Tag Archives: Logística

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Situação logística mundial: como driblar as dificuldades?

Há mais de um ano que a situação logística mundial apresenta desafios: desde o início da pandemia provocada pela Covid-19, os valores de frete aumentaram, é recorrente a falta de contêineres, além da sobrecarga e atrasos na programação. E até quando isso deve durar? 🤔

Mais uma vez, buscamos informações com nossos parceiros e trazemos aqui como está a situação logística mundial e a expectativa para as próximas semanas. Confira! 👇

China

Quando falamos em China, precisamos lembrar que esse é o principal parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o país representou 33,6% de todas as exportações brasileiras e 21,8% das importações. E olha que esse frete não é barato!

Desde 2017, fretes da Ásia com destino ao Brasil já eram considerados um dos mais caros do mundo e, o que ninguém imaginou, aconteceu: em 2021 os valores aumentaram em cinco vezes.

Infelizmente, a notícia é que os valores ainda estão em tendência de alta: para o Sul devem ficar na casa de 9.600 a 9.900 dólares os 40HC e entre 6.500 a 7.000 os NOR.

Além dos impactos gerais da pandemia, alguns agravantes colaboram para os altos preços: o terminal de Yantian, em Shenzhen, está abarrotado e parou de receber cargas, pois houve um surto de covid nos trabalhadores. Com isso, Hong Kong pode ser muito afetado também, pois será onde exportadores tentarão entregar suas cargas.

Outro agravante é que vários portos de transbordo estão com lotação máxima, como Singapura, Colombo, em Sri Lanka, e Cartagena, esse último prejudicado também pelos protestos locais. Além disso, em alguns navios os tripulantes estão testando positivo para covid, exigindo uma quarentena de 7 a 14 dias.

O aproveitamento dos espaços continua alto e a disponibilidade de contêiner se agravou: contêineres de 40” DRY permanecem escassos, assim como os contêineres NOR, visto a alta procura para reduzir tarifas. A disponibilidade maior é de contêineres de 1×20” DRY e 1×40” HC.

Ainda não há uma expectativa de melhora, visto que em julho, agosto e setembro ocorre, historicamente, o Peak Season da Ásia, quando entra em alta a demanda de produtos de Natal e férias coletivas.

Europa

Quando partimos para a Europa, os desafios continuam. A escassez de contêineres no mercado mundial também afeta o transporte de mercadorias da Europa para o Brasil, e a tendência de aumento nos valores continua: os fretes flutuam na casa dos 2.000 euros por contêiner.

Os contêineres reefers também estão em falta e, quando estão disponíveis, deve-se considerar no mínimo um mês a frente para a reserva.

Para driblar um pouco os desafios, as logísticas alternativas têm sido uma boa opção. Por exemplo: embarcar em Bremerhaven, fazendo transbordo em Algeciras; a carga da Alemanha, embarcar por Rotterdam; e a carga de Rotterdam, embarcando por Antuérpia.

Índia

O país indiano está com a situação da covid gravíssima, mas, mesmo assim, há um bom escoamento de cargas. Os lotes pequenos estão com mais facilidade de escoamento, os grandes precisam ser divididos para conseguir espaço. Geralmente os armadores liberam espaço às segundas-feiras e o booking é liberado para duas semanas seguintes.

O valor dos fretes está variando de 4.500 a 7.500 dólares, dependendo do armador.

Estados Unidos

Já nos Estados Unidos os desafios voltam a ser críticos, principalmente quanto às coletas: armadores estão se negando a cotar coletas quando a distância do porto de embarque passa de cerca de 100 quilômetros. A solução é contratação de truckers, mesmo que mais caros.

Após a solicitação de bookings, os armadores estão demorando em média 72 horas para processar os pedidos. E a partir dessa reserva, os principais portos estão conseguindo espaço para navios com saídas de 15 a 20 dias para frente.

O ponto mais crítico são os portos da Califórnia: estão colapsados e só há espaço e equipamento para o final do mês de junho, início de julho. Quando há opções, elas são com o frete mais caro.

E como driblar tudo isso?

A gente sabe que a situação logística mundial não é o das melhores, mas tudo pode ficar mais fácil quando você tem informação para se planejar e experiência para entender as melhores possibilidades. Aqui na Freitas você encontra isso e muito mais, venha bater um papo com a gente! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Entenda como está o cenário logístico mundial

Você quer iniciar o mês de maio bem informado? A nossa equipe organizou um panorama do cenário logístico mundial para as próximas semanas, que ainda sofre impactos da pandemia e do encalhe no canal de Suez. Além disso, o mês iniciou com o feriado chinês de cinco dias, o que pode gerar grandes demandas para essa e para as próximas semanas.

Continue a leitura e entenda a situação de alguns polos mundiais. 😉


CHINA

Como nós o gigante asiático também iniciou o mês de maio com o feriado, mas por lá é prolongado: são cinco dias de descanso e essa parada pode gerar uma grande demanda para essa e para as próximas semanas.

Outro ponto de atenção que também pode afetar a programação por aqui, é a grande possibilidade de deslocarem navios da rota da América Latina para Europa, com o objetivo de colocar em dia os atrasos sofridos pelo encalhe no canal de Suez. A rota entre a Europa e a China está muito aquecida e é mais rentável aos armadores.

O cenário fica ainda mais complicado se o destino é a região norte, nordeste ou Vitória, visto o transbordo adicional no Caribe ou Mediterrâneo. Esses locais apresentam fretes mais rentáveis aos armadores, pois outros portos de transbordo, como Cartagena, por exemplo, estão bem congestionados.

Quando falamos em contêiner, a disponibilidade também está bem apertada. Assim, com tudo isso, infelizmente os fretes tendem a aumentar: já se fala em ultrapassar o valor de 8.500 dólares novamente.

Uma forma de reduzir custos continua sendo o contêiner NOR – Non-Operating Reefer, aquele contêiner reefer que permanece desligado durante todo o trajeto, sendo muito utilizado para importação de carga geral seca e não restrita. É importante lembrar que esta opção tem uma capacidade menor de carga, mas o custo pode ficar mais baixo mesmo aumentando a quantidade de contêineres.


ÍNDIA

As negociações com o país indiano merecem atenção! A Índia retomou o lockdown, assim, a demora nas repostas e confirmações devem se agravar. O ponto mais crítico é para as negociações com a costa leste da Índia (Chennai / Kattupalli / Vishakhapatnam), pois as transações fazem transbordo na Ásia e a disponibilidade e fretes estão no mesmo nível que a China.

A situação está um pouco melhor com a costa oeste (Mundra / Hazira / Nhava Sheva), pois o transbordo ocorre via Mediterrâneo, entretanto, há muita demora na confirmação dos bookings.

O valor dos fretes está por volta de 5.000 a 5.500 dólares, com exceção da Evergreen, que colocou o serviço na rota, porém com fretes bem acima: entre 7 e 8 mil dólares.


EUROPA

Na Europa os navios continuam lotados. O norte do continente (Hamburgo, Rotterdam, Antuérpia, Le Havre, Londres) permanece com bastante dificuldade. A situação melhorou um pouco na Itália, onde são possíveis bookings para daqui duas a três semanas.

Os países mais críticos são a Turquia e Portugal. O primeiro está sem espaço e sem equipamentos, já o segundo tem serviços que já omitiu quatro vezes. Assim, infelizmente são frequentes omissões e rolagens.


EUA

Os Estados Unidos também seguem da mesma forma. Na costa oeste há muitos navios aguardando atracação, o que gera atrasos nos horários. Já na costa leste o cenário é um pouco melhor, com possibilidade de bookings para daqui duas ou três semanas.

O atraso também acontece no interior do país, que sofre pela falta de caminhoneiros e pelo consumo elevado.

Assim, as rotas do Brasil estão sofrendo atrasos e transbordos não previstos, aumentando o transit time.


Com todas essas informações sobre o cenário logístico mundial, ressaltamos a importância de programar suas operações com antecedência e contar com um bom parceiro que possa te ajudar a driblar imprevistos. 😊

Precisando de ajuda, estamos por aqui!

Abraços,
Equipe Freitas

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O encalhe no Canal de Suez e a atenção para os imprevistos no comércio exterior

Há uma semana, o encalhe do meganavio Ever Given no Canal de Suez, no Egito, chama a atenção para um desafio muito grande, mas recorrente no comércio exterior: lidar com os imprevistos.

Com 220 mil toneladas e 400 metros de comprimento, o navio foi atingido por uma rajada de vento e encalhou em uma das principais passagens náuticas do mundo: e isso mexeu com todo o mundo.

No início desta segunda-feira (29), a administradora do canal informou que o navio voltou a flutuar e a expectativa é que o problema seja solucionado em breve. Entretanto, os impactos já são muito expressivos. Segundo a BBC, empresas especializadas em comércio marítimo estimam que as perdas econômicas direta ou indiretamente ligadas ao encalhe já passam de R$ 300 bilhões. Até ontem, mais de 400 embarcações estavam na fila à espera da liberação do canal.

Um fato que mexeu com toda a programação do cenário mundial e reforçou o cuidado e atenção aos imprevistos, continue a leitura e confira. 😉


Pra começar, por que o Canal de Suez é tão importante?

Com 193 quilômetros, o Canal de Suez, no Egito, conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Inaugurado em 1869, o Canal oferece aos navios de carga um atalho entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa. São quase 9 mil quilômetros a menos, reduzindo a distância em 43%, pois os navios deixam de ter que contornar o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África.

Dessa forma, pelo canal passam mais de 12% do comércio mundial: cerca de 50 navios passaram por dia, são quase 19 mil navios por ano.

E aí, de repente, ele para. E como lidar com isso? 🤔


Como lidar com os imprevistos no comex?

Imprevisto, como o próprio significado da palavra traz, é algo que não foi previsto, algo inesperado. Eles acontecem em toda a nossa vida, mas convenhamos, no comex eles parecem ter ainda mais frequência, não é mesmo?

Como esse fato do Canal de Suez, há imprevistos que realmente não podemos controlar, mas você já parou pra pensar que pode minimizar ou até evitar alguns deles? Olha só!

Quanto mais atores envolvidos, mais riscos de ocorrer problemas: principalmente na importação, que são operações que contam com diferentes intervenientes no processo.

Assim, para evitar imprevistos, o primeiro ponto é fazer um bom planejamento de risco antes de a carga embarcar. Elencamos alguns cuidados: 👇

1 – Conte com bons parceiros: escolha aqueles que te possibilitem acompanhar a carga em tempo real;

2 – Verifique se o recinto que vai receber a carga está apto para recebê-la;

3 – Fique atento ao free time do contêiner para evitar custos extras com demurrage;

4 – Conte com um estudo administrativo: qual é a documentação e liberações necessárias;

5 – Conte com um estudo tributário: definição correta da NCM;

6 – Atenção para o saldo no radar, verifique se você ainda tem limite caso sua habilitação seja nas modalidades expressa e limitada;

7 – Cuidado também no transporte doméstico terrestre: verifique se a transportadora está registrada na ANTT e é apta para transportar a sua carga;

8 – Não esqueça que o seguro é uma forma de economia.

Esses são alguns exemplos de como você pode minimizar riscos. Além disso, é muito importante estar atento ao cenário mundial e se programar com antecedência. Pra te ajudar, já trazemos a situação logística mundial, confira abaixo.


E como está o cenário mundial?

Além do impacto direto nos navios já programados para esta rota, o encalhe do navio no Canal de Suez interfere na situação logística mundial. Nossos especialistas separaram algumas informações sobre o cenário atual e a programação para as próximas semanas, olha só:

EUROPA

Por lá a demanda está bem aquecida e os navios lotados: se você confirmar hoje, o espaço será para o final do mês de abril. Os armadores estão aumentando o valor dos fretes (aplicando GRI e sobretaxas). Do outro lado, o free time no destino vem sendo reduzido, principalmente porque o encalhe no Canal de Suez pode impactar na reposição de contêineres vazios. Também é importante destacar que os atrasos nas escalas estão mais frequentes e algumas omissões são necessárias para recuperar a programação.

ÍNDIA

Quando falamos em Índia, a situação está caótica: infelizmente é difícil passar uma posição concreta de espaço e disponibilidade de contêiner. Os armadores estão checando caso a caso e os agendamentos demorando de 7 a 10 dias para serem confirmados, ou seja, é importante se programar com antecedência.

O impacto do Canal de Suez pode congestionar as rotas via Singapura, visto que alguns armadores fazem transbordos na Europa, via Canal de Suez, e outros por Singapura.

ESTADOS UNIDOS

Por lá os fretes estão estáveis, porém, os portos bem congestionados. As coletas estão com bastante indisponibilidade e os atrasos são frequentes.

Muitos transbordos não previstos no Caribe estão sendo feitos, pois os armadores precisam tirar as cargas dos portos para aliviar o volume. Assim, a carga embarca mais rápido, mas é preciso lembrar que haverá o transbordo depois. Quanto à costa Oeste, os atrasos são ainda mais severos.

CHINA

A indisponibilidade de contêiner aumentou, alguns portos da China já começam a sentir os reflexos da situação em Suez com falta de contêineres de alguns armadores, e a tendência é que até o final desta semana este cenário tenha atingido todos os armadores.

A  Hamburg Sud, por exemplo, parou de aceitar novos embarques da China para o Brasil, exceto 40’NOR. A operação com contêiner NOR continua sendo uma boa opção, visto que o frete está entre 4.500 e 4.700 dólares.

Espera-se um aumento no valor dos fretes nas próximas semanas devido a falta de contêineres e solicitação de confirmação de disponibilidade de equipamento antecipadamente por parte dos clientes.

E aí, está mais preparado para planejar suas operações e driblar imprevistos? Com informação e parceiros certos tudo fica mais fácil! 😊

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – março/2021

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Vem aí o projeto Janela Única Aquaviária

O Governo Federal anunciou a implantação do projeto Janela Única Aquaviária, o qual unificará o Porto Sem Papel 2.0 e o Portal Único Siscomex. A medida vai harmonizar os procedimentos e os dados do modal aquaviário, facilitando e agilizando as operações que representam cerca de 80% do comércio exterior no país.

Atualmente, no modal marítimo o Brasil conta com duas “janelas”: o Portal Único Siscomex, voltado à liberação de mercadorias para exportação e importação, e o sistema Porto Sem Papel (PSP), relacionado a embarcações e atracações. Além disso, em alguns casos é necessário acessar ainda outros sistemas de órgãos do governo para autorizações de estadia de embarcações. Ou seja, com a Janela Única serão eliminadas redundâncias entre os dois sistemas e reduzida a burocracia para dar mais previsibilidade e segurança, além da diminuição do tempo dos processos e agilidade na logística.

Conforme o Governo, o projeto será implantado em etapas progressivas. O primeiro passo, ainda em 2021, será o mapeamento e o redesenho dos processos de carga e trânsito aquaviário, em parceria com o setor privado. A previsão é de que a Janela Única Aquaviária esteja totalmente implantada até 2023. A partir daí, estima-se uma economia de R$ 10 bilhões anuais para os operadores logísticos e de comércio exterior.

É importante destacar que esse projeto faz parte de uma iniciativa do governo para facilitação, não só da integração das informações por parte do operador, como também da fiscalização. A cada dia as operações prometem ficar mais ágeis e simplificadas, mas a conformidade torna-se ainda mais importante. 😉

Comunicação Freitas Inteligência Aduaneira – março/2021

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Entenda como está o atual cenário logístico mundial

Já chegamos ao terceiro mês do ano que promete ser o de retomadas e você quer ficar por dentro de como está o cenário logístico mundial? Confira um resumo do cenário e algumas dicas que a nossa equipe preparou. 😉

No modal marítimo, começamos falando do gigante asiático, a China!

Desde o encerramento do feriado, o Ano Novo Chinês, as fábricas por lá estão lotadas e a produção segue a todo vapor. Os pedidos já estão começando a ficar prontos, o que aumentará ainda mais a demanda por espaço e equipamento. Assim, as tarifas ainda estão em torno de USD 8 mil por contêiner e a expectativa de queda é para a próxima semana, a partir do dia 14 de março.

A situação dos contêineres ainda não está resolvida: o esforço ainda é grande para encontrar equipamentos disponíveis para embarque. Dessa forma, as cargas leves e em grandes lotes (acima de cinco contêineres) estão sendo priorizadas e conseguindo as melhores negociações.

Além dos grandes lotes, uma opção para reduzir custos pode ser o contêiner NOR – Non-Operating Reefer, aquele contêiner reefer que permanece desligado durante todo o trajeto, sendo muito utilizado para importação de carga geral seca e não restrita. É importante lembrar que esta opção tem uma capacidade menor de carga, mas o custo pode ficar mais baixo mesmo aumentando a quantidade de contêineres.

Quanto à Europa, a demanda continua aquecida e os navios cheios. Dessa forma, segue sendo difícil conseguir disponibilidade de espaço. Os bookings só estão sendo liberados para a última semana de março em diante. Em alguns países a situação é ainda mais crítica pela baixa disponibilidade de contêiner.

O cenário se agrava um pouco mais no momento pelo mau tempo. As nevascas estão atrasando as escalas dos navios e prejudicando o escoamento do transporte rodoviário interno. Para você ter uma ideia, alguns bookings já confirmados estão demorando até cinco dias para embarque a partir da primeira previsão. A dica então é analisar o seu planejamento de embarque para as próximas quatro semanas para conseguir receber a mercadoria no prazo.

Nos Estados Unidos, a situação não muda muito. Os fretes estão estáveis, porém, os portos bastante congestionados, principalmente na costa oeste. A indisponibilidade de coletas e os atrasos frequentes são resultado da frota reduzida de caminhões, aliado ao congestionamento nos portos e ao mau tempo: as nevascas também estão gerando atrasos nas escalas de embarques por lá. Alguns portos, rail services e transportes rodoviários estão completamente paralisados.

Everglades segue como o principal porto de escoamento de cargas.

Você deve estar se perguntando então, e o modal aéreo? Olha só como está o cenário! 👇

No aéreo muitas rotas ainda seguem suspensas para o Brasil, e as companhias que estão operando continuam com número reduzido de aeronaves, assim o espaço também está bem concorrido.

Da Itália, Alemanha e outros pontos da Europa, chegam apenas aeronaves cargueiras; o volume está bastante acumulado e saídas estão sendo programadas para algumas semanas a frente.

O clima instável dos Estados Unidos também está interferindo neste modal. As principais saídas seguem acontecendo de Miami para GRU e VCP.

Da China, as tarifas e a capacidade ainda seguem sob pressão. O que melhorou foram as saídas de Hong Kong, onde as companhias conseguiram escoar as cargas e o fluxo está voltando à normalidade.

E aí, assim fica mais fácil de você programar suas cargas? Com novidades do cenário, voltamos a te informar! 😊

Abraços,
Equipe Freitas

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Entenda a situação logística com a chegada do feriado chinês

Há dez dias do feriado chinês, a logística mundial já começa a sentir seus impactos, que neste ano já são maiores pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Continue a leitura e entenda a atual situação logística e as expectativas para os próximos meses. 👇


Falar de feriado chinês no Comex é falar em planejamento antecipado. Você já se organizou por aí? Ele impacta bastante as importações brasileiras, afinal, são sete dias que a China paralisa a produção, venda e logística. Do dia 11 a 17 de fevereiro, lá no gigante asiático é feriado nacional.

Para suprir um pouco da demanda do feriado, navios extras estão programados para os próximos dias, aumentando significativamente a capacidade pré-feriado; entretanto, caminhoneiros e transportadoras no país já começam a dar sinais de indisponibilidade. Além disso, mesmo com a previsão da entrada de navios extras, a escassez de contêineres ainda persiste na China.

Quando falamos em preço de frete marítimo, não são esperadas quedas bruscas pós-feriado, pois há previsão de novas omissões de saídas e importadoras estão segurando algumas cargas para embarcar no período, gerando uma alta demanda. Em fevereiro os valores ainda estão entre US$ 8.000 e US$ 8.300 para contêineres de 20’, e entre US$ 8.800 e US$ 9.000 para contêineres de 40’.  A previsão de melhora nos valores e disponibilidades permanece para o mês de março.

Quanto ao modal aéreo, as taxas elevadas devem permanecer por todo o ano, visto que as perspectivas da demanda ainda estão incertas e a capacidade de carga é lentamente reintroduzida no mercado. Para o segundo semestre, especialmente pelas vacinações, devem retomar os voos de passageiros, porém de forma gradativa e inicialmente os de curta distância. Assim, os voos de carga ficam desfavorecidos.

Na realidade norte-americana, as principais cias aéreas (American Airlines / Delta / United) ainda estão com seus hubs (conexões) bastante congestionados e desde meados de novembro, atrasos vem ocorrendo devido ao acúmulo de cargas, principalmente dos principais produtos importados da China. Assim, o feriado chinês será um dos principais fatores pela pressão nas tarifas bem na capacidade limitada de carga. Cabe lembrar que a grande parte das cias aéreas não retomou os voos diários, e com o aumento da demanda de cargas, há um efeito funil muito acentuado.

Na Europa, são mantidas as perspectivas de valores de frete e espaço como dezembro: valores ainda altos e capacidade comprometida, ainda em detrimento da demanda de commodities do segmento automotivo e lifescience; e somado ao feriado chinês, que aumenta a demanda de cargas com destino ou conexão nos principais aeroportos Europeus. Também, o fator de lockdown em Londres acaba afetando as rotas, pois como a demanda de passageiros diminui, serviços como da Latam e da British acabam tendo seus voos comprometidos, pressionando assim outras cias aéreas. Principais aeroportos como Frankfurt, Paris, Milan estão com espaço ainda bem concorrido. A expectativa é que com o início da vacinação na Europa e também no Brasil, haja a retomada gradativa das companhias aéreas e, desta forma, a diminuição no valor das tarifas.

Já na Ásia, com a proximidade do feriado chinês, as tarifas e a capacidade de espaço tendem a sofrer nova pressão, impulsionado também pelas demandas de itens para enfrentamento da Covid-19 e vacinas (que terão prioridade).

O cenário, para este mês, não é dos mais atrativos, mas a partir de março e início de uma possível normalização, a gente pode te ajudar a encontrar o melhor caminho e reduzir o valor das suas operações de comex. 😉

Ah, não esqueça de se programar também para os outros feriados asiáticos do ano, eles não são tão impactantes como o Ano Novo Chinês, mas valem ser lembrados:

* 11 a 17 de fevereiro – Ano Novo Chinês
* 3 a 5 de abril – Qingming Festival
* 1 a 5 de maio – Dia do trabalho
* 12 a 14 de junho – Dragon Boat Festival
* 19 a 21 de setembro – Festival do Meio do Outono
* 1 a 7 de outubro – Dia Nacional da China (Golden Week)

Abraços,
Equipe Freitas

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Atualização do cenário logístico mundial

O ano está quase acabando e a gente não poderia deixar de te passar uma última atualização da situação logística na China e do cenário no modal aéreo mundial. Há algumas semanas a gente vem comentando que o cenário não é dos melhores, pela alta de valores e prazos de entrega, e que é preciso planejamento. Nesses últimos dias, as coisas não mudaram muito, entenda o motivo. 👇

Quando falamos em China, o maior parceiro comercial do Brasil, os valores estão aumentando diariamente: a falta de equipamentos tem provocado sobretaxas e os armadores definem os valores por semana, o que dificulta um planejamento a longo prazo. Somado a isso, a chegada do ano novo chinês e a alta demanda mundial, principalmente pelo dólar estar mais baixo, junto à escassez de caminhões para o transporte interno pelas restrições de prevenção à Covid, complicam ainda mais. No momento, as cargas leves, de até 10 toneladas, estão sendo preferidas pelos armadores.

Se ampliarmos o olhar para o cenário mundial, as coisas não mudam muito no modal aéreo. Pela falta de produtos e matéria-prima, o lead time do frete aéreo tem feito deste o modal mais procurado. A sobrecarga também é justificada pela chegada do ano novo chinês e o lançamento de muitos aparelhos eletrônicos que disputam espaço nas aeronaves. Resultado: aumentos tarifários e restrições de espaço.

Outro ponto que merece atenção é que muitas companhias já anunciaram medidas que devem impactar ainda mais na disponibilidade de voos, seja pelo término de aportes recebidos pelo governo ou por planos de reestruturação e encerramento de atividades das subsidiárias menos rentáveis.

Impactos também vêm das novas restrições devido a segunda onda da covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, o que diminui a frequência e regularidade de serviço de muitas companhias aéreas; e do início da vacinação em alguns países já no mês de dezembro, onde acredita-se que os esforços serão no transporte das mesmas.

Dessa forma, o modal aéreo está passando por um cenário de mudanças bruscas de tarifas, dificuldade de espaço para cargas mais urgentes, transit time superior ao previsto e validade de frete menores. A curto e médio prazo, esses problemas, infelizmente, podem ser ainda maiores.

A qualquer mudança ou novidade, informaremos você! Por enquanto, o que vale é o planejamento e contar com bons parceiros para te ajudarem a minimizar os custos e prazos. 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Situação logística com a China merece atenção, confira!

Falta de contêiner, pouco espaço no setor aéreo, aumento no tempo das transações e aumento nos preços. Há algumas semanas já divulgamos alertas sobre a situação logística na China, mas as atualizações recebidas dos agentes parceiros exigem ainda mais planejamento, confira! 😉

Quando falamos em falta de contêiner, difícil não pensarmos em problema e mais custos. O período que já está complicado devido ao contexto da pandemia pode ficar ainda mais crítico, principalmente se pensarmos que muitas indústrias não terão as famosas férias coletivas e a produção deve continuar crescendo no próximo mês.

Essa escassez de contêiner ocorre pois muitos deles estão ficando mais tempo em posse dos importadores mundo a fora, principalmente nos Estados Unidos e Europa, diminuindo o retorno dos contêineres para a China. Agora, com a nova onda da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos e Europa e possíveis lockdowns, o fluxo de contêineres e rotas com esses locais de trânsito deve piorar.

A situação fica ainda mais complicada com a chegada do final do ano: alguns armadores já estão anunciando novas sobretaxas da temporada de pico (pré e pós natal), junto com o Ano Novo Chinês, que será em fevereiro.

Assim, a expectativa é que os armadores liberem contêineres apenas para as cargas que gerarem os fretes mais altos, aqueles mais baixos devem ser reagendados ou cancelados. Os contratos e tarifas a longo prazo com os armadores também não estão sendo liberados, pois podem ocorrer reajustes nas tarifas semanalmente.

Ixe, você deve então estar se perguntando até quando vai isso: a expectativa é que essa situação logística com a China, de falta de espaço e preços mais altos, melhore no mês de março de 2021. Até lá, haja jogo de cintura para terminar 2020 e começar 2021 da melhor forma, né?

Uma opção para driblar esse problema são as opções com transbordo: apesar de rotas de 55 a 70 dias, os custos são mais baixos. Outra dica é não segurar esse fardo sozinho: você pode contar com um parceiro logístico para te ajudar a entender detalhadamente as opções e escolher a que melhor se encaixa com a sua necessidade, seja em relação ao tempo e/ou ao preço.

Aqui na Freitas temos uma equipe pronta para te ajudar, vem bater um papo com a gente!

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Planeje-se: a temporada de pico nos Estados Unidos já começou

Se você tem transações com os Estados Unidos, esse alerta é especialmente para você. A tradicional Peak Season ou temporada de pico comercial do país já começou e todas as partes envolvidas na cadeia logística acabam sendo afetadas.

Nossos agentes parceiros já alertaram que, independente da pandemia do novo Coronavírus afetar a economia, os consumidores americanos gastarão durante o período, principalmente impulsionados pelo Dia de Ação de Graças e a Black Friday, evento que tradicionalmente dão início à temporada de pico para os varejistas nos Estados Unidos. Entretanto, em função das restrições de segurança da COVID-19 e o aumento da demanda por entregas a domicílio, as vendas já iniciaram no mês de outubro.

Assim, os próximos meses serão uma oportunidade para aumentar as vendas e compensar a receita perdida este ano pelos varejistas, mas também um período com alta demanda para todas as áreas envolvidas no processo, principalmente as transportadoras. Responsáveis pelo transporte rodoviário interno dos Estados Unidos (incidentes em todas as operações de importação EXW e exportação DDP), as transportadoras vêm enfrentado diversos atrasos nas entregas desde o início do mês: podendo ser de até cinco dias. Esse atraso se deve, principalmente, à legislação americana de tráfego de caminhoneiros e transportadores (não podem trafegar aos finais de semana e tem um limite máximo de 5 horas de transporte por dia útil), e deve aumentar ainda mais com a sobrecarga da alta temporada.

Dessa forma, recomendamos que os processos logísticos sejam planejados com antecedência para evitar atrasos ou custos adicionais. Se você precisar de apoio neste planejamento, estamos à disposição! 😉

Abraços,
Equipe Freitas

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Golden Week: saiba como se programar para evitar atrasos e mais custos com a logística

Desde o início do mês de agosto está mais caro fazer transações marítimas com a China: está ocorrendo uma restrição muito grande, onde quase todos os armadores estão com overbooking, ou seja, com excesso de cargas e sem espaço nos navios. Isso se dá por uma junção de fatores: alta demanda de cargas, black sailing e chegada da Golden Week, que neste ano será entre os dias 1 e 8 de outubro, mais um motivo para postergação de embarques e aumento de tarifas.

Você já ouviu falar na Golden Week? É como o nosso dia 7 de setembro: Dia Nacional da China. Entretanto, lá o feriado ocorre por uma semana e, em decorrência das festividades, todos os setores paralisam os seus serviços. Assim, além de uma redução no fluxo de importação e exportação durante sete dias, ocorre o aumento nas demandas de espaço nas semanas que antecedem e sucedem o feriado.

Com tudo isso, os serviços com rotas diretas ou via Ásia devem ter espaços comprometidos e o escoamento das cargas pode ocorrer pela América Central, África ou Europa. Os armadores já ressaltaram que todos os embarques estão sujeitos a disponibilidade de espaço no serviço escolhido, podendo ocorrer modificação de rota e, consequentemente, transit time a qualquer momento e sem aviso prévio.

Ixe, e agora? Infelizmente a previsão para normalização e redução dos custos é para a segunda quinzena de novembro, próximo ao mês de dezembro, e não é possível mudar o cenário. Mas separamos cinco dicas para evitar um aumento ainda maior de tarifas:

1 – Adiante ao máximo a importação/negociação com o exportador, para antecipar também a logística;

2 – Tenha claro a data de prontidão das mercadorias e informações da carga (como peso bruto, volumes, dimensão, cubagem) para que o agente consiga antecipar as informações para o armador, a fim de garantir booking;

3 – Se a sua carga é urgente, programe-se bem para providenciar o embarque antes do feriado;

4 – Considere rotas e portos alternativos, isso pode lhe dar mais opções de embarque;

5 – Conte com parceiros certos para te ajudar na identificação das melhores rotas e preços adequados à sua necessidade.

E aí, precisa de algum apoio neste momento? Aqui na Freitas temos uma equipe especializada e pronta para te ajudar! 😉 Vem bater um papo com a gente!

Abraços,
Equipe Freitas