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A inteligência artificial como ferramenta de fiscalização no comércio exterior

Será que a inteligência artificial é o futuro do comex? Quem pensa assim pode estar cometendo um erro. Isso porque, na verdade, a tecnologia no dia a dia dos processos não é algo que está por vir. A IA já é realidade e com o Novo Processo de Importação, ela avança ainda mais para otimizar o trabalho dos órgãos reguladores, que têm evoluído no uso de robôs nos seus processos, tanto em relação ao tempo quanto na segurança das informações e gerenciamento de riscos.

Sobre a preparação das empresas para as novidades da área, como a gente já contou por aqui, é essencial utilizar a tecnologia a seu favor nos negócios, com todas as suas potencialidades. Uma das maneiras de colocar isso em prática é por meio da inteligência de dados ou inteligência de negócios (business intelligence), que basicamente transforma dados em informações estratégicas, o que traz inúmeros benefícios, como melhor aplicação do tempo, segurança nas análises e tomadas de decisão, redução de custos, clareza sobre oportunidades e minimização de riscos.

Outro ponto também já levantado é que para organizar esses dados e evitar erros que podem custar caro, a automação é uma excelente aliada, já que otimiza o trabalho das equipes, pois os colaboradores podem investir tempo em atividades mais estratégicas e criativas e deixar as tarefas repetitivas e “mecânicas” para os colegas robôs, como acontece na Freitas com o Portal INova, nosso sistema próprio que permite a automação de diversas atividades.

Os processos de fiscalização estão mais inteligentes e integrados

Esses são alguns exemplos de como as empresas podem usar a tecnologia a seu favor. Com a chegada da Declaração Única de Importação (DUIMP) e exigências como o Catálogo de Produtos, porém, é preciso considerar uma realidade desse cenário: os órgãos reguladores já contam com automações e iniciativas para fiscalizar, com uso de robôs e tecnologias para detectar os riscos e os indícios de não conformidade. Há ferramentas que auxiliam na triagem, classificação e identificação de mercadorias no controle aduaneiro.

É importante ter em mente que a DUIMP significa facilidade no desembaraço, mais agilidade e praticidade no processo, mas junto dos benefícios, vêm também as adequações. Assim como as empresas devem utilizar a tecnologia de maneira inteligente e estratégica, os órgãos reguladores buscam e implantam esses passos e inovações. Ou seja, vai ser mais fácil fiscalizar e a conformidade exige atenção para não deixar lacunas ou falhas que podem prejudicar a operação.

Os sistemas de fiscalização estão cada vez mais inteligentes e integrados. Casos de irregularidades identificadas por robôs que geraram autuações têm sido vistos e a tendência é que sejam cada vez mais frequentes com a chegada da DUIMP. Órgãos como Receita Federal, órgãos intervenientes e anuentes não têm profissionais suficientes para acompanhar de perto todos os processos e é impossível fazer tudo de modo 100% manual. Por isso, os atributos da inteligência artificial são fundamentais e grandes facilitadores.

Para se ter uma ideia do acesso dos reguladores às informações e dados obrigatoriamente passados com o novo processo, vale lembrar que a DUIMP traz um contexto de interface e integração com todos os órgãos governamentais, dados compartilhados e reutilizados, documentação digitalizada e processos baseados em gestão de risco.

Com a DUIMP, os processos de importação estão integrados ao Catálogo de Produtos e, uma vez que as informações dos produtos são incluídas no sistema, não poderão ser excluídas, apenas alteradas e terão controle de versionamento. Todo o histórico das transações de importação ficará visível, o que permitirá uma melhor identificação para efeitos de fiscalização.

A transparência das informações e a revisão aduaneira

Ao falar em histórico e transparência, temos mais um ponto de atenção: a revisão aduaneira. Em cinco anos a Receita Federal pode voltar aos processos para fazer uma nova análise. Se os processos estiverem em conformidade, isso não será um problema. Caso contrário, pode gerar custos com multas se faltar alguma informação nas declarações aduaneiras.

Para exemplificar em valores, se a revisão identificar “omissão ou prestação de forma inexata de informação necessária à determinação do procedimento de controle aduaneiro”, a multa é de 1% do valor aduaneiro, sendo o valor mínimo R$ 500,00 por adição e o valor máximo 10% do total da declaração, conforme o Regulamento Aduaneiro. Sem contar as penalidades e juros relativos a diferença tributária caso seja constatado a necessidade de recolhimento de tributos em conformidade com a correta classificação fiscal.

Já se a classificação correta estiver sujeita à licença de importação, a multa é de 30% sobre o valor aduaneiro e podem ocorrer perdas de benefícios fiscais, retificação dos documentos, mercadoria ou linha de produção parada até a devida regularização e consequências como a insatisfação do cliente. Ou seja: tudo que a gente não quer que aconteça, não é mesmo? Por isso, saber descrever e classificar corretamente um produto significa evitar multas, desperdícios e passivos aduaneiros.

Tudo isso que a gente falou aqui é para que você saiba que tudo deve ser organizado e posto em prática de maneira inteligente para a conformidade ser sempre o padrão. Dessa maneira, a gente fica só com a parte dos benefícios da nova sistemática de importação: agilidade, segurança e inovação.

Por falar em benefícios e facilidades, já conferiu a nossa Gestão de Catálogo de Produtos? Com ela, você fica seguro e sabe que está tudo certo com as classificações e descrições das mercadorias antes de importar essas informações para o Catálogo, bem como a análise de impacto em caso de mudança nas NCM’s. Rastreia as importações dos últimos cinco anos para verificar se existe algum benefício que não foi aplicado e pode ser restituído. Além de contar novamente com o apoio da tecnologia para integrar as informações com o sistema e realizar o cadastro de novos itens. Legal, né? 😊

Vem bater um papo com a gente e conhecer melhor essa solução que vai facilitar seus processos. Pode apostar! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Três passos importantes para elaborar a DUIMP

Que a Declaração Única de Importação – DUIMP é uma realidade e já é hora de se preparar você já sabe. O catálogo de produtos já deve fazer parte da sua rotina por aí ou então estar grifado na agenda, né?! Mas você sabe quais outros passos devem ser tomados nesta preparação e por que eles são tão importantes? A gente separou três pontos essenciais para elaborar a DUIMP que já podem ser adiantados. Confira! 😊

A escolha do gestor do catálogo de produtos

O catálogo de produtos você já sabe, é um módulo dentro do Portal Siscomex que faz parte do Novo Processo de Importação (NPI). Ele é um banco de dados dos produtos do importador: seu objetivo é auxiliar no preenchimento da DUIMP e também da LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos), que irá substituir a atual Licença de Importação, e não há escapatória, é etapa obrigatória neste Novo Processo de Importação.

Mas você sabia que o catálogo de produtos pode ter um ou vários gestores? Sim! Ele pode ser administrado pelo próprio importador ou pelo representante que o importador delegar esse preenchimento: você pode, através do cadastro de intervenientes, delegar essa função para um despachante aduaneiro, por exemplo.

Porém, é importante saber que apenas os gestores do catálogo de produtos poderão fazer os cadastros e alterações necessárias. Os demais representantes podem acessar e consumir as informações do catálogo, mas sem fazer modificações.

A dica então é: pense bem em quem você quer que faça esse gerenciamento de informações e já faça o cadastro para que a pessoa possa iniciar o cadastro dos produtos e tornar as operações futuras mais ágeis e simplificadas.

Cadastre o operador estrangeiro

Este é mais um campo importante no catálogo de produtos que poderá influenciar no gerenciamento de risco das operações. Nos casos em que o fabricante é conhecido, o cadastro deve ser realizado pelo código TIN. Mas o que é esse cadastro?

O TIN – Trader Identification Number é uma numeração criada pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) para estabelecer padrões internacionais de identificação de operadores estrangeiros – exportadores, fornecedores, fabricantes, entre outros. O objetivo é garantir a aplicação eficiente dos benefícios de facilitação do comércio, além de controlar as cadeias de abastecimento nas fronteiras.

Essa numeração faz parte do registro da empresa, é como uma espécie de chave, e cada uma tem a sua. No Brasil, é formada pelo código do país e seu CNPJ, e você pode ter acesso à numeração logo no primeiro contato com a empresa estrangeira.

Importante lembrar que existem países que não possuem essa definição, portanto, a sistemática brasileira não exigirá isso nas operações, nesses casos a orientação é manter o formato de indicar que o fabricante é desconhecido.

Assim, como mais uma etapa importante para elaborar a DUIMP, ela já pode ser realizada por aí, garantindo que seus processos fiquem em ordem no momento da elaboração da declaração.

Faça o cadastro no Pagamento Centralizado

Por fim, o terceiro passo é verificar se a conta bancária já está cadastrada no menu do Pagamento Centralizado do Comércio Exterior – PCCE, se ainda não, é preciso fazer o cadastro da conta que ocorrerá o débito em conta dos tributos.

O Pagamento Centralizado vem para otimizar o recolhimento dos tributos, taxas e tarifas relacionadas ao comércio exterior: ao invés de precisar acessar vários órgãos e sites, será possível fazer tudo pelo Portal Único, no Módulo de Pagamento Centralizado. O objetivo é simplificar, garantir efetividade e segurança quanto aos pagamentos.

O cadastro da conta então é algo que também já pode ser realizado: caso contrário, ao elaborar a DUIMP, será necessário fechar a página e abrir uma nova aba para o cadastro, ou seja, lá se vai mais tempo e detalhes no despacho. Muito mais fácil deixar tudo em ordem já, não é mesmo?

Com esses três passos cumpridos, você poderá emitir uma DUIMP. E a partir de então, os detalhes operacionais de emissão, você poderá conferir nos próximos materiais. Vamos organizando a casa enquanto isso? 😉

Se precisar de apoio nesta preparação, nos dê um alô, estamos aqui para te ajudar!

Abraços,
Equipe Freitas

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Classificação fiscal de mercadorias, sem desculpas pra deixar pra depois

Precisando se atualizar quanto a classificação fiscal de mercadorias? Olha mais uma novidade que vem pra te ajudar antes da virada de chave. 😉

No dia 8 de fevereiro, o Centro de Classificação de Mercadorias (Ceclam) da Cosit divulgou uma nova atualização do seu Compêndio de Ementas, atualizado agora até o dia 3 fevereiro de 2021. Esse material traz informações sobre as descrições e os códigos de classificação fiscal de cada uma das mercadorias classificadas pelo Ceclam desde o início de seu funcionamento em julho de 2014. Assim, agora o material conta com 2.974 mercadorias classificadas em 2.769 Soluções de Consulta e 205 Soluções de Divergência, clique aqui e confira.

Conforme nota divulgada pela Coordenação-geral de administração aduaneira, essas Soluções de Consulta e Soluções de Divergência, a partir das suas publicações, “têm efeito vinculante no âmbito da RFB e respaldam qualquer sujeito passivo que as aplicar, independentemente de ser o consulente, sem prejuízo de que a autoridade fiscal, em procedimento de fiscalização, verifique os efetivos enquadramentos”.

Lembrando que além dessa atualização no Compêndio de Ementas, recentemente o Ceclam disponibilizou a nova versão do sistema Classif, o módulo do Portal Único do Comércio Exterior relativo a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Agora, além da tabela NCM e suas notas, com todos os textos legais desde 1996, o Classif também oferece as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh) e uma poderosa pesquisa de consulta à Nomenclatura.

Ou seja, já não há mais desculpas para não arrumar a casa e deixar tudo pronto para quando o catálogo de produtos se tornar realmente obrigatório, né? A gente já falou por aqui e repete: a classificação fiscal precisa estar em ordem para não se tornar um calo de atrasos e multas.

Se você precisar de ajuda com isso, vem bater um papo com a gente, nossa equipe está preparada!

Abraços,
Equipe Freitas

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DUIMP: entenda o que muda na prática

A Declaração Única de Importação – DUIMP está chegando e que já é o momento de se preparar, você já sabe. Mas você também sabe o que realmente muda na prática? 🤔

Bom, para reforçar: a DUIMP vem para substituir vários documentos necessários no processo de nacionalização de produtos do exterior, como a Declaração de Importação (DI), Declaração Simplificada de Importação (DSI), Licença de Importação (LI) e Licença Simplificada de Importação (LSI). O nosso especialista de importação, Tiago Duarte, já afirmou que este é um projeto de referência para o mundo inteiro, pois integra Receita Federal, órgãos intervenientes e anuentes. “A proposta é uma harmonização com o mundo inteiro e tende a trazer muito mais benefícios do que complicações”.

Entre os benefícios está a facilidade no desembaraço, com mais agilidade e praticidade no processo. Quando um produto for cadastrado, será gerado um número para ele, assim, ao realizar uma nova importação com o mesmo produto, é só inserir o número que todas as outras informações serão preenchidas automaticamente. Além disso, o histórico das operações vai permitir o melhor gerenciamento de riscos.

Mas junto com os benefícios, vem as adequações. Assim como a integração dos órgãos do governo irão agilizar o fluxo, as empresas também terão que contribuir de outro lado, e é aí que entra a principal mudança que chega com a DUIMP, o catálogo de produtos.

O catálogo é um módulo do Portal Único onde as empresas deverão preencher as informações pertinentes aos produtos importados: o objetivo é aumentar a qualidade da descrição dos produtos com informações organizadas em atributos, imagens e documentos anexos que auxiliem o tratamento administrativo, a fiscalização e a análise de riscos. Assim, ter uma correta descrição e classificação das mercadorias, além de evitar multas e atrasos, se tornará uma forte ferramenta de gerenciamento de riscos e compliance. Você já começou a organizar a classificação e descrição por aí, né?

Além do catálogo de produtos e da unificação da documentação que mencionamos no início do texto, a DUIMP também vai trazer outras mudanças, olha só:

– Sobre a Licença de Importação (LI), com a DUIMP virá o a LI guarda-chuva ou LPCO, que vai permitir o registro de um único Licenciamento de Importação para vários embarques futuros; isso desde que sejam embarques regulares e com mercadorias de mesmas características. Cada Órgão Anuente terá seu próprio modelo de formulário e este documento pode ter validade de até 5 anos ou pode ser controlado por quantidade e/ou valor;

– Sobre a armazenagem das mercadorias para aguardar o despacho, empresas OEA poderão fazer o despacho antecipado: obter a parametrização durante o trânsito da mercadoria, possibilitando que o produto chegue ao destino já desembaraçado e com período menor de armazenagem;

Os pagamentos serão mais ágeis: acabará o tempo de espera da compensação de alguns pagamentos e, assim, o protocolo de peticionamento para anuência ocorrerá de forma imediata, reduzindo até dois dias só para o trâmite de protocolos. Para empresas OEA, ao invés de pagar os tributos e taxas separados, com o novo processo o pagamento será centralizado no Portal Único;

– Assim, a DUIMP traz um cenário de interface com todos os órgãos governamentais, dados compartilhados e reutilizados, documentação digitalizada e processos baseados em gestão de risco.

Muito bom, né? Se você ainda não começou a se preparar para este cenário, não perca tempo! A gente pode te ajudar nisso, venha bater um papo para saber mais!

Abraços,
Equipe Freitas

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Nova publicação sobre o Catálogo de Produtos

Não é de hoje que falamos do Catálogo de Produtos e que logo ele será obrigatório para realizar operações de importação. Então confira a nova notícia Siscomex 94/2020, que traz importantes orientações quanto à habilitação de Gestores do Catálogo de Produtos.
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Publicada na semana passada (09/11/2020), a notícia aponta a inclusão de um novo campo “Gestor” no Catálogo de Produtos no módulo Cadastro de Intervenientes (CADINT).

Assim, agora caberá à empresa decidir quais de seus representantes poderá incluir, alterar ou desativar produtos no seu Catálogo de Produtos. Caso o campo fique desmarcado, os representantes em questão só poderão registrar a DUIMP com os produtos previamente cadastrados no Catálogo da empresa.

A inclusão desse novo representante legal ou a alteração de poderes dos já representantes deve ser realizada no próprio sistema.

Lembrando que o Catálogo de Produtos da empresa é por CNPJ raiz, ou seja, um Gestor no Catálogo de Produtos cadastrado em somente uma das filiais poderá incluir, alterar e desativar quaisquer produtos da empresa, independentemente se a criação foi feita por um representante da matriz ou de outra filial.

Se você ainda não está por dentro do Catálogo de Produtos, essa é a hora! Ele será de uso obrigatório para a importação utilizando a DUIMP (Declaração Única de Importação), já disponível para empresas certificadas no Programa OEA. A obrigatoriedade para todas as empresas deve ocorrer no próximo ano, mas a organização e planejamento para isso deve ser feito já. Entenda mais sobre o assunto e a necessidade de se preparar no material especial que fizemos sobre o assunto. 👇

E-book DUIMP e a chegada do Catálogo de Produtos