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Carga projeto: 4 dicas para importar seu maquinário com sucesso

Você está pensando em modernizar ou aumentar a produção da sua empresa com equipamentos do exterior? Mas como fazer quando eles não cabem em contêineres convencionais? 🤔

Hoje o assunto é a importação de cargas projeto, mais especificamente maquinários e equipamentos. Há 15 dias atrás trouxemos dicas sobre a exportação de carga projeto, agora é a vez da importação. Continue a leitura e fique por dentro! 👇

Para lembrar: carga projeto é aquela que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exige a criação de uma operação logística diferente. Afinal, você não vai deixar de comprar um maquinário importante só porque ele é grande, não é mesmo?

Mas para que essa compra seja um sucesso, separamos algumas dicas sobre o processo. Conforme Manoel Florêncio Jr., da área de inteligência de relacionamento da Freitas, neste caso a importação é mais complexa do que a exportação, pois é importante que você assuma a responsabilidade da carga do início ao fim, desde quando sai da fábrica lá fora, até chegar no destino final aqui no Brasil.

1 – Planejamento antecipado

Planejar é a primeira atividade de qualquer processo, mas neste caso pode trazer resultados financeiros significativos. Você já analisou se esse maquinário pode se enquadrar, por exemplo, em um ex-tarifário e quanto pode economizar em impostos?

Ex-tarifário é um regime oferecido pelo governo que reduz temporariamente a alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Sem a aplicação do regime, as importações de bens de capital, por exemplo, têm incidência de até 14%.

Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também. Uma boa diferença, não é mesmo?!

Esse é um regime disponível tanto para cargas projeto como convencionais, mas exige planejamento. De acordo com Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, é preciso planejar com antecedência: “Importante destacar que um Pleito de ex-tarifario deve ser protocolado cerca de cinco meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o Ex ainda não estar publicado, visto que só teremos o benefício se no momento do registro da Declaração de Importação o Ex estiver vigente”. Além disso, ele orienta que seja analisada a classificação fiscal para ver se o bem se enquadra no regime.

2 – Na cotação

Outra dica está na hora da cotação dos parceiros. Como nós falamos sobre a exportação da carga projeto, a escolha de bons parceiros é determinante para o sucesso da sua operação, principalmente neste caso, quando o custo é alto e os cuidados devem ser ainda maiores.

O cuidado já deve estar na escolha do incoterm utilizado. Diferente da exportação, aqui a orientação é um incoterm que deixe toda responsabilidade nas suas mãos: apesar de parecer dar mais trabalho, é o contrário. Ao ter a responsabilidade e o cuidado desde o início, você pode escolher a melhor rota, empresas que tenham experiência no transporte, avaliar o porto de embarque e desembarque e acompanhar tudo de perto.

“Às vezes o cliente se engana achando que a responsabilidade deve ficar a cargo do exportador, mas como é uma carga de valor, é importante estar atento a todos os detalhes para garantir segurança e menos custos”, destaca Manoel.

3 – Atenção às avarias

A questão dos custos, neste caso, está inteiramente relacionada às avarias. Como a carga projeto não é convencional, a escolha do transporte rodoviário na saída da fábrica, o embarque da carga no navio, a forma como será transportada em mar, o desembarque, a forma como é carregada, o armazenamento no porto e a forma como será transportada até o destino final merecem muito mais atenção. “É como comprar um carro novo, mas com ainda mais ansiedade e responsabilidade, afinal, esse maquinário é que vai fazer a sua empresa crescer e ajudar a gerar dinheiro. Por isso é muito importante ficar atento a qualquer risco de avaria”, alerta Leopoldo.

Contar com bons seguros é essencial, mas não exclui a atenção. Afinal, como na compra de um carro, a expectativa é que a máquina chegue novinha e intacta. “O seguro até cobre as avarias, mas não o incômodo e decepção de a carga não chegar como previsto”, acrescenta Leopoldo.

4 – No desembaraço

Outro cuidado importante é a descrição correta da Declaração de Importação (DI) para que o desembaraço seja o mais correto e ágil possível. Se a carga é encaminhada para a central de conferência e, mais ainda, se é exigido um laudo técnico sobre ela, o tempo e os custos aumentam. Além da armazenagem, um custo baixo para um laudo neste tipo de carga é de 10 mil reais.

Outra atenção é quanto à NCM da carga. Se estiver errada no conhecimento de embarque, você nem consegue registrar a DI e o tempo de liberação pode aumentar. “Por isso é importante que o importador assuma toda a responsabilidade, desde o início do processo, e que faça a DI com máximo de informações e detalhes”, destaca Manoel.

Sobre a declaração, também é importante salientar que mesmo que a sua máquina venha desmontada em vários contêineres, o desembaraço sempre será da máquina inteira e não das peças. “Na DI você pode colocar a observação de que o equipamento está parcialmente desmontado para efeito de transporte”, acrescenta.

Assim, com pequenos cuidados ao longo do processo, a sua importação se torna mais segura, mais ágil e mais barata. E como fazer tudo isso? Tenha bons parceiros ao seu lado: escolha quem tem experiência e inteligência! 💡

Pensando em importar máquinas? Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre essas e muitas outras dicas! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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China: a cultura e os negócios

Quanto conhecer a cultura impacta nos negócios, você já se perguntou isso? Quando falamos na China, o impacto é grande e a forma como você se comporta em relação a isso pode ser um grande termômetro para o resultado das suas negociações. Assim, na série Desmistificando o gigante asiático o assunto de hoje não poderia ser outro: cultura.

Na última matéria trouxemos uma série de dicas sobre como conhecer o mercado e iniciar as negociações nas feiras chinesas. Agora que você já deu os primeiros passos no maior país do mundo, o nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading, compartilha algumas dicas para te ajudar nas negociações. Boa leitura! 😊

Sem dúvidas essa é uma das culturas mais marcantes e também diferentes no mundo inteiro: a cultura chinesa é levada a sério em todos os cantos do país e tem muitas diferenças com a nossa.

1 – Do português ao mandarim

Sem pensarmos muito o que logo vem à mente é a língua: contar com um fluente no idioma mandarim, além de mostrar interesse e comprometimento por parte do empresário brasileiro, também facilita muito toda a negociação. Se você não domina a língua, pode optar pelo inglês, mas como esse é um ponto-chave, o melhor mesmo é contar com um parceiro para te ajudar nesta parte.

2 – De olho no relógio

A pontualidade é muito importante na cultura chinesa e atrasos mostram falta de respeito. Além disso, é legal organizar a agenda com folga: os chineses são muito hospitaleiros e às vezes a reunião pode levar mais tempo do que o programado.

3 – Hierarquia

Conforme Eber, outro ponto marcante na cultura chinesa é a hierarquia. “Fruto do regime comunista, a hierarquia é levada muito a sério”, afirma. Assim, é importante ter clareza dos cargos dentro de uma empresa para fazer pedidos, por exemplo.

4 – A entrega do cartão

Você já parou para analisar a forma que você entrega o seu cartão de visita? Pois é, isso faz diferença na China: a informalidade ao entregar ou receber o cartão pode parecer para os chineses que não foi dada a devida importância. Assim, os cartões devem ser entregues pessoalmente, com as duas mãos, olhando nos olhos e cumprimentando. Antes de guardar o cartão recebido é importante olhá-lo e, claro, faz diferença também o local onde você vai guarda-lo.

5 – Negociações junto à comida

Na China é muito comum discutir negócios em almoços ou jantares. Conforme Eber, foi junto à refeição que conseguiu fechar muitos negócios com clientes brasileiros. “Eles valorizam muito o fato de se sentar e comer a comida deles, gostam de fartura na mesa”, conta.

Em algumas experiências, Eber recorda que alguns brasileiros fizeram caretas ou não quiseram experimentar seus pratos, o que não é legal: “Uma forma de agradar os chineses é receber o alimento de forma cordial. Causa uma empatia muito grande compartilhar a comida com eles”.

Segundo Eber, como no Brasil, cada região da China tem um tipo de comida diferente, mas é muito comum frutos do mar, muita verdura e até comidas exóticas. Entretanto, para seu paladar brasileiro ficar tranquilo, saiba que já é possível encontrar na China boas cafetarias, churrascarias e até o nosso famoso guaraná.

6 – Presentes

Outra coisa comum nas negociações chinesas são as trocas de presentes. Eber conta que eles são muito hospitaleiros e valorizam muito seus hóspedes: gostam de presentear, principalmente com chás típicos, e algumas fábricas até podem te receber com letreiros de boas-vindas personalizados.

Se você também quiser presentear, uma boa dica são objetos típicos do Brasil e da nossa cultura.

7 – Primeiro negociar, depois pechinchar

Conforme Eber, quando conduz os brasileiros à missão compradora, é comum o pressuposto de que tudo na China deve ser mais barato e respostas como “está caro” e “precisamos de desconto” logo vem à tona. Entretanto, não é recomendado pechinchar ou barganhar de cara com a fábrica: “primeiro você escuta a negociação, causa a empatia e depois pensa na precificação junto com valores de frete e logística”.

De acordo com a experiência com os negócios chineses, Eber trabalha com uma metodologia de negociação que se inicia com a conexão e identidade, para depois partir para a engrenagem dos valores.

8 – Parceiros certos

A nossa última dica vem reforçar o que já falamos sobre as feiras e também facilitar tudo o que você leu até então: conte com parceiros certos. Para que a viagem e as negociações sejam bem sucedidas, você pode e deve contar com o conhecimento e experiência de quem conhece os dois lados, ou seja, sabe as suas necessidades e conhece os desejos dos chineses.

Aqui na Freitas temos o parceiro certo para te ajudar. Vem bater um papo com a gente e leve o seu negócio para o mercado chinês. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Golden Week: saiba como se programar para evitar atrasos e mais custos com a logística

Desde o início do mês de agosto está mais caro fazer transações marítimas com a China: está ocorrendo uma restrição muito grande, onde quase todos os armadores estão com overbooking, ou seja, com excesso de cargas e sem espaço nos navios. Isso se dá por uma junção de fatores: alta demanda de cargas, black sailing e chegada da Golden Week, que neste ano será entre os dias 1 e 8 de outubro, mais um motivo para postergação de embarques e aumento de tarifas.

Você já ouviu falar na Golden Week? É como o nosso dia 7 de setembro: Dia Nacional da China. Entretanto, lá o feriado ocorre por uma semana e, em decorrência das festividades, todos os setores paralisam os seus serviços. Assim, além de uma redução no fluxo de importação e exportação durante sete dias, ocorre o aumento nas demandas de espaço nas semanas que antecedem e sucedem o feriado.

Com tudo isso, os serviços com rotas diretas ou via Ásia devem ter espaços comprometidos e o escoamento das cargas pode ocorrer pela América Central, África ou Europa. Os armadores já ressaltaram que todos os embarques estão sujeitos a disponibilidade de espaço no serviço escolhido, podendo ocorrer modificação de rota e, consequentemente, transit time a qualquer momento e sem aviso prévio.

Ixe, e agora? Infelizmente a previsão para normalização e redução dos custos é para a segunda quinzena de novembro, próximo ao mês de dezembro, e não é possível mudar o cenário. Mas separamos cinco dicas para evitar um aumento ainda maior de tarifas:

1 – Adiante ao máximo a importação/negociação com o exportador, para antecipar também a logística;

2 – Tenha claro a data de prontidão das mercadorias e informações da carga (como peso bruto, volumes, dimensão, cubagem) para que o agente consiga antecipar as informações para o armador, a fim de garantir booking;

3 – Se a sua carga é urgente, programe-se bem para providenciar o embarque antes do feriado;

4 – Considere rotas e portos alternativos, isso pode lhe dar mais opções de embarque;

5 – Conte com parceiros certos para te ajudar na identificação das melhores rotas e preços adequados à sua necessidade.

E aí, precisa de algum apoio neste momento? Aqui na Freitas temos uma equipe especializada e pronta para te ajudar! 😉 Vem bater um papo com a gente!

Abraços,
Equipe Freitas

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Avarias: o que são e como se precaver?

Quando falamos em avaria estamos falando de um estrago ou dano causado ao navio ou à carga, bem como as despesas para preservação de ambos. A conceituação e tipos de avarias estão dispostas no Código Comercial a partir do artigo 761 e há dois tipos diferentes delas: avarias grossas ou comuns, e avarias simples ou particulares. Conheça um pouco mais sobre cada uma:

Avarias grossas

As avarias grossas, também chamadas de avarias comuns, podem ocorrer por acidentes ou situações que coloquem em risco o navio e a tripulação e que são tomadas decisões humanas para minimizar esses riscos ou danos. Mas como assim?

Por exemplo, quando em uma tempestade a tripulação lança uma carga ao mar para aliviar o navio; ou quando em um incêndio em equipamentos do navio cargas acabam sendo molhadas com água salgada, são consideradas avarias grossas ou comuns pois são avarias definidas pela ação humana para a sobrevivência ou preservação física dos tripulantes, das outras cargas e também do próprio navio.

Como nesses casos a tripulação tem pouco tempo para determinar com precisão de quem são as cargas que estão descartando ou que estão causando danos, e como as cargas estão sofrendo os danos em benefício do bem comum, nesse tipo de avaria as despesas e prejuízos são divididos proporcionalmente por todos os envolvidos. Ou seja, se a sua carga desembarcou de um navio com problemas, que teve avarias grossas, mesmo que ela não sofreu danos, você é corresponsável por arcar com um percentual dos prejuízos.

Entretanto, é importante ressaltar que a declaração de avaria grossa ou comum só é efetivamente reconhecida e válida após a avaliação de um comitê internacional para a apuração de responsabilidades e verificação se todas as condições particulares foram cumpridas. As regras de York-Antuérpia é que determinam o que é um ato de avaria grossa e definem seus fundamentos e suas despesas.

Avarias simples ou particulares

Já as avarias simples ou particulares são danos materiais ou despesas causadas involuntariamente à carga ou ao navio e independem da ação humana, ou seja, quando o capitão e a tripulação não decidiram por aquele dano. Elas podem acontecer por tempestades e vendavais que levariam a carga ao mar ou que poderiam molhar a carga, ou até mesmo imprudência, imperícia ou negligência do comandante, funcionários do navio ou terceiros.

Esse tipo de avaria não ocorre somente em alto mar, também pode ocorrer quando o navio está em um porto, durante o embarque ou desembarque.

Nesta modalidade o princípio básico é que os prejuízos do dano sofrido ficam ao encargo do proprietário do que foi lesionado, ou seja, caso haja problemas no navio, as despesas são do armador, caso a carga tenha sofrido dano, o prejuízo é do dono da mercadoria, ou do seguro, se ele tiver.

Como se precaver?

E falando em seguro, essa é a melhor forma de se precaver de grandes prejuízos. Como falamos, os riscos de avarias não podem ser previstos, mas você não precisa assumir todo esse risco sozinho.

Se a sua carga estiver assegurada, além da questão dos custos, você conta com a assessoria para resolver todo o processo, visto que envolve formulários e trâmites legais para a resolução, liberação e nacionalização da carga. Sem seguro, o risco fica bem maior: além do valor, você precisa cuidar com despesas de demurrage e armazenagem até a resolução do problema.

Aqui na Freitas contamos com processos excepcionais e parceiros certos para te deixar tranquilo caso aconteça qualquer tipo de avaria. Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre as opções! 😉

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Visitar feiras na China é um bom passo para começar?

Você lembra que começamos por aqui uma nova série de conteúdos sobre a China? A cada 15 dias trazemos algumas dicas para você conhecer um pouco mais sobre o país e ter sucesso nas negociações por lá a partir da experiência do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

A gente já sabe que a China é um grande parceiro comercial do Brasil e tem muito potencial para alavancar seus negócios, mas como e por onde começar? Será que arrumar as malas e se aventurar sozinho é a melhor opção?

Bom, para começar a gente precisa saber que uma viagem para a China não é como ir à cidade ali ao lado, requer bastante planejamento: a língua e a cultura são muito diferentes, é um país muito grande e com muitas opções de negócios e, da mesma forma, feiras é o que não faltam por lá.

Então sim, as feiras podem ser um bom passo para começar, mas requerem alguns cuidados e não são únicas: para o bom aproveitamento da viagem você pode incluir outras atividades no cronograma, como visitar fábricas, por exemplo. E você pode fazer tudo isso de duas formas: sozinho ou bem assessorado.

A primeira opção é quase como andar no escuro com uma lanterna de pilha fraca. Imagine só: as feiras parecem como cidades e acontecem a todo o momento. Como escolher a feira certa sozinho? Como se localizar na feira? Como se comunicar sem o mandarim

Conforme Eber Pinho, a maior e mais famosa feira da China é a Canton Fair, onde você encontra tudo o que pode imaginar. Ela acontece duas vezes por ano, geralmente em abril e outubro, tem três fases e dura três semanas completas: a cada semana apresenta segmentos diferentes. “Essa é uma feira muito turística, onde você pode conhecer muitas coisas, mas não é uma grande possibilidade de negócio”, explica Eber.

Ele lembra de um episódio que ocorreu em 2014 nessa feira: encontrou brasileiros perdidos, desesperados e traumatizados da viagem. “Eles queriam ver a parte de maquinário, pegaram o avião e foram, mas falavam apenas inglês”, recorda. Como a feira parece uma cidade é muito difícil se encontrar e, apesar de contar com o serviço de tradutores logo na entrada, são pessoas que não conhecem o seu negócio e as especificações do seu produto, então a comunicação com negociadores fica um pouco limitada. Além disso, na China é pouco o número de pessoas que falam inglês, então não é tão simples se comunicar com o taxista ou mesmo pedir uma boa refeição.

Se a primeira opção parece um pouco assustadora, a segunda é ao contrário. Ao contar com uma boa assessoria tudo fica mais fácil: você aproveita melhor a agenda, evita problemas de comunicação, vai nas feiras e pessoas certas e tem melhores possibilidade de negócios. Esse é um dos trabalhos que Eber desenvolve: se torna um sócio virtual da sua operação lá na China e deixa tudo organizado para quando você estiver de malas prontas. Ou seja: entende o que você precisa, aciona o seu time na Ásia para fazer o desenvolvimento de fornecedores e te assessora desde a chegada do avião até o retorno para casa.

“Nós recomendamos as feiras específicas, assim o cliente fica um ou dois dias focado conhecendo os catálogos certos e, paralelamente, visita fábricas com a credibilidade já checada antes”, explica. Para se ter uma ideia da especificidade das feiras, por exemplo, no sul da China há uma feira inteirinha sobre iluminação a led.

Além de todo esse apoio na língua, cronograma assertivo e desenvolvimento de fornecedores, com uma boa assessoria você também pode contar com mais sucesso na hora da compra, afinal, você terá ao lado alguém com expertise em comércio exterior e também na precificação, que vai além do produto, também acrescenta-se o frete, o desembaraço aduaneiro, entre outros. Muito melhor, não é mesmo?

Para você se organizar, as feiras da China geralmente acontecem entre os meses de março e início de dezembro. No final de dezembro e meses de janeiro e fevereiro os negócios ficam um pouco limitados em função do inverno e do Ano Novo Chinês, onde as fábricas param por cerca de 20 dias. “Então esses meses não são recomendados, só se você já tiver algo agendado com fábricas”, atenta Eber.

Hoje, em função da pandemia do novo coronavírus, as feiras estão acontecendo de forma virtual aos estrangeiros: eles repassam o link e você faz o acesso virtual aos catálogos. Para o mercado interno elas já estão abertas de forma presencial e com todos os cuidados necessários, como máscaras e uso do álcool em gel.

A expectativa é que no ano que vem elas voltem a acontecer presencialmente para o mundo inteiro e você já pode começar a se programar. Se você deseja que esta viagem seja um sucesso, vem falar com a gente, temos os parceiros certos para te ajudar! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Conformidade aduaneira: saiba como escolher o parceiro certo e evitar riscos

Quando falamos em comércio exterior uma palavra é muito importante e precisa estar presente no dia a dia: conformidade. Ela se aplica na operação interna das empresas, nos processos externos e também na escolha dos parceiros certos.  Você sabe da importância em escolher um despachante aduaneiro que esteja em conformidade, por exemplo? Continua e a leitura e confira! 😉

Afinal, o que faz um despachante aduaneiro?

Despachante aduaneiro é aquele profissional ou empresa que assessora empresas que desejam importar e/ou exportar com os órgãos governamentais e outras entidades. É ele quem assessora a empresa em todo o processo: analisa as licenças e registros necessários, organiza a documentação, acompanha a verificação da mercadoria na conferência aduaneira, recebe as mercadorias desembaraçadas, solicita as vistorias, entre outros. Ou seja: auxilia em toda a parte burocrática e, principalmente, trabalha para que os seus processos estejam em conformidade com todas as regras.

Ao estar em conformidade, a operação segue de forma mais rápida e com menos custos, evitando problemas como multas, atrasos e até mesmo a apreensão de mercadorias.

Assim, o despachante aduaneiro atua como um “Parceiro Comercial” e deve seguir todos os critérios que atendam aos níveis de segurança, conformidade e confiabilidade exigidos pela empresa, sempre evidenciando tais processos.

E como escolher o parceiro certo?

Há alguns anos a Receita Federal dava uma mãozinha nisso com a certificação do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado – OEA também para os despachantes. O Programa certifica parceiros estratégicos das aduanas que comprovam a confiabilidade e a previsibilidade de suas movimentações, evitando riscos, garantindo segurança e confiabilidade. Hoje a classe não está mais contemplada, mas há quem se certificou e segue isso à risca: aqui na Freitas, ainda atuamos de acordo com todos os critérios da certificação e, inclusive, trabalhamos na condução de processos de certificação dentro das empresas.

Mas independente de certificação, a melhor forma de escolher o parceiro certo é pela sua conformidade (viu só como essa palavra é importante?). Saber se o parceiro tem processos bem desenhados para a operação de comércio exterior, de que forma ele lida com o gerenciamento de risco, se possui um código de ética e conduta e se esse documento é compatível com seus valores e condutas, entender como funciona o seu sistema de segurança das informações, investigar se o parceiro conta com um setor de Gestão da Qualidade e Compliance focados no cumprimento das regras de conformidade do negócio, enfim, realizar uma due diligence para conhecer um pouco melhor o nível técnico do parceiro e garantir o atendimento aos requisitos de segurança, conformidade e confiabilidade exigidos pela empresa de acordo com sua função na cadeia logística.

Além disso, empresas certificadas ou interessadas na certificação OEA devem aplicar um Acordo Técnico de Compliance e Segurança, que seja devidamente entendido, firmado entre as partes e implementado. Desta maneira, o documento se tornará um compromisso documentado entre as empresas para adotarem processos, procedimentos e controles que asseguram a integridade da cadeia logística e o cumprimento da legislação aduaneira.

Para ajudar, você também pode fazer uma pesquisa de mercado, entender quanto tempo o parceiro atua e qual a sua experiência, além de buscar referências com outras empresas que ele já tenha trabalhado.

E aí, ficou mais fácil escolher o parceiro certo e seguir em conformidade com as suas operações de comércio exterior?

Venha conhecer um pouco melhor os nossos processos de Compliance e Segurança, aqui na Freitas, além da conformidade você ainda conta com uma equipe de especialistas para te ajudar nas operações de importação e exportação. Vem bater um papo com a gente!

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Nova série: Desmistificando o gigante asiático

China. Quando falamos em mercado internacional é difícil não pensarmos no país mais populoso do mundo: é a maior economia de exportação do mundo, o maior parceiro comercial do Brasil em volume de vendas e, em janeiro deste ano, liderou a lista de destinos das exportações brasileiras.

Mas como começar as negociações? Da mesma forma que são grandes os potenciais e as vantagens comerciais, são grandes as peculiaridades do país: língua, cultura, vasto território e uma infinidade de opções de empresas para vender e/ou comprar acabam dificultando o planejamento e os primeiros passos da negociação.

Pensando nisso, hoje começamos uma nova série de conteúdos por aqui: Desmistificando o gigante asiático. A cada 15 dias, você poderá conhecer um pouco mais sobre a China e como acontecem as negociações por lá. Como fazer um bom negócio na China? Quais são e onde estão os polos de negócios do país? Como apresentar a minha empresa para um chinês? Como comprar bons produtos? O que eles prezam no mundo dos negócios?

Essas e outras tantas dúvidas você vai poder tirar com a gente e com quem conhece do assunto. Para esta série, contamos com a participação do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

Com 23 anos de experiência profissional na área do comércio internacional e em contato com o continente asiático, Eber pode até ser chamado de um brasileiro-chinês: viaja para a China com frequência por 20 anos e a empresa na qual é sócio tem nove escritórios próprios no gigante asiático. Lá ele representa empresas brasileiras e cuida de todos os negócios, ou seja, tem experiência e conhecimento sobre o assunto para dar e vender.

Conforme ele, não é apenas boato que a China tem uma cultura muito forte e preza por isso e, assim, alguns cuidados podem ajudar nos negócios com o país, tanto para abrir caminhos para sua exportação, como para conseguir fazer boas compras na importação. Então nada mal aprendermos algumas dicas juntos, não é mesmo?

Esta série será publicada por aqui a cada duas semanas e também nas nossas redes sociais, mas se você quer garantir todo o material, que tal assinar a nossa newsletter? O conteúdo fica ainda mais interessante: chega no seu e-mail e é só aproveitar a leitura.

Gēnsuí, dàliàng xìnxī jíjiāng dàolái!

Ops, ainda não chegamos no mandarim: Acompanhe, vem muita informação por aí! 😉

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Cargas perigosas: um olhar para as nossas operações

Cargas perigosas: a necessidade de um cuidado redobrado já vem no nome. Chamadas também de cargas IMO, sigla em inglês para Organização Marítima Internacional (órgão intergovernamental da ONU que classificou as cargas perigosas), ela é toda e qualquer substância que, dadas às suas características físicas e químicas, possa oferecer, quando em transporte ou armazenamento, riscos à segurança pública, saúde de pessoas e meio ambiente.

Conforme a Resolução n.5232/2016, que traz as instruções sobre o tema, são mais de 3 mil itens considerados perigosos, os quais são divididos em nove classes:

1 – Explosivos;
2 – Gases;
3 – Líquidos inflamáveis;
4 – Sólidos inflamáveis;
5 – Substâncias combustíveis e materiais oxidantes;
6 – Substâncias tóxicas (venenosas) e infecciosas;
7 – Materiais radioativos;
8 – Materiais corrosivos;
9 – Mercadorias perigosas diversas.

Assim, é essencial que empresas que vão trabalhar com este tipo de mercadoria tenham alguns cuidados básicos, como:

Atenção aos documentos

O primeiro ponto são os documentos necessários. Um deles é a Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ), que contém todos os dados relativos às propriedades e especificações da carga e possibilita que a transportadora defina os procedimentos ideais para a manipulação e movimentação da carga. Também são necessários: Ficha de emergência, MDGF (Multimodal Dangerous Goods Form – Formulário Multimodal de Mercadorias Perigosas), MDSD (Material Safety Data Sheet – Folha de dados de segurança do material) e a Nota fiscal.

Atenção à infraestrutura e ao seguro

É importante estar atento à infraestrutura do transportador e da armazenagem para este tipo de carga. Além de garantir a segurança da carga e de todo o ambiente em volta, essas regras garantem a cobertura do seguro. Conforme Cristiano de Oliveira, da Unnity Corretora de Seguros, empresa parceira da Freitas, antes de receber este tipo de mercadoria, o transportador precisa estar de acordo com a regulamentação das cargas perigosas para que todas as situações sejam garantidas. “Dentro das operações portuárias essa regulamentação é mais controlada pois está diretamente vinculada à certificação OEA”, afirma.

Além disso, uma outra dica relacionada ao seguro diz respeito a responsabilidade solidária, ou seja, quando o importador e/ou exportador é responsabilizado de forma solidária em caso de quebra de exigências dos órgãos reguladores ou falhas que venham causar danos materiais e/ou corporais a terceiros e ao meio ambiente. Nesse caso, a orientação é que as empresas adotem critérios rigorosos na seleção e contratação de seus prestadores de serviços: transportadores e armazéns gerais que irão manipular seus produtos.

Leia mais em: Cuidados na contratação do seguro de transportes internacionais.

Atenção às embalagens e sinalizações das cargas IMO

As cargas perigosas contam com embalagens próprias para cada classe e característica, o que inclui a identificação do item, os símbolos e alertas quanto aos riscos que oferece, entre outros.

Esses são apenas alguns dos pontos de atenção necessários. Assim, se você trabalha ou está pensando em trabalhar com este tipo de carga, conte com parceiros experientes em todo o processo: com conhecimento e atendimento a todas as exigências necessárias, o perigo não ultrapassa o nome da carga!

Venha bater um papo com a gente, temos uma equipe especializada e parceiros que podem te deixar seguro e tranquilo! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Cargas LCL: reduza custos com a consolidação de mercadorias

Não importa o tamanho da sua carga, sua empresa também pode optar pelo transporte marítimo internacional através da consolidação de mercadorias.

Muitas empresas imaginam que operações marítimas são viáveis apenas para cargas volumosas, suficientes para encher um contêiner, mas isso não é verdade. Você sabia que existe a possibilidade de agrupar várias mercadorias, de diferentes empresas, formando um único carregamento? Sim, isso é possível!

Continue a leitura e conheça um pouco mais sobre essa modalidade de transporte, suas principais vantagens e particularidades que podem impactar no custo-benefício das suas operações. 😉

Transporte de cargas em contêineres

O transporte de cargas em contêineres conta com duas modalidades: o FCL (full container load) e o LCL (less than container load).

O FCL, ou contêiner totalmente carregado, como o próprio nome diz, é indicado para empresas que tem carga suficiente para lotar um contêiner sozinha. Ou também pode ser considerado quando uma empresa não tem carga suficiente, mas, mesmo assim, deseja que a sua mercadoria seja carregada e transportada sozinha.

Já o LCL, ou contêiner com menor carga, é indicado para empresas que não tem carga suficiente para encher um contêiner e, por isso, desejam compartilhar o transporte. Assim, evitam pagar por um espaço que não utilizarão: o custo é dividido entre todas as empresas que transportarão suas mercadorias naquele contêiner. Nesse caso, a empresa sabe que o contêiner será compartilhado, sendo que a carga é enviada junto à de outros importadores/exportadores. O LCL também é conhecido como cargas soltas consolidadas.

Cargas LCL e suas vantagens

A consolidação de cargas é uma ótima opção para empresas que não possuem mercadorias suficientes para lotar um contêiner, pois o custo total do frete é reduzido, uma vez que todas as taxas são rateadas entre todos os importadores/exportadores e cada um paga somente pelo espaço utilizado. Inclusive, neste modelo de transporte, os gastos com seguro são reduzidos, pois há uma diminuição de furtos e avarias.

Outra vantagem é que nessas operações o processo logístico também é favorecido: concentrar diversas cargas e lotes em unidades que seguem um padrão facilita o transporte, controle e movimentação das mercadorias, garantindo manejo rápido e eficiente e a redução dos custos logísticos envolvidos.

Além disso, esse modelo de transporte evita riscos com demurrage, ou seja, quando o contêiner chega no porto de destino, ele já segue para a distribuição das mercadorias, impedindo que haja multa pelo tempo de estadia excedido da carga no porto.

Particularidades nas operações LCL

Olha que bacana: as operações LCL não possuem restrição quanto à quantidade de empresas que dividem o mesmo contêiner, inclusive, pode envolver faturas comerciais negociadas com moedas e condições de pagamento distintas.

No entanto, Tiago Duarte, nosso especialista em importação orienta: “É importante estar atento à padronização dos termos internacionais de comércio (Incoterms) utilizados nas faturas comerciais que servirão de instrução para o despacho aduaneiro, já que os Incoterms possuem um papel importante na definição do custo do transporte internacional, o qual engloba diferentes custos e responsáveis, de acordo com cada negociação”.

Além disso, conforme o Regulamento Aduaneiro, Decreto 6759/09, no Art. 78, I: “O custo do transporte de cada mercadoria será obtido mediante a divisão do valor total do transporte proporcionalmente aos pesos líquidos das mercadorias”, ou seja, para a obtenção do valor do frete proporcional a cada adição, o Siscomex considera apenas o peso líquido da mercadoria como critério para o devido rateio.

Portanto, na prática, se houver uma empresa com fatura comercial negociada na condição EXW, no qual imputa custos maiores na contração do frete internacional, comparado com outra fatura comercial negociada na condição FOB, não será possível alocar precisamente o custo do frete específico de cada mercadoria, uma vez que o critério de rateio continua sendo apenas o peso líquido das mercadorias.

Assim, a padronização dos Incoterms entre as empresas envolvidas numa operação LCL facilita os procedimentos logísticos para o embarque, uma vez que permite alinhar o mesmo local de entrega das mercadorias em um armazém, ou até mesmo, a entrega das mercadorias no mesmo porto a ser utilizado para o embarque na origem.

E aí, gostou desse conteúdo? Se você está pensando em utilizar essa modalidade, lembre-se que parceiros estratégicos podem te ajudar a identificar as melhores opções para a sua operação de comércio exterior, garantindo mais benefícios e menos custos.

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Tudo o que você precisa saber sobre acordos comerciais

Você já ouviu falar sobre acordos comerciais? Famosos na seção de economia dos jornais, você sabe como funcionam, quais são as fases necessárias para ele se concretizar e de que forma impactam na questão financeira das empresas? Esse é o nosso assunto de hoje, continue a leitura e confira! 😉

O que são acordos comerciais e seus benefícios

Muito se escuta sobre os acordos comerciais mundo a fora, mas afinal, o que ele realmente é? Um acordo comercial é um tratado firmado entre países ou grupos de países para obter benefícios mútuos envolvendo redução de impostos, tarifas alfandegárias e barreiras ao comércio de bens e serviços de seus membros.

Dessa forma, acordos comercias são importantes no âmbito comercial/econômico e também politicamente. Acordos podem abrir mercados: eliminam barreiras às exportações e investimentos, impulsionam reformas internas, aumentam a competitividade industrial e também a produtividade da economia. Outra questão é que os acordos comerciais definem regras que geram mais segurança jurídica nos negócios, equilibrando condições de competição em mercados estratégicos. Politicamente, com acordos se criam parceiros.

Etapas e áreas envolvidas

Assim, com tantos benefícios, é comum que as empresas, principalmente as que já estão inseridas no comércio exterior, fiquem atentas às notícias sobre o assunto e aguardem ansiosamente novos acordos. Mas você sabia que eles contam com várias fases até entrarem em vigor?

Às vezes, a possibilidade de um novo acordo é noticiada e precisamos saber o que vem a partir de então. Um acordo ou um tratado internacional inicia com a fase de negociação, depois passa para assinatura, procedimento interno, ratificação, promulgação, publicação e, por fim, o registro.

Por envolver muitas questões, várias são as áreas evolvidas também. No Brasil, o órgão competente para tomada de decisões quanto a abertura de negociações comerciais, ampliação de acordos já existentes e definição de ofertas e autorização para a abertura de acordos incertos é a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior – Camex. No âmbito das negociações internacionais, é o Ministério das Relações Exteriores que faz a coordenação, junto com membros da Camex e de outros Ministérios, como o da Economia e do Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (MAPA), por exemplo, dependendo dos temas envolvidos na negociação.

Acordos comerciais com o Brasil

Conforme a Camex, o Brasil faz parte de 25 acordos atualmente (confira a lista completa aqui), seis estão em negociação e quatro em tramitação.

Entre os acordos comerciais em negociação estão:

Acordo comercial expandido Brasil – México: Desde a retomada em março de 2019 do livre comércio de veículos, o governo brasileiro trabalha para ampliar o acordo com o México para outros setores como serviços e compras públicas, assim como ampliar as preferências para bens industriais e agrícolas.

Mercosul – Canadá: O Mercosul e o Canadá estão em fase avançada nas negociações para um acordo de livre comércio. Estão incluídas nessas negociações um acordo amplo envolvendo disciplinas tarifárias e não-tarifárias como serviços, compras governamentais e propriedade intelectual, entre outras.

Mercosul – Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA): As negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e EFTA (bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) tem negociação de: bens; regras de origem; facilitação de comércio; medidas sanitárias e fitossanitárias; serviços; barreiras técnicas ao comércio; propriedade intelectual; compras governamentais; investimentos e disposições horizontais, legais e institucionais.

Mercosul – Coreia do Sul: As negociações em andamento abrangem bens, serviços, compras públicas, investimentos, comércio eletrônico, defesa comercial, barreiras não-tarifárias e propriedade intelectual, entre outros temas.

Mercosul – Singapura: O país asiático é considerado um destino importante para trânsito e distribuição de produtos brasileiros na Ásia e um grande exportador de capitais. Dentre os temas em pauta estão: acesso ao mercado de bens, barreiras não-tarifárias, comércio de serviços e investimentos.

Mercosul – Índia: O Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia está vigente desde junho de 2009 quando foi promulgado pelo Decreto n.º 6.864. O ACP engloba 450 linhas tarifárias ofertadas pela Índia e 452 itens pelo Mercosul, com margens de preferência de 10%, 20% ou 100%.

Entre os acordos comerciais em tramitação:

Mercosul – União Europeia: um acordo que trará melhorias significativas às condições de acesso em bens e serviços a um mercado estimado em 500 milhões de pessoas com um PIB per capita médio da ordem de US$ 34 mil. Os textos do acordo, bem como as ofertas de acesso a mercado de bens, serviços e compras governamentais, estão em fase de preparação para o início do processo de internalização. Confira o que muda nos negócios com este acordo aqui.

Mercosul – Palestina: O Acordo de Livre Comércio (ALC) Mercosul-Palestina foi assinado em dezembro de 2011. O texto do Acordo foi aprovado por meio do Decreto Legislativo nº 150, de 11 de setembro de 2018, e aguarda a sanção presidencial no Brasil. O acordo encontra-se em fase de internalização pelos demais sócios do Mercosul.

Acordo de Ampliação Econômico-Comercial entre Brasil e Peru: O acordo disciplina matérias de investimentos, serviços e compras governamentais, com vistas à maior integração comercial. O Acordo teve o texto aprovado pelo Decreto Legislativo nº 42, de 24 de março de 2017. Para a entrada em vigor aguarda-se a sanção presidencial no Brasil e o fim dos tramites de internalização no Peru.

Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile: O acordo encontra-se na fase inicial de tramitação no Executivo e posteriormente será enviado para avaliação no Legislativo. O texto visa ampliar o escopo temático e aprofundar o Acordo de Complementação Econômica do Mercosul nº 35 (ACE nº 35), em vigor desde 1996 e que regula o comércio entre o Chile e os países do Mercosul e incluir capítulos específicos para diversas disciplinas como compras públicas, investimentos, barreiras técnicas, medidas sanitárias, entre outros.

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Equipe Freitas