Tag Archives: China

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China: percepções sobre a exportação

Há mais de dois meses que a China marca presença por aqui: com curiosidades sobre a cultura e como fazer bons negócios, estamos desmistificando o gigante asiático para te deixar mais seguro e preparado nos negócios com esse grande parceiro comercial do Brasil.

Mas quando falamos em parceria, não é somente importação não. Apesar de a compra de produtos chineses ser muito atrativa, você já pensou em expandir seus negócios e entrar para o mercado chinês? O material de hoje traz algumas percepções sobre essa relação com a China a partir da experiência do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

Você já imaginou chegar à China e almoçar em uma churrascaria e depois marcar uma reunião de trabalho em uma cafeteria? A possibilidade até parece um pouco estranha, mas é real. Conforme Eber, que frequenta e faz negócios com a China há mais de duas décadas, o país mudou bastante nos últimos anos e está cada vez mais aberto ao mercado mundial. Ele conta que há cerca de cinco anos as cafeterias se tornaram uma tendência na China e trocar uma xícara de chá por uma de café é algo “chique”.

O exemplo, além de deixar os brasileiros mais confortáveis para uma viagem até lá, mostram como produtos brasileiros estão cada vez mais presentes no mercado chinês.

O guia Como Exportar – China, lançado em 2018 pelo Ministério das Relações Exteriores, indica a crescente venda dos produtos brasileiros: após os minérios e metais, o setor alimentício e de agronegócios tem a maior participação entre as exportações brasileiras para a China. Em 2016, o valor das exportações das carnes bovinas congeladas e desossadas cresceu 48%, o Brasil forneceu quase 72% do suco de laranja congelado importado pela China, além de ser o maior fornecedor de carne bovina, frango, açúcar e soja no país. Quanto ao café brasileiro, ocupou um mercado de 2% em 2016, mas de acordo com Eber, o número de cafeterias tem aumentado bastante. “A porcentagem pode até ser pequena, mas como é um país muito grande, já representa um mercado muito bom”, destaca.

Outro ponto para se levar em conta são os incentivos e políticas internas. Segundo Eber, o líder do governo chinês anterior investiu muito em infraestrutura no país, tornando algumas cidades referência no quesito. Já o atual, que está à frente do país cerca de sete anos, tem como principal foco a educação. Ao investir em educação e proporcionar novas oportunidades, está aumentando a migração do interior para as grandes metrópoles e, consequentemente aumentando o consumo dos chineses.

Assim, cada vez mais, não só a importação com a China está mais atrativa, mas a exportação também. E como começar esse negócio? As dicas não são muito diferentes do que a importação: contar com bons parceiros, conhecer o mercado e entender a cultura. Com parceria e planejamento, os resultados são positivos.

Nos materiais anteriores você confere todas as dicas para iniciar qualquer negociação e, neste guia organizado pelo governo, você tem acesso a dados gerais sobre a China, a relação comercial com o Brasil e dicas específicas sobre a exportação, como o perfil do consumidor, canais de venda, exigências do governo, entre outros.

Também, se você está disposto a dar os primeiros passos no gigante asiático, lembre-se que pode contar com todo apoio e experiência por aqui. Com uma equipe preparada e parceiros certos, podemos te ajudar! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Golden Week: saiba como se programar para evitar atrasos e mais custos com a logística

Desde o início do mês de agosto está mais caro fazer transações marítimas com a China: está ocorrendo uma restrição muito grande, onde quase todos os armadores estão com overbooking, ou seja, com excesso de cargas e sem espaço nos navios. Isso se dá por uma junção de fatores: alta demanda de cargas, black sailing e chegada da Golden Week, que neste ano será entre os dias 1 e 8 de outubro, mais um motivo para postergação de embarques e aumento de tarifas.

Você já ouviu falar na Golden Week? É como o nosso dia 7 de setembro: Dia Nacional da China. Entretanto, lá o feriado ocorre por uma semana e, em decorrência das festividades, todos os setores paralisam os seus serviços. Assim, além de uma redução no fluxo de importação e exportação durante sete dias, ocorre o aumento nas demandas de espaço nas semanas que antecedem e sucedem o feriado.

Com tudo isso, os serviços com rotas diretas ou via Ásia devem ter espaços comprometidos e o escoamento das cargas pode ocorrer pela América Central, África ou Europa. Os armadores já ressaltaram que todos os embarques estão sujeitos a disponibilidade de espaço no serviço escolhido, podendo ocorrer modificação de rota e, consequentemente, transit time a qualquer momento e sem aviso prévio.

Ixe, e agora? Infelizmente a previsão para normalização e redução dos custos é para a segunda quinzena de novembro, próximo ao mês de dezembro, e não é possível mudar o cenário. Mas separamos cinco dicas para evitar um aumento ainda maior de tarifas:

1 – Adiante ao máximo a importação/negociação com o exportador, para antecipar também a logística;

2 – Tenha claro a data de prontidão das mercadorias e informações da carga (como peso bruto, volumes, dimensão, cubagem) para que o agente consiga antecipar as informações para o armador, a fim de garantir booking;

3 – Se a sua carga é urgente, programe-se bem para providenciar o embarque antes do feriado;

4 – Considere rotas e portos alternativos, isso pode lhe dar mais opções de embarque;

5 – Conte com parceiros certos para te ajudar na identificação das melhores rotas e preços adequados à sua necessidade.

E aí, precisa de algum apoio neste momento? Aqui na Freitas temos uma equipe especializada e pronta para te ajudar! 😉 Vem bater um papo com a gente!

Abraços,
Equipe Freitas

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Visitar feiras na China é um bom passo para começar?

Você lembra que começamos por aqui uma nova série de conteúdos sobre a China? A cada 15 dias trazemos algumas dicas para você conhecer um pouco mais sobre o país e ter sucesso nas negociações por lá a partir da experiência do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

A gente já sabe que a China é um grande parceiro comercial do Brasil e tem muito potencial para alavancar seus negócios, mas como e por onde começar? Será que arrumar as malas e se aventurar sozinho é a melhor opção?

Bom, para começar a gente precisa saber que uma viagem para a China não é como ir à cidade ali ao lado, requer bastante planejamento: a língua e a cultura são muito diferentes, é um país muito grande e com muitas opções de negócios e, da mesma forma, feiras é o que não faltam por lá.

Então sim, as feiras podem ser um bom passo para começar, mas requerem alguns cuidados e não são únicas: para o bom aproveitamento da viagem você pode incluir outras atividades no cronograma, como visitar fábricas, por exemplo. E você pode fazer tudo isso de duas formas: sozinho ou bem assessorado.

A primeira opção é quase como andar no escuro com uma lanterna de pilha fraca. Imagine só: as feiras parecem como cidades e acontecem a todo o momento. Como escolher a feira certa sozinho? Como se localizar na feira? Como se comunicar sem o mandarim

Conforme Eber Pinho, a maior e mais famosa feira da China é a Canton Fair, onde você encontra tudo o que pode imaginar. Ela acontece duas vezes por ano, geralmente em abril e outubro, tem três fases e dura três semanas completas: a cada semana apresenta segmentos diferentes. “Essa é uma feira muito turística, onde você pode conhecer muitas coisas, mas não é uma grande possibilidade de negócio”, explica Eber.

Ele lembra de um episódio que ocorreu em 2014 nessa feira: encontrou brasileiros perdidos, desesperados e traumatizados da viagem. “Eles queriam ver a parte de maquinário, pegaram o avião e foram, mas falavam apenas inglês”, recorda. Como a feira parece uma cidade é muito difícil se encontrar e, apesar de contar com o serviço de tradutores logo na entrada, são pessoas que não conhecem o seu negócio e as especificações do seu produto, então a comunicação com negociadores fica um pouco limitada. Além disso, na China é pouco o número de pessoas que falam inglês, então não é tão simples se comunicar com o taxista ou mesmo pedir uma boa refeição.

Se a primeira opção parece um pouco assustadora, a segunda é ao contrário. Ao contar com uma boa assessoria tudo fica mais fácil: você aproveita melhor a agenda, evita problemas de comunicação, vai nas feiras e pessoas certas e tem melhores possibilidade de negócios. Esse é um dos trabalhos que Eber desenvolve: se torna um sócio virtual da sua operação lá na China e deixa tudo organizado para quando você estiver de malas prontas. Ou seja: entende o que você precisa, aciona o seu time na Ásia para fazer o desenvolvimento de fornecedores e te assessora desde a chegada do avião até o retorno para casa.

“Nós recomendamos as feiras específicas, assim o cliente fica um ou dois dias focado conhecendo os catálogos certos e, paralelamente, visita fábricas com a credibilidade já checada antes”, explica. Para se ter uma ideia da especificidade das feiras, por exemplo, no sul da China há uma feira inteirinha sobre iluminação a led.

Além de todo esse apoio na língua, cronograma assertivo e desenvolvimento de fornecedores, com uma boa assessoria você também pode contar com mais sucesso na hora da compra, afinal, você terá ao lado alguém com expertise em comércio exterior e também na precificação, que vai além do produto, também acrescenta-se o frete, o desembaraço aduaneiro, entre outros. Muito melhor, não é mesmo?

Para você se organizar, as feiras da China geralmente acontecem entre os meses de março e início de dezembro. No final de dezembro e meses de janeiro e fevereiro os negócios ficam um pouco limitados em função do inverno e do Ano Novo Chinês, onde as fábricas param por cerca de 20 dias. “Então esses meses não são recomendados, só se você já tiver algo agendado com fábricas”, atenta Eber.

Hoje, em função da pandemia do novo coronavírus, as feiras estão acontecendo de forma virtual aos estrangeiros: eles repassam o link e você faz o acesso virtual aos catálogos. Para o mercado interno elas já estão abertas de forma presencial e com todos os cuidados necessários, como máscaras e uso do álcool em gel.

A expectativa é que no ano que vem elas voltem a acontecer presencialmente para o mundo inteiro e você já pode começar a se programar. Se você deseja que esta viagem seja um sucesso, vem falar com a gente, temos os parceiros certos para te ajudar! 😉

Abraços,
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Nova série: Desmistificando o gigante asiático

China. Quando falamos em mercado internacional é difícil não pensarmos no país mais populoso do mundo: é a maior economia de exportação do mundo, o maior parceiro comercial do Brasil em volume de vendas e, em janeiro deste ano, liderou a lista de destinos das exportações brasileiras.

Mas como começar as negociações? Da mesma forma que são grandes os potenciais e as vantagens comerciais, são grandes as peculiaridades do país: língua, cultura, vasto território e uma infinidade de opções de empresas para vender e/ou comprar acabam dificultando o planejamento e os primeiros passos da negociação.

Pensando nisso, hoje começamos uma nova série de conteúdos por aqui: Desmistificando o gigante asiático. A cada 15 dias, você poderá conhecer um pouco mais sobre a China e como acontecem as negociações por lá. Como fazer um bom negócio na China? Quais são e onde estão os polos de negócios do país? Como apresentar a minha empresa para um chinês? Como comprar bons produtos? O que eles prezam no mundo dos negócios?

Essas e outras tantas dúvidas você vai poder tirar com a gente e com quem conhece do assunto. Para esta série, contamos com a participação do nosso parceiro Eber Pinho, da Real Trading.

Com 23 anos de experiência profissional na área do comércio internacional e em contato com o continente asiático, Eber pode até ser chamado de um brasileiro-chinês: viaja para a China com frequência por 20 anos e a empresa na qual é sócio tem nove escritórios próprios no gigante asiático. Lá ele representa empresas brasileiras e cuida de todos os negócios, ou seja, tem experiência e conhecimento sobre o assunto para dar e vender.

Conforme ele, não é apenas boato que a China tem uma cultura muito forte e preza por isso e, assim, alguns cuidados podem ajudar nos negócios com o país, tanto para abrir caminhos para sua exportação, como para conseguir fazer boas compras na importação. Então nada mal aprendermos algumas dicas juntos, não é mesmo?

Esta série será publicada por aqui a cada duas semanas e também nas nossas redes sociais, mas se você quer garantir todo o material, que tal assinar a nossa newsletter? O conteúdo fica ainda mais interessante: chega no seu e-mail e é só aproveitar a leitura.

Gēnsuí, dàliàng xìnxī jíjiāng dàolái!

Ops, ainda não chegamos no mandarim: Acompanhe, vem muita informação por aí! 😉

Abraços,
Equipe Freitas