Tag Archives: Gestão de risco

Quer saber mais?

Preencha o formulário. Nós ligamos para você.

Gerenciamento de Risco & Operador Econômico Autorizado (OEA): qual a relação e por que esses temas merecem atenção

A gente já falou por aqui sobre o conceito de risco e da importância do gerenciamento de risco aduaneiro como prática fundamental para as empresas que atuam no Comex. Afinal, são diversas etapas, regras e normas regulatórias nacionais e internacionais a lidar. O assunto está diretamente relacionado à certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), que permite às empresas uma série de vantagens com base na confiança, segurança e na conformidade.

Foi exatamente esse o tema tratado no Evento de Comércio Exterior, realizado na Univille no dia 22 de junho, em Joinville (SC), que teve como palestrantes o diretor da Freitas, Marcio Freitas, e o nosso parceiro, Marcos Rama, da Rama Consultoria Empresarial.

Se você não conseguiu participar ou acompanhar o momento que tratou do assunto Gerenciamento de Risco & Operador Econômico Autorizado (OEA), não se preocupe! A gente preparou um “resumão” com os principais pontos abordados. Confira:

Pirâmide da gestão de risco

Para contextualizar o conceito, Marcos Rama apresentou uma pirâmide:

  • No topo estão as pessoas e a importância do envolvimento e do comprometimento delas na gestão de risco, que envolve treinamento, busca por conhecimento, etc.
  • Na base esquerda estão os processos: controles e procedimentos.
  • Na base direita, está a tecnologia, o que vai além dos softwares e ferramentas em si.

Na sequência, Rama lembrou da importância da ISO 31000, norma da família de gestão de risco criada pela International Organization for Standardization.

Como fazer a análise dos riscos

O consultor explicou a importância de conhecer todos os riscos que envolvem suas atividades e como essa análise deve ser feita a partir dos seguintes pontos:

  • O risco é analisado determinando-se, no mínimo, as consequências e suas probabilidades.
  • A análise dos riscos considera as incertezas, fontes de risco, consequências, probabilidades, eventos, cenários, controles e sua eficácia.
  • A análise pode ser realizada com diversos graus de detalhe. Dependendo das circunstâncias, pode ser qualitativa, quantitativa ou uma combinação delas.

“Com a globalização, o risco passou a ficar muito próximo da gente”, lembrou Marcos Rama, citando o exemplo da própria pandemia da Covid-19.

A explicação contou também com a apresentação da Equação do Risco ou Método Total Risk, que aborda índices como ameaça x vulnerabilidade x impacto x probabilidade e seus respectivos controles.

Definições operacionais

Entre os conceitos relevantes, Marcos Rama definiu risco geral e risco na gestão da cadeia de suprimentos:

  • Risco (em geral): valor estatístico da possibilidade de um evento indesejável ocorrer ou não.
  • Risco na gestão da cadeia de suprimentos: probabilidade de um evento indesejável e os possíveis efeitos que a sua ocorrência teria no objetivo abrangente da gestão da cadeia de suprimentos, de conciliar oferta e demanda.

Há ainda as categorias de risco, que são divididas em: rede de unidades operacionais, recursos humanos, tecnologia, transporte, fornecimento, demanda, sistemas de informação, ambiente econômico e ambiente político. Já os tipos de risco são: aleatórios (fenômenos naturais), acidentais (não intencionais, causados por negligência, imprudência ou imperícia) e intencionais (causados por ação intencional).

A partir dessas análises, você entende o que pode prevenir e como ser prudente para evitar que eventos afetem os negócios e as atividades das empresas. A grande questão é entender como mitigar os riscos, pois eles não vão deixar de existir.

Antes de definir as estratégias para o gerenciamento, é preciso entender a vulnerabilidade, que pode ser baixa, moderada, média ou alta. Essa análise pode ser feita através de um gráfico que leva em conta o nível de probabilidade da ocorrência versus o impacto/consequência que o risco pode gerar para o negócio.

Ao levar em consideração todos esses pontos, assim deve ser entendido o processo de gerenciamento de risco:

Processo de gestão de risco

Gerenciamento de risco e a Certificação OEA

Marcio Freitas falou sobre a importância da cultura de gestão de risco para facilitar e aumentar a segurança do comércio internacional, das cadeias de suprimentos e do trânsito entre países. O diretor da Freitas lembrou que ao fazer a gestão de risco, a Receita Federal entende que você conhece verdadeiramente seus processos e todos os riscos que envolvem suas atividades. “A Receita não quer risco zero, ela sabe que toda operação tem risco, ela espera que ao conhecer seus riscos você possa tratá-los e mitigá-los”, complementou Rama.

É exatamente o que fazem as empresas que conquistam a certificação OEA (Operador Econômico Autorizado): elas mostram que fazem a própria gestão dos seus riscos e tomam medidas para evitá-los. Consequentemente, a Receita Federal estabelece uma relação de confiança com aquele parceiro estratégico das Aduanas, que após ser avaliado como de baixo risco passa a ser qualificado como operador confiável, que zela pela segurança da cadeia logística e que cumpre com a legislação tributária e aduaneira.

“Pra quê que eu vou parar a operação de uma empresa que eu sei que tem gente capacitada, que eu sei que tem um processo de gestão de risco bem estabelecido?”, reforçou Marcos Rama durante a explicação sobre o programa OEA, que fortalece a segurança e estimula o aumento da conformidade.

Comportamentos esperados dos operadores OEA:
  1. Conhecimento dos riscos que acometem suas operações.
  2. Melhoria contínua dos procedimentos internos para detecção e minimização dos riscos.
  3. Comunicação com seu ponto de contato na Receita Federal sobre riscos detectados e medidas adotadas.
  4. Agilidade nas respostas às demandas da RFB.

 Por fim, os palestrantes falaram sobre o cenário atual das empresas OEA brasileiras e estimularam a busca pela certificação e sua manutenção.
__________

Essa certificação pode fazer toda a diferença para as suas operações de comércio exterior. Fale com a gente e tenha um diagnóstico real para entender como conquistá-la e aproveitar todos os benefícios de ser OEA.

Abraços,
Equipe Freitas.

Quer saber mais?

Preencha o formulário. Nós ligamos para você.

Certificação OEA e a gestão de parceiros comerciais

A gente já falou por aqui como a certificação OEA extrapola a área de comex, mas você sabia que ela vai além da sua própria empresa? Como você faz a gestão dos seus parceiros comerciais? Certificação OEA e a gestão de parceiros comerciais esse é o assunto de hoje! 😉

Quando a Receita Federal fala em conformidade dos processos, ela se refere ao processo do início ao fim: independentemente se ele é realizado todo por colaboradores e áreas da sua própria empresa ou se conta com parceiros. Por exemplo, despachantes aduaneiros e transportadoras são parceiros muito comuns em processos de importação e que precisam estar sob o olhar da conformidade.

Já pensou na responsabilidade que você tem ao entregar todas as informações do seu processo a um parceiro comercial? Claro, ele tem a responsabilidade, contratualmente, de seguir com as ações do processo. E como você faz a gestão disso? 🤔

Fica a reflexão: você faz uma avaliação técnica para saber se o seu parceiro comercial tem conhecimento para realizar o trabalho? Você avalia se ele tem o mesmo cuidado com as informações que você tem? De quanto em quanto tempo você faz essa avaliação? Você busca saber se ele tem processos de treinamento para os colaboradores sobre segurança e questões técnicas?

Essas são algumas das ações que fazem parte da gestão de parceiros comerciais e que devem ser realizadas pela empresa, afinal, se você tem o controle dentro de casa, precisa passar essa responsabilidade também para o seu prestador de serviço.

Conforme Valéria Mendonça, nossa líder em inteligência aduaneira, quando uma empresa tem a certificação OEA, a Receita Federal sugere que ela tenha parceiros certificados também, mas nem todos os nichos se enquadram nesta certificação. Por exemplo, hoje despachantes aduaneiros não estão contemplados neste processo.

Mas e aí, como proceder então? Não ter a certificação não impede a empresa a ter uma política de compliance. “Você não precisa olhar necessariamente à certificação, mas se a empresa atende aos seus requisitos: se ela tem processos bem definidos, treinamentos, políticas de segurança, entre outros”.

A Freitas, por exemplo, já foi certificada em outro momento e hoje, por uma questão legal, não se insere mais na certificação, mas isso não significa que deixou de ser OEA. “Hoje todos os nossos processos são desenhados considerando a certificação OEA”, afirma Valéria.

Uma transportadora local, por exemplo, que também não se insere na certificação, também precisa de atenção quanto à conformidade. Será que ela conta com um checklist, um acompanhamento e rastreamento da carga?

É importante destacar que a Receita Federal tem uma visão ampla do processo, do início ao fim: se o processo inicia com os requisitos do OEA, deve terminar assim, e isso precisa estar detalhado e evidenciado no processo.

“É então que o trabalho de consultoria para a certificação OEA entra: com diagnóstico apresentando a fotografia do grau de conformidade da empresa referente aos critérios OEA; análise de todos os pontos sensíveis; elaboração do mapa de risco com as áreas da empresae se houver terceirização de alguns dos requisitos, avaliação dos seus prestadores de serviço”, explica Valéria.

Aqui na Freitas, contamos com essa solução: te ajudamos a construir esse mapa de risco e responder da melhor forma para a Receita, tornando o processo de certificação ainda mais simples e eficaz. Vem bater um papo com a gente!  😉

Abraços,
Equipe Freitas

Quer saber mais?

Preencha o formulário. Nós ligamos para você.

5 pontos importantes para descomplicar a sua certificação OEA

As palavras simples e fácil dificilmente são associadas ao processo de certificação do Programa de Operador Econômico Autorizado – OEA da Receita Federal. Ao falar em conformidade e em gestão de risco, muitas empresas se assustam e imaginam que o processo é complexo e custoso. Imagina precisar mapear todos os riscos e solucioná-los para conquistar a certificação? Sabia que não é bem assim?! O processo pode ser fácil, leve e, principalmente, descomplicado, tudo depende das suas escolhas.

Se você é importador e quer entender melhor como funciona a certificação na modalidade conformidade, continue a leitura e confira pontos importantes para descomplicar o processo e aproveitar as facilidades que o OEA oferece. (Ah, não lembra das facilidades? A gente preparou um conteúdo sobre isso, principalmente com a chegada da DUIMP, clique aqui).

1 – Quem ganha é você

O primeiro ponto é entender que a certificação resulta em uma gestão de risco não para a Receita Federal, mas para sua própria empresa: com análise da sua operação, procedimentos escritos e planos de ação estabelecidos quando necessários, você tem condições de gerar o seu próprio mapa de risco e ter recursos e ferramentas para mitigar possíveis incidentes que possam ocorrer. E é a partir disso que surgem todas as facilidades junto à fiscalização.

2 – Não existe receita pronta

O segundo ponto é ter ciência de que não existe uma receita pronta. Cada empresa é uma empresa, e o processo deve respeitar e incluir esses diferenciais nas análises iniciais e na implementação do projeto. Qual é o histórico aduaneiro da empresa, de que forma ela lida com a gestão da informação, como está a solvência financeira e quais são as pessoas que realmente vão fazer o negócio acontecer, são critérios que sempre devem ser levados em conta.

3 – A certificação não é o final

Outro ponto é lembrar que a certificação não é o final do trabalho: conformidade é uma cultura da empresa e todos os colaboradores devem operar colaborativamente com a gestão de risco. Sempre que necessário, as avaliações de riscos devem ser revisitadas e ajustadas continuamente.

4 – Seguir todas as etapas

Uma forma de descomplicar o processo é seguir todas as etapas estabelecidas no projeto. Nem sempre a certificação é rápida, geralmente leva em torno de 4 (quatro) a 5 (cinco) meses para que todas as análises e procedimentos sejam criados, mas é isso que torna o processo mais fácil e maduro: à medida que a empresa está envolvida e presente em cada etapa, com as pessoas certas em suas atribuições e responsabilidades, é muito mais fácil atingir o resultado depois. Cada etapa tem uma lógica e vamos explicá-las no próximo conteúdo. Clique aqui para se inscrever na nossa newsletter e receber os nossos conteúdos diretamente no seu e-mail. 😉

5 – Conte com bons parceiros

Por fim, como todas as operações, contar com bons parceiros deixa tudo mais fácil, simples e descomplicado. Aqui Freitas contamos com parceiros experientes neste processo de certificação, parceiros atentos às características de cada cliente e com etapas bem desenhadas, tornando o trabalho mais completo e duradouro.

E aí, quer saber um pouco mais e aderir à certificação? Vem bater um papo com a gente! 😀

Abraços,
Equipe Freitas