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Novos valores da taxa Siscomex já estão em vigor, o que muda a partir de agora?


O mês de junho chegou e com ele entraram em vigor os novos valores da Taxa Siscomex. Como já trouxemos em outros conteúdos, há anos importadores recorrem judicialmente por ela e agora entramos em um novo cenário com os novos, e mais baixos, valores cobrados.

Mas se você ainda tem uma liminar sobre esse assunto, ou se acredita que os valores poderiam ser ainda menores e tem vontade de recorrer, esse material é especialmente para você. Organizamos o histórico para você entender melhor todo o cenário e destacamos a importância de fazer o mapeamento de riscos e custos da sua empresa. Confira! 👇

Quando falamos em Taxa Siscomex, estamos falando da TUS, que nada mais é do que uma taxa aplicada nas operações de importação, no momento do registro da Declaração de Importação (DI), que tem como objetivo custear as operações do sistema integrado de comércio exterior (Siscomex).

Por muito tempo essa taxa foi motivo para importadores recorrerem judicialmente. Em 2011, houve um aumento de aproximadamente 500% no valor, o que causou grande revolta por parte dos contribuintes. Com isso, tornou-se prática a vinculação da liminar no processo da DI, para dizer porque se estava considerando um valor mais baixo do que o cobrado.

Esse vínculo, de liminar e DI, tornou as declarações sem criticidade, ou seja, não era informado o que estava errado, mas ela era encaminhada diretamente para o canal vermelho. “Todas as declarações relacionadas a processos judiciais vão para o canal vermelho, pois impactam nos tributos e o auditor precisa analisar”, explica Valéria Mendonça, nossa líder em estratégia aduaneira.

Com o tempo, pelo aumento das liminares e pelo Supremo Tribunal Federal considerar esse aumento inconstitucional, as declarações pararam de ser parametrizadas no canal vermelho, facilitando muito a operação dos importadores. Porém, o cenário mudou.

Recentemente divulgamos por aqui a redução dos valores da taxa e, agora, a Receita Federal conta com um instrumento legal para cobrar tais valores. A Instrução Normativa foi comemorada, afinal, houve uma redução de cerca de 28%. Mas, e se você ainda acredita que os novos valores da Taxa Siscomex deveriam ser mais baixos ou se conta com uma liminar que ainda reduz esses valores, o que fazer?

A gente sabe que toda redução no processo é muito bem-vinda, mas precisamos trazer um alerta sobre o uso da liminar. Será que é realmente vantajoso? 🤔

Com a nossa experiência de mercado, temos o sentimento de que, agora que há uma Instrução Normativa atualizada para “legalizar” os valores cobrados, as declarações vinculadas a liminares voltarão a ser parametrizadas no canal vermelho. E aí, os custos acabam se tornando ainda maiores: ao invés de uma economia de 20 ou 30 reais por operação, o custo pode ser muito mais alto em armazenagem e tempo em que a mercadoria fica parada. No canal vermelho, também há necessidade de redobrar a atenção em tudo, pois a análise é muito mais detalhada. Já pensou nisso?

Além do canal vermelho, ainda corre-se o risco de todos os processos virem a sofrer uma revisão aduaneira e ter que recolher a diferença do valor conforme a nova IN.

Assim, a nossa sugestão é que você faça um mapeamento de riscos e custos na tomada dessa decisão. Pelo nosso olhar, acaba não sendo mais vantajoso vincular a liminar no processo, mesmo que esta liminar ainda indique um valor menor do que o cobrado. Depois, com o acumulado de operações, a área jurídica pode recorrer e reaver possíveis valores cobrados de forma indevida. É uma escolha: pagar a menos agora e correr o risco de sofrer a revisão depois (com o pagamento dos valores atualizados), e ainda correr o risco dos custos pelo canal vermelho; ou pagar o cobrado agora e depois reaver os valores pagos indevidamente, e ter a operação seguindo normalmente, sem atrasos e/ou prejuízos futuros.

E aí, como você prefere que a sua operação caminhe?

Se tiver dúvidas sobre isso, entre em contato conosco, a nossa equipe estará à disposição! 😉

Abraços,
Equipe Freitas