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Carga projeto: 4 dicas para importar seu maquinário com sucesso

Você está pensando em modernizar ou aumentar a produção da sua empresa com equipamentos do exterior? Mas como fazer quando eles não cabem em contêineres convencionais? 🤔

Hoje o assunto é a importação de cargas projeto, mais especificamente maquinários e equipamentos. Há 15 dias atrás trouxemos dicas sobre a exportação de carga projeto, agora é a vez da importação. Continue a leitura e fique por dentro! 👇

Para lembrar: carga projeto é aquela que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exige a criação de uma operação logística diferente. Afinal, você não vai deixar de comprar um maquinário importante só porque ele é grande, não é mesmo?

Mas para que essa compra seja um sucesso, separamos algumas dicas sobre o processo. Conforme Manoel Florêncio Jr., da área de inteligência de relacionamento da Freitas, neste caso a importação é mais complexa do que a exportação, pois é importante que você assuma a responsabilidade da carga do início ao fim, desde quando sai da fábrica lá fora, até chegar no destino final aqui no Brasil.

1 – Planejamento antecipado

Planejar é a primeira atividade de qualquer processo, mas neste caso pode trazer resultados financeiros significativos. Você já analisou se esse maquinário pode se enquadrar, por exemplo, em um ex-tarifário e quanto pode economizar em impostos?

Ex-tarifário é um regime oferecido pelo governo que reduz temporariamente a alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Sem a aplicação do regime, as importações de bens de capital, por exemplo, têm incidência de até 14%.

Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também. Uma boa diferença, não é mesmo?!

Esse é um regime disponível tanto para cargas projeto como convencionais, mas exige planejamento. De acordo com Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, é preciso planejar com antecedência: “Importante destacar que um Pleito de ex-tarifario deve ser protocolado cerca de cinco meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o Ex ainda não estar publicado, visto que só teremos o benefício se no momento do registro da Declaração de Importação o Ex estiver vigente”. Além disso, ele orienta que seja analisada a classificação fiscal para ver se o bem se enquadra no regime.

2 – Na cotação

Outra dica está na hora da cotação dos parceiros. Como nós falamos sobre a exportação da carga projeto, a escolha de bons parceiros é determinante para o sucesso da sua operação, principalmente neste caso, quando o custo é alto e os cuidados devem ser ainda maiores.

O cuidado já deve estar na escolha do incoterm utilizado. Diferente da exportação, aqui a orientação é um incoterm que deixe toda responsabilidade nas suas mãos: apesar de parecer dar mais trabalho, é o contrário. Ao ter a responsabilidade e o cuidado desde o início, você pode escolher a melhor rota, empresas que tenham experiência no transporte, avaliar o porto de embarque e desembarque e acompanhar tudo de perto.

“Às vezes o cliente se engana achando que a responsabilidade deve ficar a cargo do exportador, mas como é uma carga de valor, é importante estar atento a todos os detalhes para garantir segurança e menos custos”, destaca Manoel.

3 – Atenção às avarias

A questão dos custos, neste caso, está inteiramente relacionada às avarias. Como a carga projeto não é convencional, a escolha do transporte rodoviário na saída da fábrica, o embarque da carga no navio, a forma como será transportada em mar, o desembarque, a forma como é carregada, o armazenamento no porto e a forma como será transportada até o destino final merecem muito mais atenção. “É como comprar um carro novo, mas com ainda mais ansiedade e responsabilidade, afinal, esse maquinário é que vai fazer a sua empresa crescer e ajudar a gerar dinheiro. Por isso é muito importante ficar atento a qualquer risco de avaria”, alerta Leopoldo.

Contar com bons seguros é essencial, mas não exclui a atenção. Afinal, como na compra de um carro, a expectativa é que a máquina chegue novinha e intacta. “O seguro até cobre as avarias, mas não o incômodo e decepção de a carga não chegar como previsto”, acrescenta Leopoldo.

4 – No desembaraço

Outro cuidado importante é a descrição correta da Declaração de Importação (DI) para que o desembaraço seja o mais correto e ágil possível. Se a carga é encaminhada para a central de conferência e, mais ainda, se é exigido um laudo técnico sobre ela, o tempo e os custos aumentam. Além da armazenagem, um custo baixo para um laudo neste tipo de carga é de 10 mil reais.

Outra atenção é quanto à NCM da carga. Se estiver errada no conhecimento de embarque, você nem consegue registrar a DI e o tempo de liberação pode aumentar. “Por isso é importante que o importador assuma toda a responsabilidade, desde o início do processo, e que faça a DI com máximo de informações e detalhes”, destaca Manoel.

Sobre a declaração, também é importante salientar que mesmo que a sua máquina venha desmontada em vários contêineres, o desembaraço sempre será da máquina inteira e não das peças. “Na DI você pode colocar a observação de que o equipamento está parcialmente desmontado para efeito de transporte”, acrescenta.

Assim, com pequenos cuidados ao longo do processo, a sua importação se torna mais segura, mais ágil e mais barata. E como fazer tudo isso? Tenha bons parceiros ao seu lado: escolha quem tem experiência e inteligência! 💡

Pensando em importar máquinas? Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre essas e muitas outras dicas! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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6 dicas para garantir sucesso na exportação de embarcações

A gente fala muito por aqui de diversas formas de importar e exportar suas cargas, mas você sabe os cuidados necessários quando a carga é um iate por exemplo? A exportação de lanchas e embarcações de recreação está muito em alta, mas é imprescindível a atenção em alguns pontos para que a operação seja um sucesso. Continue a leitura e aproveite algumas dicas da nossa equipe! 👇

Na logística internacional, iates ou grandes embarcações são consideradas cargas projeto, ou seja, são cargas que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exigem a criação de um projeto logístico diferente e único.

Nesta categoria de carga também podem estar bobinas, geradores, guindastes ou qualquer outro equipamento de grande porte e, assim, o nome vem pela necessidade de um projeto logístico pensado e desenhado especificamente para a operação.

Hoje a carga da vez são os iates e a nossa equipe separou algumas dicas importantíssimas para o sucesso da operação. Entretanto, conforme Manoel Florêncio Jr., especialista de inteligência de relacionamento da Freitas, independente de qual é a carga, vários são os cuidados para este tipo de operação, que vão desde a cotação dos parceiros até a entrega final ao comprador.

1 – Na cotação

A primeira dica de ouro está bem no início do projeto: na cotação dos parceiros. A escolha dos parceiros certos pode ser determinante para o sucesso da sua operação, então, antes de começar, verifique a experiência de todos os parceiros com cargas projeto.

Sobre o frete internacional, por exemplo, é importante estar atento se é uma rota direta ou há transbordo. Imagina se a sua carga precisa trocar de navio? Apesar do preço ser mais competitivo em rotas com transbordo e esse ser um processo comum com cargas convencionais, não é indicado para cargas projeto. “Neste tipo de carga os riscos de avarias são muito maiores, então é preciso estar atento”, alerta Manoel.

Outro ponto importante é verificar a frequência de embarque do navio. Ao perder um embarque, a carga fica armazenada no porto e, diferente das cargas em contêineres convencionais, o custo é muito mais alto.

Também, segundo Jhonathan Vieira, líder de exportação da Freitas, é importante analisar se o armador prioriza ou não a carga projeto e as condições que ela será transportada.

Além do armador, a escolha de todos os parceiros é importante. A transportadora, por exemplo, além da experiência, precisa estar apta para conseguir transitar com a carga, afinal, existem uma série de exigências para este tipo de transporte. Se houver excesso de peso, por exemplo, há necessidade de acompanhamento na amarração, caso contrário o embarque pode não ser aprovado.

Com a experiência comprovada e cotação fechada, segue-se o processo.

2 – Atenção ao destino

Outra dica para quando se está iniciando o processo é verificar e aprovar toda a documentação com o exterior sobre o desembaraço e registro da carga, neste caso a embarcação. Cada país tem exigências diferentes e às vezes são necessários até laudos. “Assim é muito importante verificar tudo com antecedência, muito antes do embarque, caso contrário os custos com armazenagem aumentam bastante”, explica Jhonathan.

3 – Incoterm

Os especialistas também apontam sobre a importância da escolha do incoterm, que às vezes é prejudicada pela falta de experiência dos parceiros. A dica é contratar um incoterm onde o controle da principal parte logística na origem esteja a cargo do exportador, como o CIF e CFR, por exemplo.

4 – Seguro

Outro ponto para evitar dor de cabeça ou custos não previstos é atenção à contratação do seguro. Com carga projeto é necessário ter o seguro internacional, que é o mais conhecido, mas também o seguro nacional. “Em uma carga convencional esse seguro está incluso no frete rodoviário, mas na carga projeto, como os valores são mais altos, não está incluso e é importante a contratação”, ressalta Manoel.

5 – Margem de negociação

Quando falamos em custos, outra dica é ter uma margem de negociação maior e estar atento ao mercado, como por exemplo a variação cambial. Mudanças simples podem acontecer em qualquer operação, entretanto, na carga projeto qualquer mudança é significativa. Como esse tipo de carga tem um alto valor, todo centavo de uma taxa de câmbio pode acarretar em mais cifras.

6 – Embalagens e detalhes das cargas

Para finalizar, o que você às vezes nem imagina pode trazer problemas. Uma lancha, por exemplo, geralmente é alocada em um berço de madeira para o transporte, e essa madeira precisa ser certificada. “É difícil a carga projeto utilizar material sintético, a madeira bruta é mais comum; porém, ela precisa ser toda certificada”, orienta Jhonathan. Segundo ele, já houve casos de toda a carga ser condenada pela falta de certificação em um pedaço da madeira.

Outra atenção quanto à carga está nos detalhes. Se a lancha está com meio tanque de gasolina, por exemplo, mais do que uma carga projeto ela será considerada uma carga perigosa, o que acarreta ainda mais cuidados e custos.

Ufa, mas com tantos cuidados assim, como ficar tranquilo na exportação da sua lancha? A resposta vem lá na primeira dica: escolha os parceiros certos. Quem tem experiência na área vai te ajudar e orientar sobre todos os passos.

Aqui na Freitas nós já realizamos algumas exportações de lanchas, as mais recentes foram para os Estados Unidos, e todas as operações sempre foram um sucesso.

Por aqui, te ajudamos a escolher os melhores caminhos e melhores práticas, prezando por mais segurança e menos custos. Inclusive temos parceiros com propostas bem atrativas. 🤑

Pensando em importar ou exportar uma carga projeto? Vem bater um papo com a gente! 😊

Abraços,
Equipe Freitas