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Santa Catarina é o estado que mais exporta embarcações. Confira os números e cuidados neste tipo de operação.

Santa Catarina é mundialmente reconhecida pelas suas praias, esportes e turismo náuticos e é também daqui que muitas embarcações partem para outras paisagens. Você sabia que, em 2021, o estado foi responsável por 90% das exportações de barcos brasileiros?

Conforme matéria divulgada pelo site Economia SC, o principal destino das embarcações foram os Estados Unidos, que receberam 60% delas, o equivalente a 9,8 milhões de unidades. Em seguida vêm, pela ordem, Paraguai, Austrália e França.

De acordo com dados do Ministério da Economia, de janeiro a dezembro de 2021, as exportações de barcos no país somaram R$ 16,6 milhões. Em 2022, de janeiro a maio, foram exportados o equivalente a R$ 7,8 milhões, o que representa um crescimento de 50% no período.

O preço do dólar em relação ao real é um fator para que o Brasil se mostre competitivo para quem busca esse tipo de mercadoria e, assim, a demanda pelo produto brasileiro só tem crescido.

O que você precisa saber sobre as exportações de barcos

Para começar, é importante saber que na logística internacional, iates ou grandes embarcações são considerados “cargas projeto”: têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exigem a criação de um projeto logístico diferente e único.

O sucesso desse tipo de exportação exige conhecimento e experiência no assunto, até porque a logística nas exportações de barcos precisa ser extremamente criteriosa por questões de segurança, movimentação, entre outros itens observados.

Nesse sentido, os terminais de Santa Catarina têm apresentado estruturas atrativas para esse tipo de operação. Outros pontos de atenção são:

  • Opte por fazer negócio com parceiros confiáveis e com expertise em cargas projeto. Por se tratar de uma operação especial e com alto valor agregado, a escolha dos parceiros certos pode ser determinante para o sucesso da sua operação.
  • Identifique as melhores rotas e serviços de transporte marítimo e terrestre. A nossa dica é: prefira rotas diretas, sem transbordo, assim o risco de avarias é bem menor. Sobre o transporte, verifique com o armador as condições em que a carga será transportada e certifique-se de que a transportadora possui experiência e todas as autorizações para transitar com a carga.
  • Ainda antes do embarque, revise e aprove toda a documentação do desembaraço e do registro da carga com o exterior. É importante ficar atento às exigências do país de destino, que podem variar bastante.
  • Priorize incoterms onde a logística na origem seja de responsabilidade do exportador, como o CIF e CFR, por exemplo.
  • Contrate seguros internacional e nacional. Em uma carga convencional o seguro nacional está incluso no frete rodoviário, já na carga projeto não está e é importante a contratação.
  • Tenha uma boa margem para negociação e fique de olho no mercado e na variação cambial. Quando falamos em custos, qualquer mudança, por menor que seja, pode significar mais cifras no final da operação.
  • Atenção à embalagem e aos itens necessários para o transporte, como o berço de madeira (que precisa ser certificada).
  • Outro ponto importante também é verificar se a embarcação está com combustível, nesse caso, mais do que uma carga projeto ela será considerada uma carga perigosa, o que acarreta ainda mais cuidados e custos.

Ao ter um parceiro confiável, que é a primeira das dicas que a gente trouxe aqui, você vai ter a segurança de que essa carga, que tem maior nível de complexidade, não irá apresentar surpresas durante a operação.

Parece muito difícil, mas pelos números que o Brasil e, em especial, Santa Catarina têm apresentado já deu pra perceber que se trata de algo bastante interessante e possível, não é mesmo?

Para isso, o “segredo” é escolher os parceiros certos. Aqui na Freitas, a gente já realizou exportações de lanchas e os processos sempre foram um sucesso do início ao fim.

Então, se estiver pensando em exportar, saiba que a gente te apoia em todo o processo, com soluções inteligentes e completas. É só mandar um oi!

Abraços,
Equipe Freitas.

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Carga projeto: 4 dicas para importar seu maquinário com sucesso

Você está pensando em modernizar ou aumentar a produção da sua empresa com equipamentos do exterior? Mas como fazer quando eles não cabem em contêineres convencionais? 🤔

Hoje o assunto é a importação de cargas projeto, mais especificamente maquinários e equipamentos. Há 15 dias atrás trouxemos dicas sobre a exportação de carga projeto, agora é a vez da importação. Continue a leitura e fique por dentro! 👇

Para lembrar: carga projeto é aquela que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exige a criação de uma operação logística diferente. Afinal, você não vai deixar de comprar um maquinário importante só porque ele é grande, não é mesmo?

Mas para que essa compra seja um sucesso, separamos algumas dicas sobre o processo. Conforme Manoel Florêncio Jr., da área de inteligência de relacionamento da Freitas, neste caso a importação é mais complexa do que a exportação, pois é importante que você assuma a responsabilidade da carga do início ao fim, desde quando sai da fábrica lá fora, até chegar no destino final aqui no Brasil.

1 – Planejamento antecipado

Planejar é a primeira atividade de qualquer processo, mas neste caso pode trazer resultados financeiros significativos. Você já analisou se esse maquinário pode se enquadrar, por exemplo, em um ex-tarifário e quanto pode economizar em impostos?

Ex-tarifário é um regime oferecido pelo governo que reduz temporariamente a alíquota do imposto de importação para zero de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) quando não há produção nacional equivalente. Sem a aplicação do regime, as importações de bens de capital, por exemplo, têm incidência de até 14%.

Assim, se você está importando uma máquina de 2 milhões de reais que se enquadra no regime, você pode ter uma economia de 280 mil reais só em impostos de importação, além de ter o ICMS reduzido também. Uma boa diferença, não é mesmo?!

Esse é um regime disponível tanto para cargas projeto como convencionais, mas exige planejamento. De acordo com Leopoldo Grubba, que atua na área de estratégia aduaneira da Freitas, é preciso planejar com antecedência: “Importante destacar que um Pleito de ex-tarifario deve ser protocolado cerca de cinco meses antes da chegada da mercadoria, assim não se corre o risco da mercadoria chegar em território nacional e o Ex ainda não estar publicado, visto que só teremos o benefício se no momento do registro da Declaração de Importação o Ex estiver vigente”. Além disso, ele orienta que seja analisada a classificação fiscal para ver se o bem se enquadra no regime.

2 – Na cotação

Outra dica está na hora da cotação dos parceiros. Como nós falamos sobre a exportação da carga projeto, a escolha de bons parceiros é determinante para o sucesso da sua operação, principalmente neste caso, quando o custo é alto e os cuidados devem ser ainda maiores.

O cuidado já deve estar na escolha do incoterm utilizado. Diferente da exportação, aqui a orientação é um incoterm que deixe toda responsabilidade nas suas mãos: apesar de parecer dar mais trabalho, é o contrário. Ao ter a responsabilidade e o cuidado desde o início, você pode escolher a melhor rota, empresas que tenham experiência no transporte, avaliar o porto de embarque e desembarque e acompanhar tudo de perto.

“Às vezes o cliente se engana achando que a responsabilidade deve ficar a cargo do exportador, mas como é uma carga de valor, é importante estar atento a todos os detalhes para garantir segurança e menos custos”, destaca Manoel.

3 – Atenção às avarias

A questão dos custos, neste caso, está inteiramente relacionada às avarias. Como a carga projeto não é convencional, a escolha do transporte rodoviário na saída da fábrica, o embarque da carga no navio, a forma como será transportada em mar, o desembarque, a forma como é carregada, o armazenamento no porto e a forma como será transportada até o destino final merecem muito mais atenção. “É como comprar um carro novo, mas com ainda mais ansiedade e responsabilidade, afinal, esse maquinário é que vai fazer a sua empresa crescer e ajudar a gerar dinheiro. Por isso é muito importante ficar atento a qualquer risco de avaria”, alerta Leopoldo.

Contar com bons seguros é essencial, mas não exclui a atenção. Afinal, como na compra de um carro, a expectativa é que a máquina chegue novinha e intacta. “O seguro até cobre as avarias, mas não o incômodo e decepção de a carga não chegar como previsto”, acrescenta Leopoldo.

4 – No desembaraço

Outro cuidado importante é a descrição correta da Declaração de Importação (DI) para que o desembaraço seja o mais correto e ágil possível. Se a carga é encaminhada para a central de conferência e, mais ainda, se é exigido um laudo técnico sobre ela, o tempo e os custos aumentam. Além da armazenagem, um custo baixo para um laudo neste tipo de carga é de 10 mil reais.

Outra atenção é quanto à NCM da carga. Se estiver errada no conhecimento de embarque, você nem consegue registrar a DI e o tempo de liberação pode aumentar. “Por isso é importante que o importador assuma toda a responsabilidade, desde o início do processo, e que faça a DI com máximo de informações e detalhes”, destaca Manoel.

Sobre a declaração, também é importante salientar que mesmo que a sua máquina venha desmontada em vários contêineres, o desembaraço sempre será da máquina inteira e não das peças. “Na DI você pode colocar a observação de que o equipamento está parcialmente desmontado para efeito de transporte”, acrescenta.

Assim, com pequenos cuidados ao longo do processo, a sua importação se torna mais segura, mais ágil e mais barata. E como fazer tudo isso? Tenha bons parceiros ao seu lado: escolha quem tem experiência e inteligência! 💡

Pensando em importar máquinas? Venha bater um papo com a gente e conhecer um pouco mais sobre essas e muitas outras dicas! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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6 dicas para garantir sucesso na exportação de embarcações

A gente fala muito por aqui de diversas formas de importar e exportar suas cargas, mas você sabe os cuidados necessários quando a carga é um iate por exemplo? A exportação de lanchas e embarcações de recreação está muito em alta, mas é imprescindível a atenção em alguns pontos para que a operação seja um sucesso. Continue a leitura e aproveite algumas dicas da nossa equipe! 👇

Na logística internacional, iates ou grandes embarcações são consideradas cargas projeto, ou seja, são cargas que têm medidas, dimensões e peso fora dos padrões dos contêineres convencionais e exigem a criação de um projeto logístico diferente e único.

Nesta categoria de carga também podem estar bobinas, geradores, guindastes ou qualquer outro equipamento de grande porte e, assim, o nome vem pela necessidade de um projeto logístico pensado e desenhado especificamente para a operação.

Hoje a carga da vez são os iates e a nossa equipe separou algumas dicas importantíssimas para o sucesso da operação. Entretanto, conforme Manoel Florêncio Jr., especialista de inteligência de relacionamento da Freitas, independente de qual é a carga, vários são os cuidados para este tipo de operação, que vão desde a cotação dos parceiros até a entrega final ao comprador.

1 – Na cotação

A primeira dica de ouro está bem no início do projeto: na cotação dos parceiros. A escolha dos parceiros certos pode ser determinante para o sucesso da sua operação, então, antes de começar, verifique a experiência de todos os parceiros com cargas projeto.

Sobre o frete internacional, por exemplo, é importante estar atento se é uma rota direta ou há transbordo. Imagina se a sua carga precisa trocar de navio? Apesar do preço ser mais competitivo em rotas com transbordo e esse ser um processo comum com cargas convencionais, não é indicado para cargas projeto. “Neste tipo de carga os riscos de avarias são muito maiores, então é preciso estar atento”, alerta Manoel.

Outro ponto importante é verificar a frequência de embarque do navio. Ao perder um embarque, a carga fica armazenada no porto e, diferente das cargas em contêineres convencionais, o custo é muito mais alto.

Também, segundo Jhonathan Vieira, líder de exportação da Freitas, é importante analisar se o armador prioriza ou não a carga projeto e as condições que ela será transportada.

Além do armador, a escolha de todos os parceiros é importante. A transportadora, por exemplo, além da experiência, precisa estar apta para conseguir transitar com a carga, afinal, existem uma série de exigências para este tipo de transporte. Se houver excesso de peso, por exemplo, há necessidade de acompanhamento na amarração, caso contrário o embarque pode não ser aprovado.

Com a experiência comprovada e cotação fechada, segue-se o processo.

2 – Atenção ao destino

Outra dica para quando se está iniciando o processo é verificar e aprovar toda a documentação com o exterior sobre o desembaraço e registro da carga, neste caso a embarcação. Cada país tem exigências diferentes e às vezes são necessários até laudos. “Assim é muito importante verificar tudo com antecedência, muito antes do embarque, caso contrário os custos com armazenagem aumentam bastante”, explica Jhonathan.

3 – Incoterm

Os especialistas também apontam sobre a importância da escolha do incoterm, que às vezes é prejudicada pela falta de experiência dos parceiros. A dica é contratar um incoterm onde o controle da principal parte logística na origem esteja a cargo do exportador, como o CIF e CFR, por exemplo.

4 – Seguro

Outro ponto para evitar dor de cabeça ou custos não previstos é atenção à contratação do seguro. Com carga projeto é necessário ter o seguro internacional, que é o mais conhecido, mas também o seguro nacional. “Em uma carga convencional esse seguro está incluso no frete rodoviário, mas na carga projeto, como os valores são mais altos, não está incluso e é importante a contratação”, ressalta Manoel.

5 – Margem de negociação

Quando falamos em custos, outra dica é ter uma margem de negociação maior e estar atento ao mercado, como por exemplo a variação cambial. Mudanças simples podem acontecer em qualquer operação, entretanto, na carga projeto qualquer mudança é significativa. Como esse tipo de carga tem um alto valor, todo centavo de uma taxa de câmbio pode acarretar em mais cifras.

6 – Embalagens e detalhes das cargas

Para finalizar, o que você às vezes nem imagina pode trazer problemas. Uma lancha, por exemplo, geralmente é alocada em um berço de madeira para o transporte, e essa madeira precisa ser certificada. “É difícil a carga projeto utilizar material sintético, a madeira bruta é mais comum; porém, ela precisa ser toda certificada”, orienta Jhonathan. Segundo ele, já houve casos de toda a carga ser condenada pela falta de certificação em um pedaço da madeira.

Outra atenção quanto à carga está nos detalhes. Se a lancha está com meio tanque de gasolina, por exemplo, mais do que uma carga projeto ela será considerada uma carga perigosa, o que acarreta ainda mais cuidados e custos.

Ufa, mas com tantos cuidados assim, como ficar tranquilo na exportação da sua lancha? A resposta vem lá na primeira dica: escolha os parceiros certos. Quem tem experiência na área vai te ajudar e orientar sobre todos os passos.

Aqui na Freitas nós já realizamos algumas exportações de lanchas, as mais recentes foram para os Estados Unidos, e todas as operações sempre foram um sucesso.

Por aqui, te ajudamos a escolher os melhores caminhos e melhores práticas, prezando por mais segurança e menos custos. Inclusive temos parceiros com propostas bem atrativas. 🤑

Pensando em importar ou exportar uma carga projeto? Vem bater um papo com a gente! 😊

Abraços,
Equipe Freitas