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Entenda melhor o cenário da escassez de matéria-prima e aumento nos preços


Se você está sofrendo com a escassez de matéria-prima ou aumento no valor dos insumos, saiba que não está sozinho. Mesmo com a retomada das atividades, a primeira onda da pandemia do novo coronavírus ainda apresenta problemas na produção e no comércio brasileiro, que impactam toda a cadeia, até o consumidor final.

Mas por que isso está acontecendo e até onde vai? Para entender melhor o problema e responder essas perguntas, reunimos algumas informações publicadas pela BBC News. Na matéria “Pandemia gera escassez de matéria-prima e faz preços subirem no Brasil”, a jornalista Thais Carrança apresenta seis fatores que explicam essa situação.

De acordo com a matéria, o primeiro ponto vem lá do início da pandemia: a redução da produção que ocorreu entre março e abril. Seguindo a exigência de distanciamento social e pela incerteza e falta de perspectivas de quando o consumo iria se normalizar, as indústrias colocaram o pé no freio. Dados do IBGE apontam uma queda de 27% na produção nesses dois meses.

O segundo ponto, em decorrência da falta de perspectivas, foi o consumo dos estoques. Empresas e varejo consumiram seus estoques sem habitual reposição e quando a atividade começou a retomar, o estoque não deu conta da demanda.

Mas como as indústrias e comércios não se preparam para a retomada? Além de ser um período de incertezas, especialistas apontam que a recuperação da atividade econômica do país foi mais rápida do que se esperava, grande parte pelos efeitos do auxílio emergencial sobre o consumo. A notícia de retomada com certeza é boa, mas é o terceiro fator que explica a escassez e alta dos preços de matéria-prima.

Junto com as demandas nacionais, somam-se as do comércio exterior. Como já falamos por aqui nos últimos meses, foi um período de aumento de exportações de commodities e aumento do dólar, o que favoreceu a venda para fora e diminuiu as importações. O resultado: aumento dos preços no mercado interno.

Somado a isso, outro fator foram os gargalos logísticos. Por aqui estamos constantemente trazendo alertas de programação sobre a queda na oferta de espaço, tanto aéreo como marítimo, e o aumento no valor dos transportes. Além de mais tempo para as transações, os custos também cresceram.

Por fim, a matéria apresenta como sexto ponto a maior demanda das empresas, o que retroalimenta esse ciclo. Com medo da escassez, os pedidos são maiores, agravando esse processo que ainda está fragilizado.

Mas até quando esse problema vai?

Economistas apontam na matéria que tem data para acabar: no primeiro semestre de 2021 a oferta e demanda devem se alinhar. Já os preços altos devem seguir em alta ou estabilizarem no próximo ano, sem expectativas de baixa.

Assim, se você precisa importar e não quer alterar os custos para o seu consumidor final, a dica é bastante planejamento e atenção neste processo. Cuidados no processo logístico e aduaneiro são essenciais e a gente pode te ajudar! 😉

Planejando suas compras e vendas com o exterior para 2021? Vem bater um papo com a gente!

Abraços,
Equipe Freitas