhões, principalmente com as vendas de café não torrado, soja e madeira em bruto. Outro setor foi a indústria extrativa, que registrou um crescimento de 68,9% e chegou a US$ 5,87 bilhões, com destaque para vendas de outros minerais em bruto, minério de ferro e seus concentrados e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. Também foi registrado um aumento de 43,9% na indústria de transformação, com US$ 10,56 bilhões, principalmente com exportações de farelos de soja e outros alimentos para animais – excluídos cereais não moídos –, farinhas de carnes e outros animais, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço.

Na importação, o crescimento de compra foi registrado nos mesmos setores. Nas compras da agropecuária, o crescimento foi de 50,3%, que somou US$ 360 milhões, principalmente pela compra de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, trigo e centeio não moídos, e milho não moído, exceto milho doce. Na indústria extrativa, o crescimento foi de 75,8%, com US$ 599,74 milhões, principalmente com a importação de minérios de cobre e seus concentrados, carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado, e gás natural, liquefeito ou não. Já na indústria de transformação, o crescimento foi de 54,7%, que alcançou US$ 12,43 bilhões, principalmente com as compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, e partes e acessórios dos veículos automotivos.

Clique aqui e confira na íntegra os principais resultados da balança comercial.

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – agosto/2021

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Gerenciamento de risco no comex, como melhorar?

Você já parou para pensar em quanta coisa é indispensável e importante no mundo do comércio exterior? Muitas delas são palpáveis e lidamos diariamente, mas elas vão além do que é concreto. Por exemplo, o gerenciamento de risco no comex, você sabe por que é importante e merece a sua atenção? 🤔

Os riscos do comércio exterior não são poucos: desde o início da produção do produto, até a sua chegada no destino final são muitas etapas e parceiros envolvidos e se algo dá errado, os prejuízos podem ir bem além do que uma dor de cabeça: atrasos, multas, avarias e custos adicionais não previstos são alguns exemplos. Ninguém deseja isso, né?

É por isso que existe o gerenciamento de risco: a adoção de práticas dentro da empresa que colaboram com a segurança da operação e com a identificação e minimização de possíveis ameaças.

Uma prática dentro da área que auxilia com todo esse gerenciamento é a certificação OEA, que já falamos bastante por aqui. Mas ela não é única, alguns cuidados e práticas no dia a dia podem ajudar bastante o seu gerenciamento. Confira algumas delas: 👇

Avalie os riscos da sua operação e seus níveis

Para começar, você deve analisar e mapear todas as etapas da sua operação e identificar possíveis riscos que podem acontecer, como transporte, documentações, armazenagem, financeiro, entre outros. Uma dica é começar por aquelas áreas que já apresentaram problema em algum momento.

Depois disso, é importante avaliar esses riscos e entender quais têm mais importância, urgência e podem causar mais prejuízos.

Faça um plano de ação

Com os riscos identificados e mapeados, você precisa criar um planejamento de como ele pode ser evitado. Instruções de trabalho, protocolos, checklists, treinamentos da equipe, alinhamento com parceiros e comunicação assertiva são práticas necessárias.

Controle e monitore seus riscos

Não basta criar formas de evitar riscos, é preciso controlá-las e monitorá-las. Sempre que um problema surgir, separe um tempo para avaliar a causa e analisar como o plano de ação pode ser melhorado.

Também é importante monitorar todas as etapas do processo, a tecnologia é uma grande aliada nisso. Um exemplo bem fácil e prático para você entender é o INova, a estrutura de sistemas integrados desenvolvida pela Freitas. Ao considerar as necessidades dos clientes e com o objetivo de facilitar a gestão dos processos de comércio exterior, o INova reúne todas as informações em um único lugar e administra todos os processos dos clientes: tanto na área de comércio exterior, como financeira. De forma segura e integrada com os sistemas governamentais, ele traz a informatização como mais um diferencial na redução de riscos.

Conte com parceiros certos

A melhor forma de escolher o parceiro certo, que te ajude neste gerenciamento de riscos, é pela sua conformidade. Saber o cuidado que o parceiro tem com as operações internas, como gerencia as informações dos clientes e de que forma lida com o compliance já dão um bom direcionamento para essa escolha. Para ajudar, você também pode fazer uma pesquisa de mercado, entender quanto tempo o parceiro atua e qual a sua experiência, e buscar referências com outras empresas que ele já tenha atuado.

Torne o gerenciamento de riscos uma cultura

Por fim, um passo importante é tornar o gerenciamento de risco e as etapas anteriores parte da rotina da sua empresa: gerenciar o risco não é e não pode ser uma tarefa isolada e pontual, apenas quando um problema ocorrer, pelo contrário, deve ser diária para evitar que problemas maiores ocorram. Esse é um cuidado que deve surgir na gerência e passar por todas as áreas e colaboradores, com treinamentos, bons exemplos e uma comunicação clara.

Viu como é fácil? Se precisar de mais apoio, conte com a gente! Mais do que especializada no gerenciamento de risco no comex, a gente te ajuda com esse processo por aí também! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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UE anuncia taxa de carbono sobre produtos importados, e o que isso significa?

Quanto as políticas relacionadas à mudança climática impactam no comércio exterior, você já se perguntou isso? Na última semana, a União Europeia (UE) anunciou a criação de uma taxa de carbono sobre produtos importados para proteger a indústria europeia de concorrentes estrangeiros que não estão submetidos aos mesmos padrões ambientais. 🌳

Esse plano é o primeiro imposto de fronteira de carbono do mundo e deve impactar, principalmente, sobre importações de aço, alumínio, cimento e fertilizantes.

Entre os países mais vulneráveis a custos adicionais quando a taxa for implementada estão Rússia, China, Turquia e Ucrânia. Já para Reino Unido, Suíça e Noruega, que estão entre os dez países que mais exportam para a UE, o impacto pode ser inexistente, visto que já possuem um preço elevado de carbono. Os Estados Unidos poderão ser atingidos de alguma forma, e é esse impacto que pode dar o tom das próximas reações sobre o plano.

E o Brasil? Conforme o estudo da Deloitte, divulgado pelo jornal Valor Econômico, o Brasil não está na lista dos dez exportadores mais vulneráveis à taxa europeia, mas deve sofrer fortes pressões para reduzir rapidamente suas emissões de CO². O fato preocupa a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o site Comex do Brasil, para a CNI “a medida é discriminatória e desconsidera a equidade, o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas previsto no Acordo de Paris. Além disso, a indústria teme a criação de barreiras ao comércio internacional e, em especial, às exportações brasileiras para a União Europeia de ferro e aço, alumínio, cimento, eletricidade e fertilizantes. A medida pode provocar retaliações comerciais, desvios de comércio e possível violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

Ainda segundo a Confederação, o projeto vai aumentar o ônus dos exportadores dos produtos afetados, além de desconsiderar os diferentes níveis de desenvolvimento dos países para a adequação das políticas climáticas.

Conforme a UE, a proposta da taxa de carbono sobre produtos importados deve ser implementada a partir de 2026, com uma fase de transição que vai de 2023 a 2025, que exigirá o monitoramento e relato das emissões dos importadores.

Por enquanto, a proposta vem sendo debatida por diferentes países em diversos órgãos da Organização Mundial do Comércio, e seguimos acompanhando. Será um novo marco para o comércio internacional? 🤔

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – julho/2021