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Escassez de insumos e matéria-prima nacionais persiste


Há pouco mais de quatro meses falamos por aqui do cenário da escassez de matéria-prima e aumento dos preços; a expectativa era de uma melhora ainda no primeiro semestre deste ano, mas foi postergada. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, no mês de fevereiro, essa falta atingiu 73% das empresas da indústria em geral (extrativa e de transformação) e 72% da indústria da construção; percentuais próximos à sondagem realizada no mês de novembro de 2020.

Além da escassez de produtos nacionais, a pesquisa feita com 1.782 empresas também aponta a dificuldade em matéria-prima importada, independente do valor pago. Conforme a CNI, essas dificuldades ainda são resultado das incertezas que a economia atravessou durante a primeira onda da pandemia da covid-19 em 2020, quando muitas empresas cancelaram a compra de insumos.

O fato é agravado pela desvalorização do real frente ao dólar e das exportações estarem ainda mais atrativas, levando os fornecedores nacionais a redirecionarem os insumos ao mercado internacional.

O impacto é sentido pelos clientes. De acordo com a pesquisa, 30% das empresas da indústria da construção declararam dificuldade para atender os clientes, o número sobe para 45% nas indústrias gerais e 69% no setor de informática, eletrônicos e ópticos.

E qual é a expectativa de melhora?

Para 37% das empresas participantes da pesquisa, a expectativa é da normalização até o final do mês de junho, 42% acreditam que isso só ocorrerá no segundo semestre, e 14% vislumbram melhora apenas em 2022.

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – abril/2021